CUIABÁ

Servidores do Hospital São Benedito participam da campanha ‘Julho Verde’, que reforça a conscientização e a prevenção do câncer de cabeça e pescoço

Publicados

em

Como parte das ações da Campanha Julho Verde, o setor de odontologia do Hospital Municipal São Benedito (HMSB) promoveu, nesta terça-feira (16), uma palestra de capacitação e orientação aos servidores que atuam no setor dentro da unidade. A ação foi organizada pela Empresa Cuiabana, por meio da coordenadora Maria de Lourdes Wollinger, do diretor técnico Dr. Carlos Henrique Arruda Sales e da Dra. Gabriela Lopes, que é a responsável técnica da odontologia no hospital.

Conforme Gabriela, o objetivo da ação é conscientizar e dar ao servidor um entendimento de que o câncer de pescoço e cabeça tem fatores de risco que são possíveis de serem evitados. “Nossa intenção é preparar nossos servidores para que prestem à população de Cuiabá um serviço cada vez mais humanizado e atualizado conforme a necessidade de cada setor. Por isso, atividades como essas são ferramentas importantes para esse progresso”, explica a RT.

A unidade está sob nova direção técnica, com o Dr. Carlos Henrique Arruda Sales, que busca realizar uma gestão eficiente, investindo na capacitação de seus servidores e provendo assim um atendimento de maior qualidade aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia Também:  Prefeitura fomenta economia e Parque Tia Nair será palco da ‘Festa do Chocolate’ no final de semana

A palestrante do evento, Dra. Darklê Modesto, alerta para a importância do diagnóstico precoce, buscando sempre ajuda médica. Ela pontua que a campanha preconiza o combate, a conscientização e o diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço, para que esses profissionais se atentem aos pacientes, aos seus familiares e aos acompanhantes, para qualquer alteração na voz, na deglutição ou rouquidão.

“A intenção da campanha é chamar a atenção não apenas da sociedade, mas principalmente dos servidores, para que eles estejam mais atentos aos sintomas descritos pelos pacientes, para que haja o diagnóstico precoce. Se detectado a tempo, o tratamento do câncer de cabeça e pescoço pode ser até 100% eficaz, e também evita que o paciente tenha que ser submetido a um tratamento mutilante”, explica a médica.

A médica explica ainda que, na maioria dos casos, a doença é descoberta em estado avançado, o que compromete a cura do paciente. “Se compararmos com antigamente, por conta dessas campanhas de políticas públicas, está diminuindo os casos de óbito, mas ainda é um número significativo, por isso buscamos avançar, e para isso a prevenção da saúde deve ser sempre destacada em todos os níveis, seja ele primário, secundário ou terciário”, frisa a palestrante.

Leia Também:  Projeto que cria auxílio de R$ 1 mil é enviado para Câmara

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Propaganda

CUIABÁ

Após período de depressão, artista cuiabana autista encontra na arte um caminho para recomeçar

Durante o Setembro Amarelo, Juliana Carrara compartilha como o desenho e a pintura passaram a fazer parte de sua reconstrução após um período de depressão.

Publicados

em

Desde criança, Juliana Carrara encontrava nos desenhos e nas cores uma forma de expressão. O que começou ainda na infância, com lápis de cor, canetinhas e o incentivo do avô, o imortal da academia Mato-Grossense de Letras José Cidalino Carrara, ganhou um novo significado anos depois, quando a artista cuiabana atravessou um dos períodos mais difíceis de sua vida.

Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida, a trajetória de Juliana chama atenção para a importância de encontrar formas de expressão, apoio e conexão durante momentos de sofrimento emocional.

Juliana conta que sempre teve uma relação próxima com o desenho. O incentivo inicial veio do avô e, posteriormente, dos pais e de outros familiares, que estimularam sua criatividade desde pequena.

Em 2020, durante a pandemia, ela voltou a desenhar com mais intensidade. A atividade, que já fazia parte de sua história, passou a ocupar um espaço cada vez maior em sua rotina. Juliana começou a desenvolver os desenhos e buscou cursos para aprimorar suas técnicas.

Mas, em 2022, enquanto cursava Psicologia, sua vida passou por uma transformação. Já no oitavo semestre da graduação, percebeu que aquela não era a profissão que desejava seguir. No mesmo período, enfrentou um quadro de depressão e uma grave crise de saúde mental, que resultou em uma tentativa de suicídio e posteriormente em internação.

 

Durante o tratamento, Juliana recebeu o diagnóstico de autismo.

Foi nesse processo de recuperação que a arte passou a ter um significado ainda mais profundo. O desenho e a pintura deixaram de ser apenas atividades de que gostava e passaram a representar uma maneira de expressar sentimentos e estabelecer conexão com o mundo.

Leia Também:  Gabinete Itinerante realiza 48 atendimentos e colhe reivindicações

“Eu me expresso então pelos desenhos, pelas cores, que é mais fácil para mim.”

A mãe, Vanessa Carrara, acompanhou de perto esse período e afirma que percebeu na arte uma mudança importante na trajetória da filha.

“E o que conectou ela ao mundo novamente foi a arte.”

Para Vanessa, a relação da filha com a produção artística tornou-se motivo de orgulho e também uma forma de comunicação.

“Abençoada arte que salvou a minha filha”

Quando as cores se transformam em linguajem

A produção de Juliana é marcada principalmente pelas cores vibrantes e pela presença de elementos da natureza. Flores, pássaros, gatos e outros animais aparecem entre suas principais inspirações.

A artista utiliza diferentes materiais, como lápis de cor, marcadores, aquarela, giz, pastel seco e pastel oleoso. Em seus trabalhos, também mistura técnicas e utiliza os lápis de cor para criar degradês.

As cores ocupam um lugar central em sua identidade artística.

“Eu acho que quanto mais cor, melhor.”

Para Juliana, colocar cor no papel é também uma maneira de levar sentimentos positivos para quem observa suas obras. Seu propósito é fazer com que as pessoas possam se conectar com aquilo que produz e enxergar mais cor em meio a um mundo que, muitas vezes, pode parecer cinza.

A artista explica ainda que o desenho pode facilitar uma comunicação que nem sempre acontece por meio das palavras.

Leia Também:  Unidades dos bairros Pico do Amor, Baú/Lixeira e Dr. Fábio encerram atividades mais cedo para dedetização nesta quinta-feira (10)

“A arte é uma forma que eu tenho de me conectar com o mundo.”

Uma história que também passa pelo autismo

O diagnóstico de autismo fez parte de um período de mudanças na vida de Juliana. A partir dele, sua própria forma de compreender experiências, interesses e maneiras de se expressar ganhou novas perspectivas.

A arte tornou-se um de seus principais espaços de criação. Juliana relata que com seu hiperfoco consegue permanecer durante horas envolvida com seus desenhos.

Obra especial

Entre seus trabalhos está uma pintura de seu gato, Frajolinha. A obra incorpora características do animal, incluindo a marca em seu nariz, além de borboletas, cores intensas e um céu alegre.

Sua produção também já chegou a produtos personalizados, como canecas, chinelos, cadernos e camisetas, aproximando o trabalho artístico de diferentes públicos.

Hoje, a artista segue desenvolvendo sua produção autoral e trabalhando em novos projetos.

Sua experiência também reforça uma mensagem importante durante o Setembro Amarelo: pessoas que atravessam crises precisam de escuta, acolhimento e acesso a ajuda profissional, e uma rede de apoio pode ser fundamental durante esse processo.

Sobre Juliana Carrara

Juliana Carrara é artista visual cuiabana e desenvolve sua relação com o desenho e a pintura desde a infância. Artista autista, sua produção é marcada por cores vibrantes, elementos da natureza e diferentes técnicas artísticas. Para ela, a arte representa uma forma de expressão, criação e conexão com o mundo.

 

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA