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Blitz ecológica distribui duas mil mudas nativas e frutíferas para população de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável, em parceria com o projeto Verde Novo do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, distribuiu duas mil mudas de plantas nativas e frutíferas em blitzes ecológicas realizadas na Avenida do CPA, nas proximidades do viaduto Jamil Boutros Nadaf, no dia 5 de junho, e na Praça Alencastro, no dia 6 de junho. Além das mudas doadas, outras 200 mudas de aproximadamente 3 metros foram plantadas no Parque da Família no Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho. Essas iniciativas marcaram a programação alusiva à data comemorativa.

“A importância é a conscientização. Plantar é um gesto simbólico. A preservação e o cuidado fazem parte da conscientização das pessoas sobre a importância que isso representa em nossa vida. Traz a fauna de volta, revitaliza o ambiente e todos ganhamos. É um patrimônio, um bem que fica para nossos descendentes, filhos, netos e novas gerações”, disse o secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável, Juarez Samaniego.

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Aos poucos, a população está buscando meios de ajudar o meio ambiente, dada a procura por plantas. “Não deu para quem quis.” Essa foi a expressão de um morador do centro de Cuiabá quando procurou as equipes da blitz ecológica na Praça Alencastro e não encontrou mais nenhuma plantinha. Já a moradora do bairro Bosque da Saúde, Iracema Ortiz, conseguiu uma muda de goiaba, a última das mil mudas. Mesmo morando em apartamento, ela cultiva uma jabuticabeira de pequeno porte que já produz na sacada da moradia. “Eu queria muito um pé de goiaba que vai fazer companhia com a jabuticaba”, disse.

A gerente da Unidade de Conservação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Zilda Helena da Silva, afirmou que as iniciativas foram muito proveitosas, considerando a expressividade do plantio realizado no Parque da Família, que contribuirá para a revitalização do local, e as duas mil mudas doadas nas blitzes ecológicas. “Pensamos, com isso, em instigar a conscientização da população para que Cuiabá volte a ser cidade verde. Não é a primeira vez que fazemos doações; faz parte das ações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. E nota-se que as pessoas estão começando a ver que Cuiabá precisa ser verde, precisa ser mais arborizada, e cada um pode fazer um pouco. Cuidar e preservar já são iniciativas valiosas se não puder plantar”, pontuou Zilda.

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“Unimos esforços com o objetivo de resgatar o título de Cidade Verde de Cuiabá, de amenizar essa temperatura e criar um clima mais agradável para toda a população”, declarou também a engenheira florestal do Verde Novo e assessora do Tribunal de Justiça, Rosiani Carnaíba.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Justiça mantém Rodoviária do Coxipó funcionando e rejeita pedido de fechamento imediato

Magistrado considerou que não há comprovação de risco iminente aos passageiros, mas determinou audiência para discutir a regularização do terminal em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso negou, por enquanto, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para suspender as atividades da Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá. A decisão permite a continuidade dos embarques, desembarques e da comercialização de passagens, apesar dos questionamentos sobre a regularidade administrativa e as condições estruturais do terminal.

A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, que considerou não haver elementos suficientes para comprovar risco concreto e imediato à segurança dos usuários.

Na ação, o Ministério Público questiona o funcionamento da estrutura administrada pela RM Transportes e Turismo Ltda. Segundo o órgão, o terminal opera sem autorização administrativa vigente e apresenta problemas relacionados à acessibilidade, às instalações elétricas e hidrossanitárias, à conservação e à prevenção de incêndios.

As irregularidades começaram a ser investigadas em 2022. Entretanto, ao analisar o pedido de suspensão imediata, o magistrado destacou que a situação já é conhecida pelas autoridades há mais de quatro anos, sem a apresentação recente de fatos novos que demonstrem perigo iminente aos passageiros.

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Outro ponto considerado foi a realização de melhorias identificadas durante a própria investigação do Ministério Público.

Um relatório técnico elaborado em 2026 registrou a instalação de extintores de incêndio, luminárias, bebedouro e tomadas, além da substituição de cadeiras utilizadas pelos passageiros.

Para o juiz, essas intervenções devem ser consideradas na avaliação da necessidade de interromper o funcionamento do terminal.

Apesar de negar a medida urgente, o magistrado ressaltou que a decisão não significa o reconhecimento da regularidade da rodoviária. A suspensão das atividades poderá ser novamente analisada caso sejam apresentados novos elementos que comprovem riscos aos usuários ou impedimentos legais para a continuidade da operação.

Audiência discutirá regularização

Diante das questões administrativas e estruturais envolvidas, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 18 de novembro, às 16h30.

O encontro deverá reunir representantes do Ministério Público, do Governo de Mato Grosso, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), da Sinart e da RM Transportes.

Durante a audiência, os envolvidos deverão apresentar alternativas para regularizar o terminal, executar as adequações ainda necessárias e estabelecer, se for o caso, um período de transição.

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Também deverão ser discutidas medidas para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, caso sejam necessárias mudanças na operação.

A decisão ainda determinou que o Estado e a Ager se manifestem sobre o pedido da RM Transportes para ingressar formalmente no processo como assistente.

A empresa defende a manutenção das atividades e afirma estar disposta a participar da construção de uma solução consensual.

Com a decisão, a Rodoviária do Coxipó permanece em funcionamento enquanto a Justiça acompanha as providências necessárias para solucionar as pendências apontadas pelo Ministério Público.

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