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Polícia Civil prende 21 pessoas em operação contra organização criminosa na fronteira

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Em um grande trabalho de combate à atuação das organizações criminosas na região de fronteira, a Operação Kraken, deflagrada pela Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá), na sexta-feira (21.07), resultou em 21 pessoas presas, além da apreensão de armas, munições, aparelhos celulares e diversas anotações que auxiliarão na continuidade das investigações.

A operação foi deflagrada para cumprimento a 91 ordens judiciais, decretadas pela 4ª Vara Criminal de Cáceres, tinha como alvo uma organização criminosa que atua em todo estado de Mato Grosso, em especial na região de fronteira, com integrantes identificados nas investigações da Polícia Civil.

Durante os trabalhos cumpridos na operação 19 mandados de prisão, 36 de busca e apreensão domiciliar, 22 de quebras de sigilos de dados, três quebras sigilo fiscal, três quebras de sigilo financeiro, três de bloqueios de valores e três de sequestro de bens. Os mandados foram cumpridos Cáceres, Sapezal, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, e Vilhena (RO).

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Além dos presos por mandado, três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, além de apreendidas três armas de fogo e dezenas de munições.

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Complexo Penitenciário de Várzea Grande, resultando na apreensão de um aparelho celular de um dos líderes da facção criminosa e em diversas anotações referentes aos trabalhos do grupo criminoso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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