POLÍTICA NACIONAL
PEC da educação inclusiva é retirada da pauta para busca de entendimento
A proposta de emenda à Constituição que inclui como princípio do ensino a garantia de educação inclusiva em todos os níveis (PEC 52/2023) foi retirada da pauta nesta quarta-feira (27) a pedido da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).
A PEC iria passar pela quarta sessão de discussão no Plenário do Senado. A parlamentar alegou que ainda busca um entendimento político os demais senadores.
— Eu recebi um apelo da senadora Mara Gabrilli, que fez contato com esta Presidência, solicitando a busca de um entendimento com o senador Moro [Podemos-PR], com o senador Marcelo Castro [MDB-PI] e com outros senadores que estão debatendo este assunto — disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Davi explicou que a senadora estava fora de Brasília, participando remotamente da sessão, e pediu mais uma ou duas semanas para tentar chegar a um acordo.
Sérgio Moro concordou com a retirada da pauta e enalteceu o trabalho da senadora Mara. Segundo ele, não deverá ser difícil alcançar um entendimento.
— Surgiram algumas discussões apenas de ajuste de redação. O tempo vai-nos permitir alcançar um compromisso para que possamos construir um texto que satisfaça a todos — esclareceu.
A proposta é um substitutivo (texto alternativo) apresentado por Mara, que recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Marcelo Castro é o primeiro signatário da proposta é o senador Marcelo Castro. No projeto, ele afirma que, apesar dos esforços brasileiros, persistem as desigualdades na educação inclusiva. Já em seu relatório, Mara ressalta que a educação inclusiva já está amplamente prevista na legislação brasileira, e que a novidade da PEC é tornar esse direito um valor fundamental da ordem jurídica.
Para ser aprovada, uma PEC depende do apoio mínimo de três quintos da composição de cada Casa (49 senadores e 308 deputados federais), em dois turnos de votação em cada Plenário. No Senado, para ser votada, ela precisa passar por cinco sessões de discussão no primeiro turno e três no segundo turno.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Proposta autoriza fundos regionais a oferecer garantias para projetos de infraestrutura
O Projeto de Lei 2427/26, do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), autoriza os fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) a oferecerem garantias a operações de crédito voltadas à execução de projetos estruturantes de infraestrutura econômica. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
Hoje, esses fundos atuam principalmente por meio da concessão direta de financiamentos. O projeto amplia esse papel, permitindo que também cubram riscos de operações de crédito concedidas a empresas, por meio de instrumentos garantidores – incluída a participação em fundos garantidores.
Para Fernandes, o Nordeste possui condições únicas para se tornar uma plataforma logística global e um centro de energia renovável. Porém, para aproveitar essas oportunidades precisa de instrumentos financeiros modernos capazes de atrair capital nacional e estrangeiro. Dotar os fundos existentes de instrumentos garantidores é, segundo ele, “a forma mais moderna e menos custosa para garantir os investimentos privados em infraestrutura”, com efeitos positivos sobre o emprego e a renda da região.
Como funcionará
Pelo texto, os fundos constitucionais passam a poder oferecer cobertura de riscos em operações de crédito destinadas a empreendimentos de infraestrutura econômica. O FDNE receberá autorização semelhante, podendo atuar como garantidor para assegurar recursos voltados à realização de investimentos em sua área de atuação.
A proposta altera a lei que regula os fundos constitucionais (Lei 7.827/89) e a medida provisória que instituiu o FDNE (MP 2156/01).
Próximos passos
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como teve a urgência aprovada em junho, a proposta poderá ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.
Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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