TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Escola da Magistratura leva campanha contra drogas em escolas públicas de Cuiabá
Os alunos da Escola Estadual Antônio Epaminondas, em Cuiabá, tiveram uma aula bem diferente na manhã desta segunda-feira (24 de junho). A sala de aula foi para o pátio coberto e o quadro deu lugar ao microfone, usado pelo juiz Moacir Tortato que levou informações sobre os perigos do uso de drogas ilícitas. Cerca de 60 jovens integravam a plateia. Eles tinham entre 14 e 17 anos e cursavam entre o 9° ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio. Muito atentos, ouviram sobre o cérebro em formação dos jovens, a propensão de doenças trazidas pelo consumo de drogas (como a esquizofrenia) e a necessidade da disciplina hoje para alcançar sonhos no futuro.
Felipe ainda deixou um recado importante para os amigos ao afirmar que “é muito importante o jovem se manter firme apesar de toda a dificuldade que esteja enfrentando, apesar das sensações prazerosas que o mundo vai te dar. A gente tem que se manter firme e saber quem você é e o que você quer. Não se deixar levar por coisas momentâneas.”
Rosania Correa de Souza, auxiliar de coordenação do colégio, explicou que no local existem problemáticas relacionadas à violência e, por isso, há necessidade de trabalho orientativo com os jovens. “A escola enfrenta dificuldades no sentido de infração e indisciplina que geram necessidade de prevenção. Hoje contamos com equipe psicossocial que organiza esses momentos de palestras e conhecimento para nossos alunos de forma que eles aprendam mais, tenham dinâmica de pergunta e resposta e também que sanem suas curiosidades próprias dos jovens. Esse momento em que tivemos um juiz foi de extrema importância, tanto é que ele foi procurado após a palestra pelos alunos para tirar dúvidas.”
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário
Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.
“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.
Reconhecer para transformar
O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.
A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”
“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.
Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.
Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”
Engenharia da equidade
A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.
Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.
Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.
https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso
Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.
https://portalassedio.tjmt.jus.br/
Leia mais:
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Autor: Lídice Lannes
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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