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Cuiabá 303 anos: Alunos de escola Estadual e Municipal prestigiam espetáculo Cuiabá em Cena e desfile Afro e Indígena

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Davi Valle

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Os alunos da Escola Estadual Alcebíades Calhao e da Escola Municipal Dejani Ribeiro Campos prestigiaram na tarde desta segunda-feira (18), o espetáculo Cuiabá-MT em Cena e os desfiles culturais Afro e Indígena realizados no Cine Teatro Cuiabá. A programação foi idealizada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer em comemoração ao aniversário de 303 anos da Capital.

A superintende da Academia de Artes Ciências e Letras do Brasil (Acilbras) e coordenadora da ação, professora Jacy Proença, destacou sobre a importância do resgate histórico e da representatividade por meio das apresentações. “Quando propusemos isso o secretário Aluízio Leite de pronto acatou a proposta, porque estamos em comemoração aos 303 anos da nossa cidade, que possui uma história muito rica e diversa. Cuiabá é um espectro da diversidade, além da composição dos povos originários daqui, dos indígenas, do povo negro, dos colonizadores portugueses, da influência espanhola e mais recentemente a vinda de vários povos de diversos continentes. Então, Cuiabá acolheu todas essas pessoas e é importante a gente trazer isso para uma reflexão junto aos nossos alunos para que eles compreendam que a diversidade é a nossa riqueza”, declarou Jacy.

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O espetáculo Cuiabá-MT em Cena, com Edmilson Maciel e Cia, faz um resgate histórico cultural, reunindo música, teatro e dança com apresentações típicas da capital, como o rasqueado. “Esse espetáculo em poucos minutos e de forma muito simplória mostra o que temos de beleza, o valor da nossa história e o desenvolvimento de Cuiabá, o rasqueado, o siriri, o cururu, a religiosidade do nosso povo, tudo isso é representado. Percebemos o esforço da Secretaria Municipal de Cultura em querer reinventar e fazer a coisa acontecer por meio de várias ações”, explicou Edmilson.

Durante o desfile Indígena, cinco modelos expuseram as pinturas, peças e acessórios inspirados na etnia Kurâ Bakairi. “As cinco modelos voluntárias apresentaram um pouco da nossa pintura, do grafismo do meu povo. Mato Grosso é o segundo estado com mais povos indígenas, então é muito importante que esse trabalho seja apresentado para mostrar a nossa diversidade cultural”, pontuou Caroline Taukani, uma das idealizadoras do desfile.

Já para o desfile de moda Afro, dez modelos apresentaram looks para dia a dia representando e destacando a cultura africana. “Para nós como empreendedoras no ramo do afro brasileiro é uma honra participar do desfile, agradecemos a Secretaria Municipal de Cultura pela iniciativa. Atualmente trabalhamos com a comercialização de roupas e acessórios africanos voltados para dia a dia, que vai trazer uma alegria e mudar o seu dia”, comentou a empreendedora, Jamilla Santos, uma das responsáveis pelo desfile.

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Justiça mantém Rodoviária do Coxipó funcionando e rejeita pedido de fechamento imediato

Magistrado considerou que não há comprovação de risco iminente aos passageiros, mas determinou audiência para discutir a regularização do terminal em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso negou, por enquanto, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para suspender as atividades da Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá. A decisão permite a continuidade dos embarques, desembarques e da comercialização de passagens, apesar dos questionamentos sobre a regularidade administrativa e as condições estruturais do terminal.

A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, que considerou não haver elementos suficientes para comprovar risco concreto e imediato à segurança dos usuários.

Na ação, o Ministério Público questiona o funcionamento da estrutura administrada pela RM Transportes e Turismo Ltda. Segundo o órgão, o terminal opera sem autorização administrativa vigente e apresenta problemas relacionados à acessibilidade, às instalações elétricas e hidrossanitárias, à conservação e à prevenção de incêndios.

As irregularidades começaram a ser investigadas em 2022. Entretanto, ao analisar o pedido de suspensão imediata, o magistrado destacou que a situação já é conhecida pelas autoridades há mais de quatro anos, sem a apresentação recente de fatos novos que demonstrem perigo iminente aos passageiros.

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Outro ponto considerado foi a realização de melhorias identificadas durante a própria investigação do Ministério Público.

Um relatório técnico elaborado em 2026 registrou a instalação de extintores de incêndio, luminárias, bebedouro e tomadas, além da substituição de cadeiras utilizadas pelos passageiros.

Para o juiz, essas intervenções devem ser consideradas na avaliação da necessidade de interromper o funcionamento do terminal.

Apesar de negar a medida urgente, o magistrado ressaltou que a decisão não significa o reconhecimento da regularidade da rodoviária. A suspensão das atividades poderá ser novamente analisada caso sejam apresentados novos elementos que comprovem riscos aos usuários ou impedimentos legais para a continuidade da operação.

Audiência discutirá regularização

Diante das questões administrativas e estruturais envolvidas, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 18 de novembro, às 16h30.

O encontro deverá reunir representantes do Ministério Público, do Governo de Mato Grosso, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), da Sinart e da RM Transportes.

Durante a audiência, os envolvidos deverão apresentar alternativas para regularizar o terminal, executar as adequações ainda necessárias e estabelecer, se for o caso, um período de transição.

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Também deverão ser discutidas medidas para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, caso sejam necessárias mudanças na operação.

A decisão ainda determinou que o Estado e a Ager se manifestem sobre o pedido da RM Transportes para ingressar formalmente no processo como assistente.

A empresa defende a manutenção das atividades e afirma estar disposta a participar da construção de uma solução consensual.

Com a decisão, a Rodoviária do Coxipó permanece em funcionamento enquanto a Justiça acompanha as providências necessárias para solucionar as pendências apontadas pelo Ministério Público.

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