POLÍTICA MT

Deputados prestigiam posse da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro

Daqui a dois anos, a galeria de ex-presidentes do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) receberá o retrato da terceira desembargadora mulher a assumir a corte, será a terceira de um universo de 42 presidentes. A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro foi empossada presidente do TRE-MT na manhã desta sexta-feira (28), em Cuiabá, numa cerimônia repleta de simbologia, com a plenária ocupada apenas por mulheres.

Ao lado da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, assumiu a vice-presidência e corregedoria do Tribunal Eleitoral a desembargadora Serly Marcondes Alves. Será a primeira vez que duas mulheres assumem os maiores cargos ao mesmo tempo, situação semelhante à do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), comandado pelas desembargadoras Clarice Claudino e Maria Erotides Kneip, presidente e vice-presidente, respectivamente.

Ainda participou da cerimônia e compôs o dispositivo de autoridades da presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputada Janaina Riva (MDB). A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, também participou da posse, completando o time de mulheres que atualmente ocupam cargos de liderança no estado.

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A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro reafirmou em seu discurso o desafio de dar continuidade aos trabalhos do TRE-MT para garantir a democracia por meio de um processo transparente. “Vamos dar continuidade a tudo que tem dado certo, fortalecendo os programas executados, com transparência para dar segurança ao processo”.

Outro ponto destacado pela desembargadora foi com relação ao combate às notícias falsas, chamadas fake news. “É importante edificar a democracia e combater a disseminação de notícias e informações falsas”.

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A presidente em exercício da ALMT, Janaina Riva, falou sobre a relevância das mulheres ocuparem cargos de liderança. “É muito importante a presença de mulheres nestes espaços de poder, ainda mais em um estado com tantas dificuldades no que tange o combate à violência contra a mulher. A representatividade de força do Tribunal traz ainda mais argumento para demonstrar que a mulher tem capacidade e o quão importante é a participação feminina e o quanto isso é democrático.

Parceria Renovada – Quatro parlamentares prestigiaram a cerimônia de posse do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e destacaram a atuação da instituição para garantir a realização das eleições e consequentemente a democracia. O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), falou sobre os desafios do TRE na condução das eleições municipais em 2024.

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“Temos que parabenizar a gestão encerrada, com o desembargador Carlos Alberto e todos que fizeram parte da gestão das eleições passadas e fizeram um grande mandato. Agora desejamos sucesso para conduzir os trabalhos nas eleições nos 141 municípios de Mato Grosso, que são aguerridas e demandam a presença da Justiça Eleitoral”.

Sobre a parceria do TRE-MT com a Assembleia Legislativa, Max Russi destacou que os trabalhos deverão ter continuidade, tanto com relação às transmissões dos eventos, quanto na concessão de espaço para se aproximar dos eleitores.

A desembargadora Maria Aparecida também falou sobre a importância dessas parcerias e que deverão ser mantidas para melhor atender o eleitor e dar mais segurança ao processo eleitoral.

Também participaram do evento os deputados Faissal Calil (PV) e Júlio Campo (União), além da presidente e do vice-presidente.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Relatório aponta que Banco Master transferiu R$ 5,7 bilhões em créditos considerados atípicos antes da liquidação

Documento apresentado à Justiça detalha operações com fundos ligados ao próprio grupo econômico, instituições financeiras e empresários, ampliando o alcance das investigações sobre a atuação da instituição.

Um relatório apresentado à Justiça pelo liquidante do Banco Master revelou que a instituição financeira transferiu R$ 5,7 bilhões em créditos classificados como atípicos pelo Banco Central (BC) meses antes de entrar em liquidação. As operações agora são alvo de investigações que buscam identificar o destino dos ativos e ampliar a recuperação de recursos para o pagamento de credores.

Segundo a documentação, os créditos foram negociados entre junho e agosto de 2025 com fundos de investimento e instituições financeiras, entre elas o Banco de Brasília (BRB), antes do chamado “termo legal”, período que antecede a liquidação e durante o qual determinadas operações poderiam ser anuladas. Como as cessões ocorreram antes desse marco, eventual reversão dependerá de decisão judicial.

O relatório aponta que os R$ 5,7 bilhões fazem parte de um conjunto de 16 operações que já haviam sido classificadas como incomuns pelo Banco Central durante fiscalização realizada em 2024. Entre os beneficiários aparecem fundos ligados ao próprio grupo econômico do Banco Master, como D Mais, Bravo e Máxima 2.

As investigações sustentam que parte dos empréstimos apresentava características incompatíveis com operações tradicionais de crédito, uma vez que os clientes recebiam financiamento de elevado valor condicionado à aplicação dos recursos em fundos administrados pelo próprio conglomerado financeiro.

A Polícia Federal descreve parte da movimentação como uma estratégia de “pulverização e reempacotamento de ativos”, mecanismo que teria sido utilizado para fragmentar operações e dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.

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Entre os negócios analisados, aproximadamente R$ 2,9 bilhões passaram pelo fundo Máxima 2. Outros R$ 1,6 bilhão foram destinados a fundos administrados pela Reag Investimentos. O relatório afirma que essas cessões sequer teriam sido quitadas pelos fundos envolvidos.

Já o BRB aparece com aproximadamente R$ 1 bilhão em créditos negociados. Em nota, o banco informou que os ativos foram incorporados durante a gestão anterior e que a atual administração está adotando providências para regularizar a situação conforme as normas regulatórias.

Ao todo, o relatório identifica 112 operações de cessão de crédito, que somam R$ 10,2 bilhões. Entre os maiores tomadores está a Lormont Participações, controlada pelo empresário Nelson Tanure, com 18 contratos que totalizam R$ 1,18 bilhão. Tanure nega ser sócio oculto do Banco Master e afirma que todas as operações de suas empresas foram regularmente quitadas, além de desconhecer qualquer cessão posterior dos créditos.

A documentação também aponta que parte das carteiras foi direcionada a fundos ligados ao próprio Banco Master, à Reag Investimentos e a outras instituições financeiras, como BRB e Banco Voiter. Segundo os investigadores, em alguns casos créditos considerados problemáticos foram vendidos para reforçar o caixa da instituição, enquanto ativos de melhor qualidade teriam sido substituídos por operações de menor valor pertencentes a empresas relacionadas ao grupo.

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Entre as operações citadas está um financiamento de R$ 336 milhões concedido a executivos da Biomm, empresa fundada pelo ex-ministro Walfrido dos Mares Guia. O crédito foi posteriormente transferido ao Banco Voiter, adquirido pelo Banco Master em 2024. Mares Guia afirmou que utilizou os recursos para ampliar sua participação acionária na companhia e ressaltou que a dívida vence apenas em 2029, tendo sido contratada antes das investigações envolvendo a instituição financeira.

Outro nome mencionado no relatório é o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney. O documento cita um financiamento imobiliário de R$ 5,5 milhões posteriormente cedido à Urbaniza Empreendimentos. Sidney afirma que quitou integralmente a dívida em 2021 junto à Cannes Consultoria, negando qualquer vínculo comercial, societário ou financeiro com a empresa mencionada e afirmando desconhecer eventual cessão do crédito.

O relatório também registra suspeitas de que determinadas cessões possam ter sido utilizadas apenas para justificar movimentações financeiras internas entre empresas relacionadas ao Banco Master. Após a divulgação das operações, diversas pessoas físicas e jurídicas citadas passaram a apresentar esclarecimentos à Justiça sobre as respectivas transações.

Diante da repercussão do caso, a defesa solicitou que o processo passe a tramitar sob sigilo, argumentando que a medida é necessária para preservar as investigações em andamento e evitar novos impactos sobre terceiros mencionados na documentação.

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