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Painel de gestão de dados da Corregedoria passa a fazer parte de banco de boas práticas do CNJ

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Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reconhece boa prática da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) de Mato Grosso. O “Painel de gestão de dados”, que tem sido amplamente utilizado nas correições remotas e na gestão das unidades judiciárias das comarcas, agora passa a fazer parte do banco de boas práticas do Conselho.
 
A apresentação do painel estratégico de Business Intelligence (BI), desenvolvido pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), ocorreu na primeira edição do evento “Disseminando Boas Práticas do Poder Judiciário”, realizado pelo CNJ de forma remota, dia 31 de maio.
 
A prática foi apresentada pela diretora do DAPI, Renata Bueno. “Esse é o nosso painel mais acessado. É nele que as unidades conseguem ver a sua produtividade comparada com a das outras unidades do Poder Judiciário, pois elas são classificadas com base nos indicadores estratégicos da Corregedoria e do CNJ”, explicou a diretora.
 
O juiz-auxiliar da CGJ-TJMT, Emerson Cajango, que tem entre suas atribuições as correições das unidades judiciais, acompanhou a apresentação e reafirmou a importância do painel. “Com os relatórios gerados pelo painel sabemos exatamente que unidades precisam ser cobradas para que trabalhem melhor e prestem um serviço jurisdicional melhor par ao cidadão”, declarou.
 
A juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Dayse Starling Motta, atuou como moderadora do evento que contou ainda com a presença do secretário Especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica (SEP) do CNJ, Ricardo Fioreze.
 
Durante o encontro, também foram apresentadas boas práticas relacionadas à gestão processual, com a participação de representantes do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) e do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5).
 
Todo o evento pode ser acompanhado pelo link: https://eventos.cnj.jus.br/inscricao-disseminando-boas-praticas-no-poder-judiciario
 
Assessoria de imprensa CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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