MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Rede de Inovação incentiva criatividade entre os servidores públicos
No mês em que é celebrado o Dia da Inovação (19/10), a Rede InovaGov-MT deu início a uma jornada de transformação, crescimento e inspiração para os servidores públicos de Mato Grosso. Nesta quinta-feira (03), durante a abertura da 4ª edição do “Outubro Movimente”, foi apresentada uma ampla programação que inclui palestras, dinâmicas, jogos e oficinas para promover o intercâmbio de ideias. As atividades acontecem até o dia 24 nas modalidades presencial e on-line.
O tema “Colaborar para Transformar” destaca a importância da união interinstitucional para impulsionar transformações positivas no serviço público. Para isso, um time de “embaixadores” da inovação esteve reunido no Auditório Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, estimulando a construção do pensamento criativo para a criação de um ambiente governamental mais dinâmico, eficiente e alinhado com as necessidades da sociedade.
Voltada para a construção coletiva de soluções criativas e inovadoras no setor público, a Rede InovaGov-MT é composta pelo Ministério Público de Mato Grosso, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Tribunal de Justiça (TJMT), Governo do Estado, Tribunal de Contas (TCE-MT) e Assembleia Legislativa (ALMT).
“Inovação não é só criar algo novo, mas conseguir fazer a mesma coisa de formas diferentes, mais rápidas, mais eficientes. A partir do trabalho entre as instituições, podemos estar cada vez mais próximos da sociedade, vendo a satisfação do público com o serviço que prestamos”, destacou o coordenador do E-LAB-MP, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, que, no ato, representou o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior.
A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, reforçou a importância do trabalho em conjunto voltado para a modernização do serviço público, a partir de iniciativas dos servidores. “É uma oportunidade de fala, é um momento de troca. Eu penso que isso é a colaboração para transformar. Este evento, o ‘Outubro Movimente’, é uma oportunidade de ouvir os nossos servidores sobre inovações”, disse.
O secretário-adjunto de Planejamento e Governo Digital de Mato Grosso, Sandro Brandão, agradeceu o apoio da Rede de Inovação. “Este é um trabalho colaborativo, super importante para que possamos realizar nossas ações. Se trabalharmos de forma conjunta como está acontecendo aqui, teremos grandes avanços.”
Parceiro no fomento à inovação, o representante do Sebrae Mato Grosso, Sandro Rossi, destacou que o incentivo ao desenvolvimento de novas tecnologias visa atender às necessidades da sociedade. “Ter a oportunidade de colocar a sua ideia, de expor sua inovação, de prototipar, de tirá-la do papel e testar é um ponto muito importante, principalmente quando falamos na melhoria do serviço público. Queremos ser competitivos, e para isso teremos que continuar inovando”, disse o gerente de Desenvolvimento Territorial.
Palestra Magna: A abertura do “Outubro Movimente” também contou com a palestra “Conexões que Transformam: A Força das Redes de Inovação no Setor Público”, ministrada por Karla Monteiro. A mestra em Políticas Públicas e entusiasta da inovação no Governo Federal apresentou práticas eficazes para criar ecossistemas de inovação voltados para a modernização do governo.
Crédito da foto: Alair Ribeiro/ TJMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Promotor afirma que Instagram de políticos é laboratório eleitoral
“O maior laboratório de Direito Eleitoral é o Instagram dos políticos.” A afirmação foi feita pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE) Igor Pereira Pinheiro durante a capacitação “Integridade em Foco: Intersecções entre Direito Eleitoral, Probidade Administrativa e Responsabilização Criminal”, na tarde desta quinta-feira (18). No painel “Ilícitos Penais e a Improbidade Administrativa: repercussão política e eleitoral”, o palestrante defendeu uma atuação mais estratégica, preventiva e proativa do Ministério Público no acompanhamento das eleições.Ao abordar a atuação ministerial em anos eleitorais, Igor Pereira Pinheiro alertou para a necessidade de os integrantes do Sistema de Justiça ampliarem o conhecimento sobre os tipos penais eleitorais. Segundo ele, o desconhecimento da legislação criminal eleitoral ainda representa um obstáculo para a identificação, investigação e responsabilização de condutas ilícitas durante o processo eleitoral.Na sequência, o promotor destacou que, entre os diversos crimes previstos na legislação, dois merecem atenção prioritária por terem como consequência a cassação do registro, diploma ou mandato. Um deles é o uso indevido de veículos oficiais nos 90 dias que antecedem a eleição. O outro é a distribuição de bens, prêmios, sorteios ou benefícios com a finalidade de promover candidaturas ou influenciar eleitores. Para ele, são práticas recorrentes, presentes em diferentes realidades municipais e que exigem atuação firme dos órgãos de controle.Sobre o tema, enfatizou que essas condutas muitas vezes passam despercebidas, apesar dos seus impactos sobre a lisura do pleito. “Quando a gente fala em crimes eleitorais que cassam diploma ou mandato, evidentemente que estamos diante de situações que deveriam ser prioritárias na nossa atuação fiscalizatória. São condutas que acontecem em todas as comarcas e que muitas vezes passam despercebidas”, afirmou.O palestrante também defendeu uma atuação preventiva, com o acompanhamento das movimentações políticas antes do início oficial da campanha eleitoral. Para ele, a fiscalização não deve se limitar ao período eleitoral, mas começar já na pré-campanha, quando surgem os primeiros sinais de promoção política e possíveis irregularidades. “A pré-campanha é um conceito fluido que depende muito mais do comportamento do pré-candidato do que da norma em si. A partir do momento em que alguém se apresenta como pré-candidato, passa a fazer reuniões, participar de eventos e buscar visibilidade política, ele atrai para si não apenas direitos, mas também todas as restrições e mecanismos de fiscalização previstos na legislação eleitoral”, argumentou.Dentro dessa perspectiva, o promotor de Justiça chamou atenção para a importância do monitoramento de redes sociais, eventos políticos e atos administrativos. Segundo ele, as plataformas digitais se transformaram em importantes ferramentas de investigação, permitindo identificar comportamentos, reunir provas e acompanhar a movimentação de agentes políticos de forma contínua. “O político e o pré-candidato precisam de exposição, precisam divulgar os atos que praticam. Se você tem uma rotina mínima de acompanhamento, consegue identificar comportamentos, registrar provas e perceber situações que muitas vezes ocorrem de forma totalmente aberta, porque já foram naturalizadas”, observou.Ao incentivar os membros do Ministério Público a adotarem uma postura mais ativa e investigativa, Igor Pinheiro defendeu que a atuação eficiente exige curiosidade, iniciativa e disposição para identificar irregularidades antes que produzam efeitos mais graves sobre o processo eleitoral. “Nós somos pagos para duvidar. Nós temos que desconfiar de tudo e de todos, porque só o curioso é que vai descobrir”, afirmou.O promotor ressaltou ainda que os resultados mais efetivos costumam surgir quando o acompanhamento das condutas começa ainda no período pré-eleitoral, permitindo a construção de um histórico de comportamentos capaz de demonstrar eventual abuso de poder. “Os dados mostram que os casos de maior sucesso são justamente aqueles que começam a ser acompanhados ainda no ano pré-eleitoral, permitindo demonstrar uma sequência de condutas e um padrão de comportamento”, reforçou.Ao tratar do uso da máquina pública para promoção política, Igor Pinheiro chamou atenção para o aumento da exposição de possíveis candidatos e para a utilização de perfis pessoais em redes sociais para divulgar ações institucionais. Na avaliação dele, muitas vezes os indícios de uma candidatura se manifestam antes mesmo de qualquer anúncio formal, exigindo atenção dos órgãos de fiscalização.“Na política, muitas vezes o não dito é um sim. Quando começam a apontar alguém como pré-candidato, quando essa pessoa passa a ter uma exposição que antes não tinha e quando há sinais concretos de movimentação política, cabe ao Ministério Público investigar, acompanhar e reunir elementos objetivos. Não podemos esperar que tudo esteja declarado formalmente para começar a fiscalizar”, destacou.O promotor também ressaltou que a fiscalização deve alcançar todos os atores políticos, independentemente de posicionamentos ideológicos ou partidários. Segundo ele, a atuação isonômica é fundamental para preservar a credibilidade institucional e afastar questionamentos sobre eventual perseguição ou seletividade. “A maior estratégia contra qualquer alegação de perseguição ou assédio processual é agir de forma igual contra todos. Se a conduta é irregular, ela deve ser investigada independentemente de quem a pratique. O Ministério Público não pode ter lado político; o lado do Ministério Público é o lado da legalidade”, enfatizou.Ao abordar a corrupção eleitoral, o painelista criticou a realização de acordos penais e defendeu uma postura mais rigorosa na responsabilização dos envolvidos. Para ele, o Ministério Público deve exercer protagonismo na proteção da integridade do processo eleitoral e atuar de forma efetiva na prevenção e repressão dessas práticas. Na avaliação do promotor, a baixa efetividade da repressão aos crimes eleitorais exige uma reflexão sobre as respostas adotadas pelo Sistema de Justiça. “Em um país que registra historicamente altos índices de corrupção eleitoral, o Ministério Público precisa refletir sobre a efetividade das suas respostas. Se o sistema já puniu pouco, se são raríssimos os casos de prisão e condenação efetiva, precisamos avaliar com muito cuidado até que ponto determinados acordos contribuem para a prevenção e para a credibilidade do processo democrático”, apontou.Por fim, o palestrante reiterou a defesa de uma atuação mais firme do Ministério Público diante dos crimes eleitorais e da corrupção política. “O MP tem que ser demandista sim, em algumas hipóteses graves. E nós estamos falando de corrupção eleitoral, de algo gravíssimo. Nós temos um déficit punitivo alarmante. Como é que você, num país que tem mais de cinco mil municípios, em que a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 40 milhões só na última eleição por corrupção eleitoral, não tem um indivíduo condenado e preso? É um sistema totalmente sem efetividade”, finalizou.
Fotos: Chico Ferreira.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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