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ALMT e AMM buscam solução para certificação dos produtos da Agricultura Familiar


Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso  (ALMT) e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) deverão formalizar um convênio para ajudar pequenos produtores rurais a obterem o certificado de Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e, consequentemente, aderir ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte (Susaf).  

O encaminhamento foi feito, nesta terça-feira (05), durante reunião ampliada, convocada pelo presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), com apoio da AMM e secretários municipais de Agricultura, dos 13 municípios que compõem o Consórcio Vale do Rio Cuiabá.

O objetivo é buscar alternativas que ajudem os pequenos produtores a regularizar seus produtos, de acordo com as exigências sanitárias, à emissão do certificado SIM, para que possam comercializar em outros municípios. Uma das exigências é a contratação de profissionais como médico veterinário.

Durante a reunião, Botelho lembrou que conseguiu mais um mês de prazo para que feirantes do Mercado do Porto viabilizem o documento. Destacou que a Assembleia Legislativa aprovou o Susaf, para simplificar a venda de produtos da agricultura familiar e de agroindústrias de pequeno porte, mas para ter acesso aos benefícios do Susaf, o produtor precisa aderir ao SIM. O Susaf permite que os municípios façam consórcios para regularizar os produtos, com o selo e a venda dentro de toda região.  

“Então, essa reunião é para ajudar a utilizar essa ferramenta que é o Susaf, para beneficiar a agricultura familiar, principalmente, aqui da Baixada Cuiabana, onde o setor é mais forte. Convocamos a AMM e secretários para dar o primeiro passo. Vamos traçar um plano, parcerias, convênios, para criarmos esse consórcio e poder certificar os produtos da região. O grande consumidor é Cuiabá e Várzea Grande. Então, o pequeno produtor tem que ter essa oportunidade de colocar seus produtos à venda no mercado”, explicou Botelho.

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O presidente da AMM, Neurilan Fraga reforçou empenho das duas entidades em defesa do setor. “Vamos contratar profissionais da área para conseguir obter o SIM e o Susaf, que é um selo regional para possibilitar que os produtos da Agricultura Familiar possam ser comercializados em qualquer um dos municípios. Próximo passo será reunir com os prefeitos e presidentes das Câmaras Municipais, porque precisamos aprovar os projetos, e através de convênio da AMM e Assembleia vamos poder contratar os profissionais e fazer a certificação da produção desses 13 municípios formados pela Agricultura Familiar”, declarou Neurilan.  

Gilmar Medeiros Conceição, secretário de Agricultura de Santo Antônio de Leverger, município que é grande produtor de farinha de mandioca, rapadura, queijo, mandioca e apicultura, disse que o empenho das entidades aumenta as esperanças à obtenção do SIM e Susaf.  

“Temos mais de 80 pequenos produtores que estão com seus produtos armazenados pela falta do selo. Sabemos que vai chegar uma época que não poderemos transportar mais nada porque existe a lei em vigor, que não aceita isso sem a regularização. Por isso, viemos pedir apoio para que criem mecanismos para atender os pequenos produtores.  Nossa esperança é muito grande, saio com a expectativa muito boa dessa reunião”, avaliou Conceição.  

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Livramento – José Eugênio, secretário de Agricultura Nossa Senhora do Livramento relatou que o município já vem trabalhando há alguns anos a cadeia produtiva do leite, do peixe, hortifrúti e capacitando seus produtores. Destacou que desde 2017 começaram a organizar a Feira de Livramento, que é um projeto da prefeitura em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar. A feira acontece uma vez por mês e registra crescimento.  

“Já temos o SIM implantado em seis agroindústrias e mais oito em processo de organização para receber o selo. No próximo dia 7 de maio será inaugurado o Centro de Comercialização de Produtos É de Livramento, um espaço de venda diária e também nos finais de semana terá uma feira na área externa. Está evoluindo o SIM, mas ainda é pouco. É preciso organizar esses produtores para conseguir vender fora do município”, finalizou.

Certificação – O SIM inspeciona e monitora o funcionamento de estabelecimentos do tipo de abatedouro de suínos, caprinos, ovinos, aves, coelho e de outras espécies, fábricas de conservas, de embutidos, charqueadas, entrepostos de carnes e derivados e fábrica de produtos de origem animal.

As granjas leiteiras, postos de recebimento de leite, de desnatação, queijarias, usinas de processamento de leite e fábrica de entrepostos de laticínios também precisam se adequar ao SIM. Além de entrepostos de pescado, de ovos e fábrica de conserva de pescado, apiários, mini agroindústrias e processamentos artesanais também necessitarão do certificado do SIM.  

Fonte: ALMT

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Deputado Valdir Barranco apresenta projeto que cria Fundo Estadual de Saúde Mental

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Projeto de Lei nº 533/2026, que institui o Fundo Estadual de Saúde Mental em Mato Grosso. A proposta tem como objetivo garantir recursos permanentes para o financiamento de políticas públicas voltadas à promoção, prevenção e cuidado em saúde mental em todo o estado.

De acordo com o texto do projeto, o fundo será destinado ao custeio de ações estratégicas na área, incluindo a implantação e manutenção de serviços especializados, capacitação de profissionais, financiamento de projetos municipais, campanhas educativas e aquisição de equipamentos e insumos.

Para o parlamentar, o fortalecimento da rede de atenção psicossocial exige investimento contínuo e planejamento de longo prazo. “A saúde mental deixou de ser um tema secundário. Hoje, milhares de famílias convivem diariamente com ansiedade, depressão, sofrimento psíquico e dependência química sem acesso adequado ao atendimento público. Não podemos tratar essa crise com improviso ou ações temporárias. O Estado precisa assumir a responsabilidade de garantir financiamento permanente para cuidar das pessoas”, afirmou Barranco.

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O projeto estabelece que os recursos do fundo poderão ser provenientes de dotações orçamentárias do Estado, transferências da União, convênios, parcerias institucionais, doações e outras receitas vinculadas. A proposta também determina que os recursos sejam geridos pelo órgão estadual competente, com mecanismos de transparência e prestação de contas.

Segundo Barranco, a criação de um fundo específico permitirá maior estabilidade administrativa e evitará a interrupção de programas essenciais. “Quando não existe orçamento garantido, quem sofre é a população mais vulnerável. A criação do Fundo Estadual de Saúde Mental significa dar segurança financeira para ampliar serviços, fortalecer os municípios e garantir continuidade às políticas públicas. Saúde mental não pode depender da sobra do orçamento”, destacou o deputado.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que os transtornos mentais estão entre as principais causas de incapacidade no mundo. No Brasil, índices de ansiedade e depressão cresceram significativamente nos últimos anos, ampliando a demanda por atendimento psicológico e psiquiátrico na rede pública.

Barranco defende que Mato Grosso precisa avançar na estruturação de uma política estadual sólida e permanente para enfrentar o problema. “Estamos falando de uma política pública que salva vidas. Precisamos ampliar o acesso ao cuidado psicológico, fortalecer os CAPS, investir em prevenção e oferecer suporte principalmente à juventude, aos trabalhadores e às pessoas em situação de vulnerabilidade. Esse fundo representa um passo decisivo para transformar a saúde mental em prioridade real dentro do orçamento do Estado”, concluiu.

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A proposta, apresentada no início de maio, está agora sob análise da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Fonte: ALMT – MT

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