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Projeto Nosso Judiciário encerra temporada de palestra 2023 na Escola Porfiria Paula de Campos

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Levar informação e conhecimento para estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública e privada sobre direitos e deveres do cidadão na sociedade é a missão projeto ‘Nosso Judiciário’ do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que realizou a última palestra de 2023, na última sexta-feira (10 de novembro), para 100 estudantes da Escola Estadual Porfiria Paula de Campos, em Várzea Grande. 
 
A palestra interativa, no formato bate-papo, ministrada pelo servidor do TJMT, Neifi Feguri, transmitiu aos alunos ensinamentos sobre diversos casos do cotidiano; cyberbullying, injúria racial, importunação sexual, omissão de socorro, direitos do consumidor, falsificação de documentos, tráfico de drogas e crimes ambientais.  
 
“Estamos aproximando o judiciário e informando quais são os caminhos certos para resolver os seus conflitos e problemas. Hoje, estamos aqui realizando o nosso papel, ensinado para esses estudantes o que é, o que faz um juiz, o que faz um desembargador, é importante que eles tenham este conhecimento”, declarou o técnico judiciário Neif Feguri Neto, um dos idealizadores do programa Nosso Judiciário.  
 
No encontro, cada aluno recebeu, gratuitamente, uma cartilha do TJMT. O exemplar, intitulado ‘Como funcionam os Juizados Especiais’, possui 15 páginas com texto e ilustração explicando os seguintes temas: O que é um Juizado Especial? Juizado Especial Cível, Exemplos de causas nos Juizados Especiais Cíveis, Como entrar com uma ação no Juizado Especial Cível?, Etapas do processo, Juizado Especial Criminal e Penas aplicadas pelos Juizados Especiais Criminais. 
 
O estudante Gabriel Henrique Rodrigues da Silva, do 7° ano, destacou que nunca teve informações sobre o Poder Judiciário.  “É a primeira vez que eu assisto uma palestra sobre Justiça, tive muito conhecimento, foi muito importante para os estudantes da nossa escola”. 
 
A diretora da Escola Estadual Porfiria Paula de Campos, Kivia Botelho Moreira, confirma que a presença do TJMT dentro das escolas, contribui com o processo de formação dos estudantes que não sabem sobre o papel da justiça. Ela também destacou sobre a importância das práticas realizadas pela justiça restaurativa nas unidades escolar.   
 
“ Eu gostaria de agradecer a presença do projeto Nosso Judiciário”! Hoje, muitos alunos não conhecem o Poder Judiciário, mas com essa palestra eles puderam ter este discernimento dos seus direitos e deveres. Aqui na escola também temos outras problemáticas como atrito entre alunos, mas a metodologia da justiça restaurativa do judiciário, com os ‘Círculos de Construção de Paz, está ajudando a minimizar esses conflitos preparando esses estudantes para a vida”, declarou a diretora. 
 
De acordo com dados de balanço do projeto “Nosso Judiciário”, somente em 2023, foram realizadas 17 visitas em escolas de Cuiabá e Várzea Grande, totalizando 3 mil alunos que participaram das palestras. Além disso, em 9 anos de existência desta ação de conhecimento, está na 130° edição, totalizando 30.255,00, que aprenderam sobre os seus direitos, deveres na sociedade e o papel do Poder Judiciário.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto 1: Mostra três turmas de 100 alunos sentados na arquibancada da quadra da escola. Eles estão com uniforme de cor azul, e lendo a cartilha do projeto. Na frente deles está o palestrante. Ele é branco, cabelos pretos lisos, usa camisa branca e calça preta. Foto 2: os alunos sentados na arquibancada recebendo a cartilha do projeto Nosso Judiciário. Foto 3: A diretora da escola concedo entrevista para TV Justiça. Ela é negra de pele clara, cabelos lisos de cor preta, está vestido uma camiseta de estampa azul com amarela.
 
Carlos Celestino
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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