MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Adolescentes em conflito com a lei são alvos da Operação Vapor
Realizada pela Delegacia Especializada do Adolescente, em parceria com a Promotoria da Infância e Juventude de Barra do Garças e a unidade do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) no município, a Operação Vapor buscou desarticular atos infracionais análogos ao tráfico de entorpecentes. Três adolescentes em conflito com a lei foram alvos da operação, desencadeada na quarta-feira (16).
De acordo com informações do Gaeco de Barra do Garças, durante a operação foram realizadas três buscas e apreensões em residências ligadas aos alvos. Os agentes do Gaeco, em conjunto com policiais civis, conseguiram apreender celulares que podem conter evidências relacionadas ao tráfico.
Foi encontrada ainda quantidade de droga em posse de um suposto alvo que estava presente na residência. O indivíduo foi conduzido para a delegacia para registro de boletim de ocorrência e posteriormente liberado.
“A ação reflete o empenho das autoridades em enfrentar o problema do tráfico de drogas entre jovens e proteger a infância e adolescência na região. A colaboração entre as instituições é fundamental para garantir que atos infracionais sejam tratados com seriedade e que os adolescentes tenham acesso a medidas educativas, repressivas e preventivas”, destacaram as autoridades envolvidas na operação, os delegados Welber Batista Franco e Joaquim Leitão Júnior e os promotores de Justiça Wdison Luís Franco Mendes, Wellington Petrolini Molitor e Clarissa Cubis de Lima Canan.
Crédito da Imagem: ENS-Ceag | UNB (Eixo IV)
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína
A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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