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Com preço do bezerro menor, troca para terminador neste mês de outubro é a melhor desde 2019

Com a maior oferta ao longo deste ano, devido a retenção de matrizes entre 2020 e 2021, bem como os investimentos em genética e inseminação, os preços dos bezerros em Mato Grosso do Sul recuaram em média 4,31% ante setembro de 2022 e 17,4% frente a outubro do ano passado. Conforme o Indicador Esalq/BM&FBovespa do bezerro (nelore e 8 a 12 meses, Mato Grosso do Sul), na parcial deste mês, registrou média de R$ 2.414,90.

Segundo o Cepea, os preços do boi gordo também estão em queda, principalmente os do animal de reposição. Em outubro, a média do boi gordo Cepea/B3 (Estado de São Paulo) é de R$ 298,77, com recuo de 2% na comparação mensal e de 7% na anual, também em termos reais.

Esse cenário de queda tem favorecido a relação de troca para os pecuaristas terminadores. De acordo com os cálculos do Cepea, neste mês, o pecuarista paulista que faz aquisição de reposição no mercado sul-mato-grossense precisa de 8,08 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro, contra  8,36 arrobas necessárias em setembro/22 e 10,27 arrobas em outubro/21. 

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Em junho, o pecuarista teve o melhor momento da atividade, já que era preciso apenas 8,07 arrobas de boi gordo para a compra de um animal de reposição. Desconsiderando junho deste ano, a relação de troca neste mês de outubro é a melhor desde dezembro de 2019, quando foram precisas apenas 7,29 arrobas, segundo o Cepa.

Neste ano, a média da relação de troca está em 8,3 arrobas, ante 9,51 arrobas em 2021.

Fonte: AgroPlus

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Obrigatoriedade de CNPJ é adiada: veja o que muda para o produtor

O produtor rural que atua como pessoa física ganhou mais tempo para se organizar com as novas regras da Reforma Tributária. A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços decidiram adiar a obrigatoriedade do CNPJ para emissão de notas fiscais: a regra só passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.

Até o final de 2026, nada muda na emissão das suas notas. O produtor rural vai continuar utilizando o mesmo sistema e a mesma identificação que já usa hoje para vender sua produção ou comprar insumos.

O governo admite que o sistema precisa ser mais simples e por isso adiou. Este tempo extra serve para que a Receita desenvolva uma plataforma totalmente digital, que seja fácil de usar e que já venha integrada à emissão da nota fiscal. A ideia é evitar que o produtor tenha que fazer cadastros complicados em vários órgãos diferentes.

O que o produtor deve:

 Embora o prazo tenha aumentado, não é hora de deixar o assunto de lado. As entidades do setor reforçam três pontos principais:

  1. Não confunda adiamento com cancelamento: A obrigatoriedade do CNPJ continua valendo para o futuro. Não trate isso como algo que “não vai mais acontecer”.

  2. Aproveite a transição: Use o tempo disponível para entender como essa mudança vai afetar sua contabilidade. O sistema novo deve ser mais simples, mas a exigência documental é real.

  3. Procure ajuda técnica: Se você tem dúvidas sobre como essa mudança afeta seu CPF ou sua atividade, consulte seu contador de confiança ou a assessoria jurídica da sua associação de classe.

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O importante é utilizar esse período para se adequar gradualmente, garantindo que, quando chegar 2027, o produtor já saiba exatamente o que fazer, evitando surpresas que possam travar a venda da safra ou a compra de insumos.

Fonte: Pensar Agro

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