MINISTÉRIO PÚBLICO MT
A Palavra Aberta
Toda escrevedura é, lá no fundo, um oferecimento de palavras, uma proposta de conversa, uma vontade de amizade. É dizer, um momento de solidariedade e humanidade. A pessoa, o ser humano, é a terra das palavras, o húmus.
Minha composição sem mérito quer ser capaz de olhar o que não se olha, mas que vale ser olhado. Traz vontade de mirar o mundo através do buraco da fechadura (um dia, quem sabe, arrebentar a porta toda. Não… a vida é mistério!). Dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia.
Só que a “coisa linguageira” não pode ser tida e contida nos limites da oração, da frase, da sílaba e do fonema. O texto nunca quer se render. Acho que ouvi em Saussure que o texto busca devolver a linguagem às pessoas e o significado às palavras.
Tecer é vontade de fugir, fugir infinitamente da palavra dada, imposta, pronta. Compor as palavras é vontade de pular para outro lugar, um lugar sem nome, fora das classificações, das normas… dessas “coisas idênticas”, como disse Nietzsche. Sair por aí vendo joão-de-barro andando pelo chão e folhas de palmeira abanar com o vento.
Toda escrita é uma busca de resposta. “Las palavras que podemos decir son, em el fondo, las palabras que podemos decirnos”.
As palavras vivem com a gente no dia a dia, se fundem com os nossos gestos e ações, se entranham nos nossos sentidos. Atravessam o coração da pessoa, com todas as suas imprecisões e contradições, levantam pouco a pouco o imenso cenário que define, limita e desenha a nossa vida.
Já houve um tempo, não muito apartado, que a palavra (o texto e a linguagem) era o nosso único meio de comunicação. Nesse tempo palavrador éramos submetidos a imaginar. Imaginar o que as palavras nos diziam e o que dizer. E imaginar é estar com a gente mesmo, é nos construir, é estar aberto ao mundo. Imaginar compõe o pensamento.
É o murmúrio silencioso do nosso dentro e a linguagem, amigo leitor, o que somos, que falam e colocam o que vemos na vida. Diga a palavra de você, escute-a, teça seu texto. Ande por aí produzindo a palavra aberta.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT articula capacitação em cafeicultura robusta em Apiacás
Com apoio do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a cidade de Apiacás (a 1.010 km de Cuiabá) recebeu um curso de capacitação em cafeicultura robusta amazônica, voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do café em Mato Grosso. A iniciativa reuniu estudantes, técnicos e produtores rurais em um dia de campo dedicado à troca de conhecimentos, acesso a tecnologias e aprimoramento de práticas agrícolas sustentáveis.A ação foi realizada no dia 29 de abril em parceria com as secretarias municipais de Agricultura e de Meio Ambiente, Poder Judiciário, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).Durante o evento, pesquisadores e especialistas apresentaram orientações práticas para aumentar a produtividade e a qualidade do café produzido na região. Um dos palestrantes, o pesquisador da Embrapa Silvio Túlio Spera abordou a relação entre solo e clima na região e sua influência direta no desenvolvimento do cafeeiro.Segundo ele, compreender fatores como regime de chuvas, temperatura e composição do solo é fundamental para o sucesso da cafeicultura. A análise desses elementos permite ao produtor tomar decisões mais assertivas desde o planejamento do plantio até o manejo da lavoura, potencializando os resultados da produção.“É fundamental conhecer o solo em profundidade antes do plantio, identificando eventuais limitações físicas e químicas. Com esse diagnóstico, o produtor pode corrigir problemas como compactação e baixa permeabilidade, garantindo uma implantação adequada da lavoura e uma produção de café de melhor qualidade”, argumentou. Para o promotor de Justiça Adalberto Biazotto Junior, o apoio institucional no projeto demonstra o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população. “O Ministério Público tem atuado como parceiro em iniciativas que promovem o desenvolvimento sustentável e a geração de renda. Investir na capacitação dos produtores é fortalecer a economia local, respeitando as características ambientais da região e garantindo um futuro mais promissor para a cafeicultura em Apiacás”, destacou.(Com informações da Embrapa e da Prefeitura Municipal)
Foto: Reprodução Embrapa e da Prefeitura Municipal
Fonte: Ministério Público MT – MT
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