POLICIAL

Foragido por homicídios contra três pessoas na região Araguaia é localizado em fazenda de Alta Floresta

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Um foragido da Justiça pelos crimes de homicídio e tentativas de homicídio cometidos contra três mulheres, ocorridos há dez anos na região do Araguaia, foi preso nesta terça-feira (03.05) pela Polícia Civil, em Alta Floresta.

A equipe da Delegacia de Alta Floresta realizou buscas para localizar o foragido, de 35 anos, que foi encontrado em uma fazenda do município, já próxima à divisa com o estado do Pará.

Ele responde a processo criminal na Comarca de Porto Alegre do Norte pelos crimes ocorridos no município de Canabrava do Norte. O mandado de prisão foi expedido em julho de 2019 e, desde então, ele estava foragido.

Após a localização com indicação, ele foi encaminhado para a delegacia e posteriormente à unidade prisional de Alta Floresta, onde ficará à disposição da Justiça.

Localização 

A prisão faz parte da Operação “Amón”, deflagrada pelo Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Confresa, para cumprimento a mandados judiciais expedidos pela Justiça, que realizou diligências para identificar o paradeiro do acusado e contou com apoio da Delegacia de Alta Floresta para a prisão. 

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Crimes

O acusado não aceitava o fim do relacionamento com a ex-esposa, mesmo o casal estando separado há quase um ano. Devido às constantes ameaças, ela se mudou epara outro estado com a filha do casal. Quando ocorreu o crime, ela estava em Canabrava do Norte, onde foi passear com amigos em uma represa na região.

Em novembro de 2012, o acusado desferiu disparos de arma de fogo contra a ex-mulher e outras duas vítimas. Uma delas, Renata Evangelista de Souza, foi a óbito depois de ser alvejada pelas costas. Ele se aproximou do local onde estavam as vítimas, pilotando uma motocicleta, parou entre elas e desceu com uma arma de fogo nas mãos, dizendo que mataria sua ex companheira. Com medo, a ex-mulher e os amigos decidiram ir embora. 

O acusado disse que a mataria a ex-mulher porque ‘a amava’. Renata, que era amiga da ex-mulher do acusado, pediu que ele não cometesse o crime, contudo, ele atirou contra ela, que correu em direção à represa e foi novamente alvejada pelas costas, com um disparo na cabeça.

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Depois de atirar contra Renata, o acusado foi em direção disparou contra outra vítima Em seguida, tentou atirar contra sua ex-mulher, porém, as munições acabaram e enquanto ele tentava recarregar a arma, a mulher gritou por socorro a Renata, que havia caído dentro da represa após ser atingida, o que atraiu a atenção de outras pessoas no local e ele fugiu do local. 

A investigação conduzida pela Polícia Civil apontou que o acusado perseguia constantemente sua ex-mulher e tinha ciúmes da amizade dela com a vítima Renata.

Operação 

Ámon é um nome com origem no grego, que quer dizer “o oculto”, “o escondido”.

Fonte: PJC MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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