POLÍTICA MT
Via de acesso à ALMT será fechada a partir das 22h desta terça-feira (27)
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), atendendo recomendação da Superintendência da Polícia Militar e da Coordenadoria de Proteção Contra Incêndio e Pânico, determinou a interdição do trecho na Avenida André Maggi em frente ao Edifício Dante Martins de Oliveira, sede do Parlamento estadual. O bloqueio da via será feito a partir das 22h, desta terça-feira (27), e visa garantir a segurança dos manifestantes que se mobilizam para acompanhar a votação do Projeto de Lei (PL) 1363/2023, que proíbe o transporte, armazenamento e comercialização de peixes de rio em Mato Grosso, prevista para acontecer nesta quarta-feira (28), durante sessão plenária na ALMT.
A expectativa da Polícia Militar é fechar a Avenida André Maggi entre a rotatória em frente à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e a rotatória de acesso ao Palácio Paiaguás. O acesso ao prédio da ALMT será feito exclusivamente a pé e o número de visitantes será limitado à capacidade máxima da galeria do Plenário das Deliberações e dos dois auditórios. Aqueles que não conseguirem entrar na Assembleia poderão acompanhar a sessão plenária pelo telão que será instalado na área externa da Casa de Leis. Vale destacar que, também por medida de segurança, é preciso fazer um cadastro para entrar na Assembleia Legislativa.
As pessoas que trabalham na região do Centro Político Administrativo (CPA) em Cuiabá deverão buscar rotas alternativas.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Empresas ligadas à família de Wellington receberam R$ 3 milhões em benefícios, aponta levantamento
Dados atribuídos à Sefaz-MT indicam incentivos a três empresas entre 2019 e 2025; senador havia declarado que seus negócios nunca receberam benefício fiscal

Empresas relacionadas ao senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) e a familiares receberam aproximadamente R$ 3,04 milhões em benefícios tributários entre 2019 e 2025, segundo levantamento publicado nesta quarta-feira (16) pelo jornal A Gazeta, elaborado a partir de informações da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT).
A informação ganhou repercussão após uma declaração de Wellington durante entrevista à TV Centro América, na terça-feira (15). Ao falar sobre sua trajetória empresarial e criticar a política de incentivos fiscais, o senador afirmou que mantém empresas há mais de 50 anos e que nunca havia recebido benefício dessa natureza.
De acordo com o levantamento divulgado, três empresas aparecem entre as beneficiárias. A Zootec teria recebido R$ 1,081 milhão em incentivos fiscais; a Raça Agro Norte, R$ 1,037 milhão; e a SGM, R$ 919,9 mil. Juntos, os valores chegam a cerca de R$ 3,038 milhões no período analisado.
Relação com familiares
A Raça Agro Norte é administrada por João Antônio Fagundes Neto, filho do senador. Registros públicos citados nas reportagens também relacionam João Antônio à Zootec. Documentos referentes ao Grupo Raça Agro incluem Zootec, Raça Agro Norte e SGM entre as empresas vinculadas ao grupo empresarial administrado pelo filho de Wellington.
Os dados divulgados, portanto, dizem respeito a empresas relacionadas ao senador e a familiares, e não significam que os R$ 3 milhões tenham sido pagos diretamente a Wellington Fagundes.
Wellington defende mudança nos critérios
Apesar das críticas ao atual modelo, Wellington não propõe acabar com a política de incentivos fiscais. O candidato defende mudanças nos critérios de concessão e sustenta que empresas beneficiadas devem apresentar contrapartidas ao Estado, incluindo geração de empregos, industrialização, investimentos e retorno socioeconômico e ambiental.
O senador também tem defendido que pequenos e médios empreendedores tenham maior acesso aos incentivos e às linhas de crédito estaduais.
Debate sobre incentivos
A discussão sobre benefícios fiscais ganhou espaço durante a campanha eleitoral em Mato Grosso. A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) tem defendido a manutenção da política e afirma que, para cada R$ 1 de renúncia fiscal concedido pelos programas estaduais, foram registrados R$ 4,66 em investimentos diretos no Estado.
A entidade também cita o estudo Custo Mato Grosso, segundo o qual produzir no Estado gera custos adicionais em comparação às regiões Sul e Sudeste devido a fatores como infraestrutura rodoviária, ferroviária e energética, distância dos grandes centros consumidores e questões relacionadas à mão de obra.
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