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Comidas típicas, apresentação musical, dança e muita diversão. Vem aí o Arraial da Assembleia Legislativa!

Prepare seu traje típico que a tradicional Festa Junina da Assembleia Legislativa está chegando. Será amanhã (quinta-feira), dia 27, no estacionamento do Teatro Zulmira Canavarros, com início às 18 horas. O evento é aberto a toda comunidade. Para aproveitar ainda mais a festa, os servidores terão o salário depositado nas contas já amanhã.

Seguindo a tradição do festejo, a programação começa com lavagem do santo e uma breve cerimônia em homenagem a São João, santo padroeiro da celebração. Em seguida, haverá a apresentação da dança típica junina dos servidores. A animação da festa ficará por conta dos músicos Roberto Lucialdo, Junior Jangada e banda, Jaó e Jaózinho e Léo Vaqueiro, que se apresentam até às 2h da manhã.

Organizado pelo Instituto Memória do Poder Legislativo (IMPL), o evento está consolidado no calendário cultural da baixada cuiabana que visa promover a valorização das tradições brasileira e mato-grossense. “A festa junina, além de ser uma um momento de propagar a nossa fé, ela também é tradicional e valoriza a nossa cultura”, afirma a superintendente do IMPL, Mara Visnadi. Segundo ela, “a festa é uma comemoração popular, na qual as pessoas se reúnem para apreciar as comidas e prestigiar os ritmos e danças típicas do festejo junino. Uma verdadeira exaltação da nossa cultura”.

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Além das programações artísticas, o público vai poder apreciar as comidas típicas servidas nas barracas. Serão vendidas: galinha com arroz, sarapatel, Maria Izabel, milho verde, caldos, pastel, peixada, choripan, bolos, pamonha, pé de moleque e outros. Além disso, bebidas variadas como cerveja, refrigerantes e o famoso quentão. E, para aqueles que estão preocupados em manter a dieta, haverá opções mais light como tapioca, açaí e bolos sem glúten nem lactose.

Visnadi explica que a festa cresceu muito nos últimos. “Mais de três mil pessoas passaram pelo evento no ano passado”, afirmou. “Este ano, o público esperado é ainda maior e a estrutura está sendo preparada para atender com mais comodidade”, adiantou. Segundo ela haverá venda volante de fichas para consumo e também de doces para facilitar o acesso. O evento terá ainda cenário fotográfico e brinquedos para entretenimento das crianças.

Salário na conta

Para aproveitar ainda mais a festa, os servidores terão o salário depositado nas contas já amanhã. “Também será paga a primeira parcela do 13º salário na folha dessa quinta-feira”, adiantou o gerente da folha de pagamento, Benedito Neto. Ele explica que a decisão é da Mesa Diretora, que definiu a mudança da parcela de julho para junho como forma de ajustar melhor a divisão dos períodos do ano.


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Fonte: ALMT – MT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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