POLÍTICA NACIONAL

Motta defende que governo reveja prioridades dos gastos públicos

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o governo precisa reconhecer que a situação econômica do País é grave e entender que a estabilidade fiscal é um pilar importante para o Estado brasileiro. Segundo Motta, é preciso que o Executivo reveja as prioridades dos gastos públicos. Ele afirmou que o governo tem dificuldade com esse debate, mas salientou que um bom relacionamento com o Congresso pode ajudar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a convencer o governo a ter a estabilidade fiscal como prioridade. Para Hugo Motta, o Congresso tem sido um grande guardião das contas públicas do País.

O presidente da Câmara concedeu uma entrevista à Globonews nesta terça-feira (4). Segundo ele, aumentar a arrecadação não resolve o problema. “Estamos vendo que o aumento da arrecadação não resolverá se não fechar a torneira. O problema é o que está saindo do caixa do governo. A discussão é sobre redução das despesas. O governo precisa rever aquilo que está gastando. Precisa controlar melhor o seus gastos”, cobrou Motta.

Emendas
Em relação às emendas parlamentares, Motta afirmou que não há nenhum tipo de dificuldade para debater o tema da transparência dos gastos com o Supremo Tribunal Federal ou com o Executivo. Ele afirmou que, antes do Orçamento impositivo, o Congresso era cooptado pelo Executivo e, agora, há mais independência. Para Motta, trata-se uma prerrogativa do Parlamento. “Com o Orçamento impositivo, os deputados estão no interior no Brasil, onde a vida está, e onde um membro do governo do gabinete não sabe o que precisa ser feito”, disse.

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Hugo Motta ressaltou que, caso algum parlamentar cometa algo ilícito na aplicação e no uso das emendas parlamentares, esse parlamentar deve ser punido, mas destacou que não se deve generalizar.

“Tirar essa prerrogativa do Congresso é um retrocesso. A Câmara reconhece e tem a certeza de que, se tivermos um colega que use a emenda de forma errada, nós vamos ajudar na punição, mas a maioria indica com seriedade”, defendeu o presidente.

Para Motta, a questão da transparência precisa ser instituída para todos os Poderes da República. Ele ressaltou que as contas do Congresso são as mais transparentes e podem ser consultadas por toda a população. Em seu discurso de posse, Motta propôs a criação de uma plataforma digital para acompanhar os gastos dos três Poderes em tempo real.

“No Executivo, por exemplo, estamos vendo sigilo de 100 anos. Queremos saber onde o dinheiro está sendo gasto. Temos que fazer um trabalho legislativo para instituir um grande sistema nacional com tecnologia para acompanhar esses gastos”, sugeriu.

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Regulação das redes
Na entrevista, Motta também foi questionado sobre o projeto que visa combater as fake news e regulamentar as redes sociais. Segundo ele, o debate foi vencido pela narrativa falsa de que se tratava de uma mordaça ou censura. Para o presidente da Câmara, já há um relatório que busca trazer mais legalidade e responsabilidade para as plataformas digitais. “Estamos vendo esse assunto , é um assunto polêmico e complexo”, reconheceu.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Em 2027, Senado terá 40 senadores novos e 14 reeleitos

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selo_eleicoes_claro.jpgA eleição deste domingo (4) definiu os ocupantes de 54 das 81 cadeiras do Senado para os próximos oito anos. Quarenta vagas serão renovadas, o equivalente a 74% das cadeiras em disputa. As demais serão ocupadas por senadores que conseguiram se reeleger.

Dos 32 atuais senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato, o que corresponde a 43,7%. 

Antes mesmo da apuração, já se sabia que haveria mudança significativa na composição da Casa a partir de 2027. Isso porque, entre os ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não eram candidatos e outros 9 disputaram cargos diferentes ou participaram das eleições como suplentes. Com o resultado das urnas, a renovação foi ampliada pela derrota de 18 dos 32 senadores que tentavam permanecer no cargo. 

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Foram reeleitos, em ordem alfabética: Alessandro Vieira (MDB-SE), Carlos Portinho (PL-RJ), Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Lucas Barreto (PSD-AP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-AM), Rogério Carvalho (PT-SE), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). 

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Números

A disputa de 2026 repete um dado de 2018: nos dois pleitos, 32 titulares tentaram continuar no Senado. Em 2018, porém, apenas 8 foram reeleitos, e a renovação alcançou 46 das 54 cadeiras, ou 85,19%. Em 2026, o índice de reeleição foi maior, e a taxa de renovação, menor. 

As outras 27 cadeiras do Senado não estavam em disputa neste ano porque foram preenchidas na eleição de 2022 e têm mandato até janeiro de 2031. Ainda assim, algumas terão mudança a partir do próximo ano. 

Cleitinho (Republicanos-MG) e Sergio Moro (PL-PR) foram eleitos governadores, enquanto Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO) avançaram para o segundo turno nos respectivos estados. O Senado é renovado alternadamente a cada quatro anos: em uma eleição são escolhidos dois terços da Casa e, na seguinte, um terço. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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