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Reunião ampliada vai debater situação de feirantes no Mercado do Porto

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Prefeitos que integram a baixada cuiabana, representantes do Ministério Público Estadual e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), deverão se reunir nos próximos dias, para debater a situação dos vendedores de produtos da agricultura familiar, no Mercado do Porto, em Cuiabá. A garantia foi dada pelo deputado Botelho, que visitou os feirantes, nesta terça-feira (29).

Durante a reunião com Botelho, os comerciantes relataram que o Ministério Público e a Vigilância Sanitária exigem a adequação à venda de queijo, sob pena de fechar a banca daqueles que ainda não se adequaram à legislação. E pedem prazo e estrutura técnica para atender essas exigências do Serviço de Inspeção Municipal – SIM. Também reclamaram a proibição da venda da carne seca e de farinha à granel.

“Vamos reunir prefeitos, a Promotoria, porque estão criando muitas dificuldades para que possam vender os produtos da agricultura familiar. E, nós sabemos que aqui [Mercado do Porto] está em obra, que têm muitas adequações que não são possíveis de se fazer agora. Precisamos resolver essa questão do produto que tem certificação, por exemplo, em Nossa Senhora do Livramento, mas não pode ser vendido aqui, ou seja, tem o SIM lá e não pode entrar em Cuiabá. Por isso, vou reunir os prefeitos e vamos trabalhar para resolver essas questões”, afirmou Botelho.  

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Jorge Antônio Lemos Junior, presidente do Mercado do Porto, explicou que a reivindicação visa conseguir comercializar os produtos da agricultura familiar, adequando-os para a venda direta ao consumidor.  

“O deputado pode nos ajudar criando leis para que os pequenos produtores possam embalar seus produtos, como queijos e rapaduras, atendendo a legislação vigente do estado. Vamos ter reuniões para tomar uma medida urgente, para que o Mercado do Porto não corra o risco de ser fechado pelo Ministério Público”, alertou Jorge Junior.  

O vendedor de queijos e doces, Leonardo Willian Barbosa está nesse ramo há sete anos, e pediu apoio para que possa regularizar a situação.  

“Nós, permissionários, não fugimos da legalidade, porém a questão do municípios e estado deixa um pouco a desejar com relação às leis para os pequenos produtores, onde atinge justamente a agricultura familiar. Então, convidamos o deputado Eduardo Botelho para nos defender e ajudar na legalização, para que possamos trabalhar de forma correta”, explicou Barbosa, ao destacar Minas Gerais e São Paulo como bons exemplos a serem seguidos.

Ainda são poucos os comerciantes que já conseguiram atender às exigências sanitárias do Serviço de Inspeção Municipal – SIM. Trabalhando há seis anos no Mercado do Porto com a venda de queijos e doces, Amanda Arantes já obteve o SIM graças ao trabalho em parceria.  

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“A nossa produção vem de Nossa Senhora do Livramento e dentro do nosso município tem um trabalho bem legal entre a prefeitura e o Sebrae. Com essa parceria conseguimos o SIM. Têm vários produtores que já estão trabalhando para alcançar esse selo, uns seis já conseguiram. Temos que fazer a parceria entre a prefeitura do nosso município com outras cidades para que esse incentivo chegue aos pequenos produtores e possam obter o SIM”, destacou a comerciante.    

LEGISLAÇÃO – De acordo com a Prefeitura de Cuiabá, o Serviço de Inspeção Municipal – SIM tem o objetivo de garantir a saúde pública, a proteção do meio ambiente e a regularização das agroindústrias para comercialização em Cuiabá, através da concessão do registro e da inspeção sanitária dos produtos de origem animal às indústrias e da fiscalização do trânsito municipal.

O SIM tem atribuições de certificar, inspecionar e monitorar o funcionamento de estabelecimentos do tipo de abatedouro de suínos, caprinos, ovinos, aves, coelho e de outras espécies devidamente aprovadas para o abate, fábricas de conservas, de embutidos, charqueadas, entrepostos de carnes e derivados e fábrica de produtos de origem animal.

Também as granjas leiteiras, postos de recebimento de leite, postos de desnatação, queijarias, usinas de processamento de leite e fábrica de entrepostos de laticínios são alvos do SIM.

Fonte: ALMT

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Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

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O ex-candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) declarou, nesta quinta-feira (8), apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, disputado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cury afirmou, porém, que o apoio não envolve negociação de cargos ou vantagens pessoais e que pretende cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo candidato.

Cury recebeu 3.448.569 votos no primeiro turno, o equivalente a 2,89% dos votos válidos, e terminou a disputa na terceira colocação. Segundo declaração divulgada por sua assessoria de imprensa, o ex-candidato conversou com Flávio por videoconferência e apresentou condições para apoiar sua candidatura.

“Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável”, afirmou Cury, ao explicar que não pretende integrar uma eventual gestão do senador.

O ex-candidato também ressaltou que o apoio está condicionado ao cumprimento de propostas relacionadas à transparência, à responsabilidade fiscal, ao respeito às instituições democráticas e à prestação de contas à sociedade.

Entre os compromissos apresentados por Cury estão o fim da reeleição presidencial, a ampliação do acesso à saúde por meio da telemedicina, o combate à violência contra as mulheres, a valorização dos professores, o incentivo às microempresas e ao cooperativismo, além do fortalecimento da agricultura e da pacificação nacional.

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O posicionamento foi acompanhado de uma ressalva: o apoio não representa uma adesão irrestrita ao projeto político de Flávio Bolsonaro. Cury afirmou que continuará exercendo seu direito de questionar e criticar o candidato caso considere necessário.

Flávio agradeceu publicamente o apoio e classificou a conversa com o ex-candidato como uma “surpresa muito agradável”. O senador também destacou a importância da participação de Cury na construção de propostas para o país.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,15%, segundo os números apresentados na reportagem do g1. Os dois candidatos disputam a etapa final da eleição presidencial.

 

 

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