TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Juizado Volante Ambiental inaugura centro de reabilitação para animais feridos em Rondonópolis

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Rondonópolis, inaugurou o Centro de Reabilitação Animal de Rondonópolis (Ceraro). O projeto de instalação foi proposto pela juíza responsável pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam), Milene Aparecida Pereira Beltramini. A construção é fruto de um acordo celebrado em Ação Civil Pública da 3ª Vara Cível de Rondonópolis, contou com apoio ainda do Ministério Público (MPMT) e da Câmara Municipal.
 
“Nós tínhamos um projeto e ele começou a ser executado, tivemos algumas dificuldades que foram resolvidas. O Município foi muito parceiro e a obra está pronta para receber os animais. Cuidar dos animais em estado de abando é também cuidar da saúde pública. Mas a população deve se conscientizar que a adoção deve ocorrer de forma responsável e que o abrigo não é um depósito de animais”, destacou a magistrada.
 
A administração será realizada pela prefeitura e o local estará vinculado ao Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) junto à Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ).
 
O espaço ocupa área de 5 mil m², com capacidade para abrigar até 500 animais como cães e gatos. De acordo com dados da Secretaria, os atuais técnicos e veterinários do órgão atuarão no novo prédio que conta com amplas condições de prestar um atendimento especializado diferenciado e em condições específicas, com acomodações e dependências adequadas.
 
Segundo a coordenação do Centro, que leva o nome de Osvaldo Pereira Beltramini, o município vai atender exclusivamente aos pedidos de resgate de animas oriundos do Juizado Volante Ambiente (Juvam), Secretaria de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental.
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Imagem 1 – Foto vertical onde as autoridades representantes das entidades envolvidas no empreendimento estão descerrando a placa de inauguração, todos estão em pé e seguram uma fita vermelha que cobra a placa de inauguração. Imagem 2 – Foto colorida onde aparece a juíza à frente do público. Ela segura uma orquídea roxa nas mãos e sorri.
 
Andhressa Barboza com informações da Prefeitura de Rondonópolis
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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