Eleições 2026

Samantha diz que vereadores devem “realinhar” oposição a Abilio

Deputada estadual eleita afirma que resultado das eleições pode ser interpretado como um recado aos parlamentares que fazem oposição ao prefeito de Cuiabá

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A deputada estadual eleita Samantha Iris (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que o resultado das eleições pode ser interpretado como um recado aos vereadores de Cuiabá que fazem oposição ao prefeito Abilio Brunini (PL). Segundo ela, os parlamentares deveriam “realinhar” a atuação dos próprios mandatos e evitar críticas à gestão municipal que, em sua avaliação, não tenham fundamento.

“Acho que talvez seja o momento de alguns realinharem aquilo que têm como intenção no seu mandato, que é fazer realmente o bem por Cuiabá e não buscar criticar as coisas apenas por criticar”, declarou Samantha.

A parlamentar foi a única, entre sete vereadores de Cuiabá que disputaram vagas na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados, a conseguir se eleger. Samantha recebeu 57.900 votos e terminou na quarta colocação entre os eleitos para o Legislativo estadual.

Ao comentar o desempenho dos demais candidatos, Samantha afirmou que não analisou individualmente a votação de cada vereador, mas avaliou que o eleitor pode ter levado em consideração as críticas feitas à administração de Abilio.

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“Quando a gente consegue mostrar o trabalho que a gente vem fazendo e alguns não conseguem demonstrar a viabilidade ou a verdade das críticas que imputam ao governo do Abilio ou ao meu próprio mandato de vereadora também, a população claramente vê isso e faz a sua escolha”, afirmou.

Votação de Maysa

A declaração ocorreu após Samantha ser questionada sobre o desempenho da vereadora Maysa Leão (Republicanos), que disputou uma vaga na Assembleia Legislativa.

Segundo comparação apresentada pela própria Samantha, Maysa recebeu cerca de 300 votos a menos em Cuiabá neste ano em relação à eleição de 2024, quando foi eleita para a Câmara Municipal.

Maysa recebeu 5.615 votos na Capital em 2024 e, neste ano, cerca de 5,3 mil. Durante o mandato, ela se tornou uma das principais vozes de oposição a Abilio na Câmara, com críticas frequentes à administração municipal e embates públicos com o prefeito.

Vereadores derrotados

Além de Maysa, que obteve 8.958 votos no total, outros vereadores de Cuiabá que disputaram as eleições também não conseguiram se eleger.

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Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, ficaram de fora Alex Rodrigues (Podemos), com 13.995 votos, e Michelly Alencar (União), com 11.788 votos.

Para a Câmara dos Deputados, não foram eleitos Eduardo Magalhães (Republicanos), com 11.782 votos; Katiuscia Manteli (Podemos), com 11.195; e Rafael Ranalli (PL), com 30.237 votos.

Entre os candidatos citados, apenas Ranalli integra atualmente a base de apoio de Abilio Brunini na Câmara de Cuiabá.

Para Samantha, o resultado das urnas reforça a necessidade de os parlamentares avaliarem a forma como vêm conduzindo seus mandatos e suas críticas à administração municipal.

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POLÍTICA MT

Pivetta inicia pente-fino na máquina pública e avalia cortes no Governo

Decreto deve criar comissão para analisar despesas, estruturas e possíveis cortes no funcionalismo

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), reeleito no último domingo (4), prepara uma ampla revisão da estrutura do Governo de Mato Grosso com o objetivo de enxugar a máquina pública, reduzir despesas e tornar o Estado mais eficiente.

A expectativa é de que um projeto de lei de reforma administrativa seja encaminhado à Assembleia Legislativa até a próxima semana, estabelecendo as regras e os critérios que deverão orientar o trabalho. Um decreto deve ser publicado até sexta-feira (9) para criar uma comissão responsável pelos estudos.

Segundo Pivetta, a medida será o ponto de partida para um diagnóstico financeiro, econômico e administrativo do Estado. O levantamento deverá analisar o tamanho atual da estrutura, os gastos com pessoal e custeio, a necessidade de cada órgão e os setores em que existe espaço para redução de despesas sem comprometer os serviços considerados essenciais.

O grupo deverá reunir e cruzar informações das diferentes áreas do Governo para apresentar um retrato detalhado da máquina estadual.

Entre os pontos que serão analisados estão a quantidade de servidores e cargos existentes, a estrutura das secretarias e demais órgãos, contratos, despesas administrativas e possíveis sobreposições de funções.

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Cortes e prioridades

A comissão deverá apontar onde existem possibilidades de economia e quais áreas devem ser preservadas ou tratadas como prioritárias.

A revisão poderá resultar em redução de estruturas, despesas e também de pessoal, especialmente em cargos comissionados. A dimensão e o formato de eventuais cortes, porém, ainda dependerão da conclusão dos estudos.

O decreto deverá estabelecer a metodologia para que as decisões sejam tomadas com base nos dados levantados pela comissão.

O ex-secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo, que atuou como um dos coordenadores da campanha de Pivetta, deverá presidir o grupo responsável pelos estudos.

Reforma para o novo mandato

A iniciativa deve marcar o início da reorganização administrativa para o novo mandato de Pivetta, que começa em janeiro de 2027.

A intenção do Governo é chegar ao próximo ciclo com uma estrutura mais enxuta e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e áreas consideradas prioritárias pela gestão.

A proposta, neste momento, ainda está em fase de estudo. Eventuais cortes no funcionalismo e mudanças na estrutura administrativa dependerão dos resultados do levantamento e das etapas legais seguintes.

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