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Capacitação gratuita do Senar/MS ensina sobre processamento artesanal da soja e receitas versáteis com o grão

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E quem não gosta de uma almôndega suculenta, um quibe sequinho ou um hamburguer ao ponto. Opções comuns do cardápio ganham novas versões à base de soja. Além das potencialidades na indústria e na exportação, a produção artesanal de derivados deste grão também é sucesso na cozinha e tema de um curso do Senar Mato Grosso do Sul que abordaremos na editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (30).

Um alimento calórico, proteico, rico em fibras e minerais. “Os açúcares presentes no grão são considerados de ação probiótica, melhora a atuação de bactérias benéficas no intestino e a gordura boa ajuda a equilibrar os níveis de colesterol e triglicerídeo”, destaca a nutricionista Ana Carla da Silva, instrutora do Senar/MS.

No curso ‘Produção de Derivados de Soja’ o aluno aprende a preparar o grão, fazer o processamento do extrato e resíduo, além do preparo da farinha, ingredientes básicos para a produção de diferentes receitas. “A versatilidade é uma das características deste grão. Com o resíduo da soja é possível preparar sobremesas como o bom bocado, manjar, ou mesmo uma farofa, um bolinho frito, uma salada e porque não um suco refrescante”, comenta.

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O objetivo é esclarecer e estimular o consumo deste alimento, de forma prática, criativa e saborosa, incluindo na mesa uma opção de alimentação saudável.

Custo

O quilo da soja para uso culinário custa em média R$ 12. Para preparar uma receita de almôndegas, por exemplo, precisa algo em torno de 500 gramas do resíduo, ou seja, aproximadamente R$ 3,50.

Ficou interessado? A próxima agenda confirmada da capacitação será nos dias 30 e 31 de abril, em Miranda. Procure pelo sindicato rural do seu município e solicite o curso para a sua região. Clique aqui e saiba mais! 

Que tal testar uma receita? 

Almôndega de Soja
Ingredientes
500 gramas de resíduo de soja
2 colheres de farinha de trigo
2 colheres de cheiro verde
500 gramas molho de tomate
1 cebola picada
Sal
Óleo para fritar

Preparo
Misture o resíduo, a farinha de trigo, o cheiro verde, a cebola e o sal, amassando bem. Formar bolinhas nas mãos. Fritar em óleo quente e reservar. Aqueça o molho de tomate. Organize as bolinhas em uma travessa e cubra com o molho.
Sirva acompanhado de arroz ou macarrão.

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Fonte: CNA Brasil

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GT do El Niño entrega relatório final ao ministro André de Paula

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu, nesta quinta-feira (24/09), o relatório final do Grupo de Trabalho (GT) do El Niño. O documento reúne iniciativas técnicas e de gestão de riscos para reduzir os impactos do fenômeno climático sobre a produção agropecuária nacional, além de propor estratégias de mitigação, adaptação e proteção ao produtor rural, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o relatório, a resposta do governo federal deve combinar três horizontes de atuação: ações imediatas para a safra 2026/2027; medidas voltadas às próximas safras; e iniciativas de caráter permanente, como a criação de um núcleo de gestão de riscos climáticos extremos para monitoramento e análise de riscos.

A estrutura proposta contará com um painel agroclimático para integrar informações, coordenar ações e apoiar a implementação de estratégias de mitigação, adaptação e proteção do produtor rural.

O ministro André de Paula destacou que o trabalho realizado pelo GT integra os esforços do governo federal, sob coordenação da Casa Civil, para o enfrentamento do El Niño. “Essa é uma questão que não é mais excepcional e veio para ficar. Precisamos de planejamento, dotando o Ministério de instrumentos permanentes para enfrentar as situações decorrentes desse cenário”, afirmou.

Entre as medidas apontadas como prioritárias para acelerar a resposta governamental aos efeitos do El Niño está o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), com o objetivo de assegurar a disponibilidade dessa ferramenta antes da intensificação do plantio da safra de verão.

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Outro ponto destacado pelo coordenador do GT, Bruno Leite, é a aceleração da implementação do Plano ABC+ e do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (Caminho Verde), considerados políticas estruturantes de adaptação e mitigação. “Dessa maneira, podemos ampliar a adoção de tecnologias produtivas resilientes, a assistência técnica, a capacitação e o financiamento”, destacou.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a importância da iniciativa para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e para o fortalecimento das políticas de adaptação e mitigação no setor agropecuário.

ESTRATÉGIAS E AÇÕES

Para a safra 2026/2027, a prioridade indicada no relatório é reduzir perdas por meio da disseminação de tecnologias de comprovada eficiência, já disponibilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com ações como assistência técnica, orientações regionalizadas e monitoramento agroclimático para a adoção de práticas de manejo adequadas às condições de cada região.

Para as próximas safras, as recomendações incluem ampliar a adoção de sistemas produtivos resilientes, fortalecer a segurança hídrica e aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), com integração a Boas Práticas Agrícolas (BPAs), crédito rural, seguro rural e Proagro.

Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado de informações. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.

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Entre as ações de caráter permanente está a consolidação, no Mapa, de uma estrutura de gestão de riscos climáticos apoiada por um painel integrado capaz de reunir informações climáticas e orientações de manejo em formato acessível a quem precisa. A proposta prevê articulação institucional, monitoramento e análise de riscos, produção de boletins e alertas, apoio técnico à implementação das ações, inclusive em parceria com os estados, e avaliação dos resultados.

GT DO EL NIÑO

O GT do El Niño foi instituído pela Portaria nº 928/2026. O grupo foi composto por representantes de cinco secretarias do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Entre as atribuições previstas estava a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.

O grupo recebeu da Embrapa um conjunto de 163 medidas sistematizadas para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao El Niño na safra 2026/2027 e propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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