CUIABÁ
Prefeitura de Cuiabá dedica atenção especial à população em situação de rua e vulnerabilidade social
A Prefeitura de Cuiabá, desde o primeiro ano da gestão Emanuel Pinheiro, em 2017, mantém atenção diferenciada a população em situação de rua e em extrema vulnerabilidade social. A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência oferta diversos serviços socioassistenciais dentre eles, os Serviços Especializados para pessoas em Situação de Rua, o Serviço de Abordagem Social, e o Acolhimento Institucional. “É uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro ofertar cada vez mais melhores condições e acesso aos programas e serviços que contribuam ao processo de saída das ruas”, disse a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa Com Deficiência, Hellen Ferreira.
Os trabalhos são realizados por meio de abordagens e atendimentos contínuos a esse público, tendo como principal objetivo oferecer serviços especializados que visam atender as necessidades desta população. Durante a abordagem, as pessoas são convidadas a se deslocarem para uma das cinco unidades de acolhimento existentes no município (da Guia, Porto, Manoel Miráglia, Associação Terapêutica e Ambiental Paraíso- ATAP e Hotel Albergue). O município conta com capacidade de acolhimento para até 420 pessoas.
Executa também o Projeto Quero te Conhecer Pop Rua, realizando um mapeamento desta população, identificando a realidade atual e as principais demandas, a fim de executar a política pública proposta e elaborar ações efetivas no atendimento dessas pessoas.
Com a reinauguração do Centro de Referência Especializado à população em situação de rua – Centro Pop, no final do mês de maio desse ano, os técnicos da unidade realizam o trabalho de abordagem social nas ruas de Cuiabá. Diariamente, os servidores percorrem os principais pontos de concentração dessas pessoas (Morro da Luz, Beco do Candeeiro, região da Rodoviária, avenidas Barão de Melgaço, Carmindo de Campos, do CPA, trevo do Santa Rosa, Praça Ipiranga, Orla e Praça do Porto e viaduto do Shopping Três Américas) realizando o atendimento social, entrega de refeições, cobertores e ofertando o acolhimento institucional.
Um caso recente é da Carla Leal Lima, 37 anos, que escolheu a Praça Major João Bueno como moradia. No local, Carla construiu uma pequena cabana improvisada em cima de uma árvore. Ao receberem a informação do caso, a equipe da Assistência, desde o dia 25 de julho, realiza visitas in loco, a fim de oferecer acolhimento institucional. No entanto, ela se mantém resistente, dizendo que não quer sair de lá e alega que um dos motivos são alguns conflitos familiares, principalmente relacionados com sua mãe.
Carla chegou a conhecer uma das unidades de acolhimento, o ‘Hotel Albergue, no local, além de ter um quarto com banheiro privativo, teria acesso a quatro (04) refeições diárias, e atendimento pela equipe técnica especializada. “Estamos mantendo o contato com a família da mesma. A mãe quer muito que ela retorne para casa, sendo informado pela família que ela pode retornar no momento que desejar, tendo a disponibilidade da casa da mãe ou para a chácara da família. No entanto, a Sra Carla tem se mostrado resistente, dizendo que de lá, do alto da árvore ela não pretende sair”, informou a assistente social da Assistente Social da Coordenadoria de Proteção Social Especial, Célia Regina Aguiar.
“Tudo que for necessário para fazer e devolver a dignidade e melhor qualidade de vida está sendo feito. Estamos tentando todas as alternativas para que ela volte ao seu lar, ao lado da família”, acrescentou Célia.
Além do cuidado recebido pela Assistência Social, ela está sendo acompanhada pela Secretaria de Saúde, que trabalha em parceria por meio do projeto ‘Consultório na Rua’, serviço ofertado às pessoas em situação de rua, para atendimento ambulatorial e entrega de medicações quando necessário. “A usuária está em tratamento de saúde mental com Hipótese Diagnóstica de Transtorno Afetivo Bipolar e acredita que isso lhe incapacitou para o desenvolvimento de atividades laborais. Mensalmente ela recebe os medicamentos e está sendo acompanhada por uma equipe psicossocial. Carla está sendo atendida “A Carla está sendo atendida por uma equipe multiprofissional entre as secretarias de saúde e assistência social. Já realizamos o acolhimento e atendimento psicossocial e médico”, informou o psicólogo do Consultório na Rua, Silvio Veloso.
No que se refere aos benefícios socioassistenciais, a usuária relatou que recentemente atualizou o seu Cadastro Único e está recebendo a transferência de renda do Auxílio oBrasil. “Estamos realizando esse trabalho de forma permanente, pois, o objetivo é um só, oferecer acolhimento a essa pessoa para que ela tenha de volta à dignidade. Não vamos parar enquanto não conseguirmos resolver a situação. A gestão Emanuel Pinheiro trabalha com o foco na humanização dos serviços, declarou a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira.
A secretária lembra ainda, que ao longo desses anos, da gestão Emanuel Pinheiro, muitos casos com resultados exitosos foram registrados. Um deles foi o caso do casal que morava na Comunidade Terapêutica Valentes de Davi. Com o fechamento do local, por determinação judicial, no mês de julho, coube ao município encaminhar essas famílias para as unidades socioassistenciais. Eles foram para o Hotel Albergue, sendo referenciados no Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, onde foram inseridos no Cadastro Único, sendo essa a porta de entrada para recebimento dos benefícios socioassistenciais ofertados pelo Governo Federal.
“Através de encaminhamentos da equipe conseguiram a inserção no mercado de trabalho e a autonomia financeira para alugarem uma casa, deixando de cabeça erguida a Unidade de Acolhimento. “Isso nos deixa feliz e nos motiva a continuar realizando um serviço de relevância para que as pessoas em situação de rua possam superar a situação de extrema vulnerabilidade que se encontram”, declarou a assistente social.
Outro exemplo de reinserção social, foi da dona Rosana Pérsia, 66 anos que esteve abrigada na Unidade de Acolhimento para Adultos, Manoel Miráglia. Através do serviço de acompanhamento da equipe técnica da Unidade, a mesma conseguiu acessar a Benefício de Prestação Continuada – Idoso – BPC e foi inserida em Programa habitacional, onde conseguiu uma casa no Residencial Nico Baracat, sendo acompanhada atualmente pela equipe do CRAS Osmar Cabral.
“Esse trabalho de sensibilização é permanente. É meta do nosso prefeito Emanuel Pinheiro e da nossa primeira-dama Márcia Pinheiro oferecer acolhimento para o maior número possível de pessoas em risco e vulnerabilidade social. “Sabemos que muitos ainda resistentes, mas com esse trabalho contínuo, aos poucos, vamos alcançando os resultados esperados”, finalizou Hellen Ferreira.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
UPAs de Cuiabá contam com 64 médicos por dia para atendimento à população
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Secundária, mantém uma estrutura de 16 médicos por dia em cada uma das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município, totalizando 64 profissionais diariamente na rede de urgência e emergência. O quantitativo considera os profissionais que atuam diretamente no atendimento clínico e no box de emergência, além do reforço médico no período da tarde.
Atualmente, Cuiabá conta com quatro UPAs em funcionamento: Morada do Ouro, na região Norte; Leblon, na região Leste; Pascoal Ramos, na região Sul; e Verdão, na região Oeste. Todas funcionam 24 horas por dia.
Em cada unidade, a escala conta, por plantão, com quatro médicos clínicos gerais durante o dia e quatro no período noturno, além de dois médicos clínicos infantis durante o dia e dois à noite. O box de emergência dispõe de um médico emergencista durante o dia e um no período noturno.
No período das 13h às 19h, a estrutura ainda recebe dois médicos adultos de reforço, ampliando a capacidade de atendimento justamente em um dos períodos de maior demanda. Os médicos visitadores que atuam nas enfermarias não entram nesse cálculo.
Com essa composição, cada UPA dispõe de nove médicos durante o período diurno, sendo sete da escala regular e dois profissionais de reforço, e sete médicos no período noturno, chegando a 16 médicos por unidade ao longo de 24 horas.
Somadas as quatro unidades, são 64 médicos disponibilizados diariamente para atendimento direto nas UPAs, sem considerar os profissionais visitadores das enfermarias.
“Nosso objetivo é garantir que as UPAs tenham equipes estruturadas para atender a população durante 24 horas, respeitando a classificação de risco e priorizando quem realmente precisa de atendimento imediato. A organização das escalas permite que os profissionais estejam distribuídos de acordo com a demanda e a complexidade dos casos”, destacou a secretária interina de Saúde, Loicy Cunha.
Segundo a SMS, as unidades atendem, em média, entre 380 e 420 pacientes por dia. A UPA Leblon apresenta uma demanda ainda maior e, em alguns dias, chega a registrar cerca de 550 atendimentos, o que levou a unidade a adotar, desde fevereiro deste ano, o sistema Fast Track.
“Temos uma demanda muito expressiva na rede de urgência e, por isso, trabalhamos para organizar o atendimento de acordo com a gravidade de cada paciente. No Leblon, que em alguns dias chega a 550 atendimentos, o Fast Track ajuda a dar mais agilidade aos casos de menor complexidade, sem comprometer a prioridade dos pacientes que chegam em situação de urgência ou emergência”, explicou o secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça.
O modelo, cujo termo significa “via rápida”, cria um fluxo específico para pacientes com quadros leves, permitindo que casos de menor complexidade sejam avaliados e resolvidos com maior agilidade, enquanto os atendimentos de urgência e emergência continuam sendo priorizados.
A classificação de risco adotada nas UPAs organiza os pacientes conforme a gravidade do quadro clínico, e não pela ordem de chegada. A classificação vermelha corresponde a casos de emergência, com necessidade de atendimento imediato. A laranja identifica situações muito urgentes, que precisam ser atendidas o mais rapidamente possível. A amarela contempla casos urgentes, enquanto a verde é destinada a situações de menor gravidade. A azul identifica casos não urgentes.
As UPAs também utilizam a classificação roxa para identificar pacientes que possuem direito a atendimento prioritário previsto em lei, considerando essa condição juntamente com a avaliação clínica realizada pela equipe.
A organização do fluxo permite que os profissionais direcionem os recursos de acordo com a gravidade de cada caso, garantindo prioridade aos pacientes que apresentam maior risco clínico.
No Fast Track da UPA Leblon, os pacientes com quadros leves passam por um fluxo diferenciado. Após a consulta, o médico pode fornecer orientações para a continuidade do cuidado na Unidade de Saúde da Família (USF) de referência, fortalecendo a integração entre a atenção secundária e a Atenção Básica.
A iniciativa também busca dar maior fluidez ao atendimento diante do volume elevado registrado pela unidade, especialmente nos dias em que a demanda se aproxima de 550 pacientes.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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