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Perito criminal de MT retorna de missão humanitária de combate a incêndios florestais no Canadá

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O perito oficial criminal da Politec de Mato Grosso, Daniel Coelho da Costa Soares, foi o primeiro profissional de perícia cedido à Força Nacional de Segurança Pública a participar de uma missão humanitária internacional. Ele e outros 20 agentes da Força Nacional forneceram apoio no combate a incêndios florestais que atingem o Canadá.

A comitiva retornou ao Brasil nesta quarta-feira (23), após um mês no país, foi recebida no Ministério das Relações Exteriores e homenageada pela atuação. Daniel foi cedido à Força Nacional em janeiro deste ano, e desde então, atuou em operações no estado do Acre e, atualmente, está em Brasília, preparando-se para uma nova missão. Desta vez, em Curitiba (PR).

O perito atuou na frente de combate aos incêndios, com a realização de georreferenciamento e geoprocessamento da área atingida, que correspondeu 2.500 hectares combatidos pela equipe da Força Nacional.

“Também auxiliei na tradução de alguns Planos de Ação do Incidente para facilitar a comunicação do Time de Comando do Incidente com a equipe brasileira, além de ser um dos tradutores da equipe da Força Nacional”, completou Daniel.

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Ao total, 104 especialistas do Ibama, ICMBio, Defesa Civil e Corpos de Bombeiros foram enviados para a missão no país norte-americano. Além de combater os incêndios e agir na recuperação de áreas devastadas, a Força Nacional implementou medidas de proteção de moradores e residências.

O Canadá vem enfrentando uma temporada de incêndios florestais de proporções recordes, com uma área de 14 milhões de hectares já consumidos pelo fogo, o dobro do recorde até então registrado, de 1989. A devastação já engloba cerca de 140 mil km² de território, aproximadamente o tamanho do estado do Amapá.

O cenário encontrado pelo perito abrangia um terreno e vegetação bem diferente do que estava acostumado a ver no Brasil.

“Sem dúvida alguma foi uma experiência que marcará para sempre a minha vida. Primeiro, por ser o primeiro profissional de perícia da Força Nacional a ir para uma missão internacional, e também por saber que o trabalho desenvolvido por todos nós em apoio às comunidades locais era essencial para salvaguardar vidas e preservar o meio ambiente”, afirmou.

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A comitiva serviu em diversas localidades da província da Colúmbia Britânica, entre elas Baker Creek, Okanagan Valley e Kamloops.

Determinada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em atenção a pedido do governo canadense, a missão humanitária brasileira foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), e contou, também, com agentes vinculados ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); ao Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) e com corporações de bombeiros militares de 20 estados brasileiros e do Distrito Federal.

Daniel Soares é perito criminal há 12 anos, analista de Manchas de Sangue, membro da Associação Internacional de Analistas de Manchas de Sangue (IABPA) e do Grupo de Atuação em Perícias Especiais (GAPE/MT). É bacharel em Química, e mestre em Ciências com ênfase em Química Analítica pela Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Governo MT – MT

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Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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