MATO GROSSO

Kits de irrigação ajudam agricultores familiares a garantirem colheita farta durante todo o ano

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Os kits de irrigação entregues pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf-MT) estão beneficiando agricultores familiares de quatro municípios mato-grossenses. O sistema de irrigação faz parte do Projeto AgroFamiliar, no qual o Governo está investindo R$ 22 milhões. A medida ajuda as famílias a terem boa colheita mesmo no período de seca e ainda a aumentarem a produtividade.

Pelo AgroFamiliar, que contempla 305 famílias, já foram entregues 98 kits de irrigação a agricultores familiares de Chapada dos Guimarães, Nova Brasilândia e Planalto da Serra. Os municípios foram escolhidos para a iniciativa piloto de acordo com análise dos índices de desenvolvimento da agricultura familiar. O projeto idealizado pelo vice-governador Otaviano Pivetta é desenvolvido pela Seaf e Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com as prefeituras e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

O presidente da Associação dos Produtores do Projeto Produtivo Rancharia Fazenda L3 e Região, em Planalto da Serra, Carlos Ferreira, afirmou que, antes de receber os kits, as famílias só produziam no período de chuva.

“Antes, a gente só conseguia produzir mais na época da chuva. Com esse kit, que dificilmente alguém teria recurso para comprar, vamos conseguir produzir na época de estiagem e ainda agregar valor à produção. Esse kit é muito importante e deu um gás a mais aqui no município, porque a gente está conseguindo levar para a cidade alguns produtos direto do campo, com qualidade”, disse o produtor familiar, que representa 15 famílias de agricultores familiares.

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Segundo Carlos Ferreira, o investimento do Estado vai ajudar as famílias a sobreviverem com a renda do campo, o que estava sendo difícil.

“Aqui estava em uma situação meio abandonada, não tinha investimento, e, como a terra aqui é muito pequena, a maioria das pessoas daqui não dava conta de sobreviver somente com o produzido na terra. Tinha que sair da propriedade para conseguir melhorar a renda e conseguir dar o sustento para a família. Hoje, com esse kit de irrigação, algumas pessoas já estão pensando em deixar o emprego e dedicar somente à produção. A gente consegue ver a alegria nas pessoas, que estão tendo uma renda mais”, pontuou.

Na semana passada, produtores familiares que cultivam frutas e verduras no Assentamento 27 de Novembro, em Jaciara, também receberam kits de irrigação. Atualmente, mais de 50 famílias vivem no assentamento rural e têm a agricultura familiar como principal fonte de renda.

A Empaer é responsável pela assistência técnica junto com as secretarias municipais de agricultura.

“O Governo de Mato Grosso está trabalhando intensamente no fortalecimento e valorização da agricultura familiar para que os produtores tenham condições de produzir alimentos de qualidade. Queremos agradecer todo o apoio do governador Mauro Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta. Os kits de irrigação asseguram uma boa produtividade, independentemente das condições climáticas”, destacou a secretária de Agricultura Familiar do Estado, Teté Bezerra.

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Além do sistema de irrigação, o AgroFamiliar incentiva os produtores familiares a investirem na apicultura, com a entrega de 240 caixas de abelha para produtores dos três municípios, e na produção de leite, a partir da destinação de calcário, entre outras ações.

O projeto possui quatro eixos de atuação: Estruturação das propriedades com máquinas e equipamentos; Capacitação de produtores, Assistência Técnica e Regularização Ambiental e Fundiária.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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