POLÍTICA NACIONAL
Comissão aprova projeto que prevê aumento do conforto térmico nas salas de aula da rede pública
A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou projeto que institui uma política para aumentar o conforto térmico nas salas de aula e adequar a rede pública de ensino ao aumento da temperatura global.
Chamada de Programa de Enfrentamento à Crise e Emergência Climática nas Escolas, a política terá as seguintes diretrizes:
- a revisão da estrutura de climatização das unidades públicas de ensino, com a instalação de aparelhos de climatização e de ar-condicionado nas salas e espaços de convivência;
- a instalação de sistemas de micro e minigeração distribuída baseadas em fontes renováveis para alimentar os aparelhos;
- a reorganização física e arquitetônica dos prédios para assegurar a implementação de técnicas de arejamento e ventilação; e
- a cobertura adequada, com material e técnica de isolamento térmico e acústico.
Financiamento
O Projeto de Lei 1185/19, de autoria do ex-deputado Tiago Dimas (TO), foi aprovado com parecer favorável do relator, deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA).
“Professores e alunos são submetidos a condições desconfortáveis e, às vezes, extenuantes, o que reduz o rendimento da transmissão de conhecimento e do aprendizado, levando a casos de mal-estar e cancelamento de aulas”, disse Alencar Filho.
Ele apresentou um texto substitutivo incorporando medidas previstas em projetos apensados ao PL 1185/19 para prever fontes de financiamento às adaptações nas escolas.
Próximos passos
O projeto vai ser analisado agora, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Hamilton Mourão cobra decisão do STF em relação aos condenados pelo 8 de Janeiro
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) voltou a defender a revisão das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (7), ele criticou a demora do Supremo Tribunal Federal (STF) em analisar a matéria após a derrubada do veto presidencial pelo Congresso. Segundo ele, uma anistia seria a melhor solução para promover a “pacificação nacional”.
Mourão apontou que, passados 60 dias da derrubada do veto, o STF ainda não deu uma definição sobre o tema. Para ele, a demora deixou de ser “apenas uma questão processual para se tornar uma questão humanitária”.
— São 60 dias de silêncio, 60 dias durante os quais brasileiras e brasileiros continuam atrás das grades, aguardando uma decisão — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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