ESPORTES
Verdão bate o Bragantino e vai para final do paulista
Finalista! Na noite deste sábado (26), o Palmeiras recebeu a equipe do Red Bull Bragantino, no Allianz Parque, para decidir quem seria um dos finalistas do Campeonato Paulista. Os gols saíram no primeiro tempo: Murilo inaugurou o placar logo no primeiro minuto de jogo; os visitantes ainda empataram com Realpe, aos 18 minutos, mas o Verdão decidiu com Rony, aos 39, garantindo por 2 a 1 do Alviverde, que agora está na final para disputar seu 24° título Estadual, sendo sua terceira final seguida (algo inédito na história do clube).
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Na decisão, o Palmeiras encara o vencedor de São Paulo e Corinthians, que irão duelar neste domingo (27), às 16h, no Morumbi. A final será disputada em duas partidas (30/03, próxima quarta-feira) na casa do adversário, e no domingo (03/04), com mando palmeirense devido à melhor campanha.
Mesmo já tendo sido tricampeão paulista de forma consecutiva – 1932, 1933 e 1934 –, o Verdão nunca havia emplacado três finais seguidas, pois, no período daquele tricampeonato do Palestra Italia, o sistema de disputa do Estadual era por pontos corridos. Desta forma, o Alviverde chega pela primeira vez seguida a três finais do Estadual no sistema de mata-mata.
Vale ressaltar que o Alviverde, ao longo de sua história, diversas vezes foi campeão ou vice três ou mais vezes consecutivas, como, por exemplo, em 1992 (vice), 1993 (campeão) e 1994 (campeão), mas sempre alguma edição dessas sequências (em alguns casos, todas elas), era decidida por pontos.
Campeão em 2020 e vice na última edição, o Palmeiras é o único paulista que chegou, pelo menos, em nove semifinais seguidas do Estadual neste século (desde 2014). Inclusive, o Palmeiras é o clube que mais vezes disputou semifinais na história do Campeonato Paulista: foram 22 aparições nesta fase do certame no total, ao lado do São Paulo.
De quebra, com o resultado, o Palmeiras defendeu um tabu positivo: o de nunca ter sido derrotado pelo Bragantino como mandante em jogos de Campeonato Paulista. Agora são 12 vitórias e cinco empates no total dos 17 duelos. A invencibilidade inclui jogos em que o Maior Campeão do Brasil mandou em seu estádio, o Palestra/Allianz Parque (11 jogos, oito vitórias e três empates); no Pacaembu (cinco jogos, três vitórias e dois empates); e até no Canindé, uma única vez em 2011 (vitória).
Aliás, o primeiro gol do Palmeiras na partida pode ser considerado histórico. Quando entrou em campo, o Alviverde somava exatos 49 gols ante o Massa Bruta em considerando apenas os jogos válidos pelo Campeonato Paulista (em qualquer estádio). Desta forma, o gol de Murilo foi o 50° do Verdão sobre o adversário da vez pelo Estadual.
Ao todo, os times se enfrentaram 32 vezes pelo Paulistão, com 18 vitórias do palmeirenses, nove empates e cinco triunfos do adversário; com 51 gols sobre o rival neste cenário, o Maior Campeão do Brasil, em contrapartida, foi vazado em 22 ocasiões).
E se contra o Bragantino o Palmeiras manteve seu retrospecto impecável dentro de casa pelo Paulista, no Allianz Parque, de forma geral, não foi diferente: essa vem sendo a melhor temporada desde a inauguração da arena em 2014 em termos de aproveitamento (100%, tendo vencido seus nove adversários enfrentados), melhor defesa (apenas dois gols sofrido em 9 partidas, média de 0,22 por jogo) e ainda marcou 15 gols.
Essas nove vitórias seguidas no Allianz Parque, aliás, representam a maior série de triunfos já registrada na arena, ao lado de outra de também de nove partidas em 2020.
Entretanto, essas nove vitórias atuais foram todas sob o comando de Abel Ferreira, enquanto as de 2020 contaram com jogos dirigidos por Vanderlei Luxemburgo, Andrey Lopes, pelo próprio Abel e até por seu auxiliar João Martins. Além de um novo recorde da própria arena, isso também faz do português o treinador mais venceu de forma seguida isoladamente no Allianz – antes, ele estava empatado com oito vitórias seguidas ao lado de Oswaldo de Oliveira (em 2015) e Felipão (em 2019).
Curiosamente, este novo recorde batido por Abel Ferreira aconteceu justamente na sua partida de número 50 no Allianz Parque (ele já é quem mais comandou o time no formato Allianz Parque, seguido de Cuca, com 35 jogos, e também quem mais venceu, com 32 vitórias, também seguido de Cuca, com 24).
E não é só isso. Com a vaga assegurada na final, Abel Ferreira, há 16 meses no Palmeiras, chega à sua nona decisão, além de ter vencido 18 de 25 jogos de mata-mata disputados pelo clube.
RETROSPECTO 2022
A campanha do Palmeiras até aqui vem sendo irretocável neste Estadual. Após fechar a 12ª e última rodada da fase de grupos com empate contra o próprio Bragantino, fora de casa (1 a 1), o Palmeiras somou 30 pontos e encerrou sua participação nesta etapa do certame como o novo recordista em número de pontos alcançados por um time na primeira fase do Paulista desde que possui este formato (2017 em diante). Até então, a pontuação máxima de uma equipe na fase preliminar havia sido de 27.
Além da melhor campanha em pontos (30), o Maior Campeão do Brasil encerrou a primeira fase do Paulista 2022 como detentor de outros recordes: detém o maior número de vitórias (nove), a defesa menos vazada (três gols sofridos) e o melhor saldo de gols da competição (14).
Aliás, o fato de ter consumado a melhor defesa da fase de grupos na edição de 2022 (três gols sofridos) fez com que o Palmeiras atingisse este feito em cinco das últimas seis edições, pois, desde 2017, apenas em 2021 o Verdão não encerrou a primeira fase como dono da melhor defesa considerando os 12 primeiros jogos da fase de grupos, na qual todas as equipes possuem o mesmo número de partidas.
E não é só no Paulistão. O ano está apenas em março, mas em 2022, o atual bicampeão da Libertadores já sagrou-se vice-campeão mundial e campeão da Recopa Sul-Americana, e está invicto o temporada de forma geral: 12 vitórias e quatro empates – as partidas da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2021 não entram na conta, pois eram referentes à temporada passada. Nos últimos 23 jogos, houve apenas uma derrota, além de 16 vitórias e seis empates.
PALMEIRAS: Marcelo Lomba; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Jailson, Zé Rafael e Raphael Veiga; Gustavo Scarpa, Dudu e Rony. Técnico: Abel Ferreira.
Gols: Murilo, 1’/1°T (1-0); Realpe, 18’1°T (1-1); e Rony, 39’/1°T (2-1).
Cartões amarelos (SEP): Rony, Murilo e Zé Rafael.
fonte: https://www.palmeiras.com.br/noticias/verdao-bate-bragantino-e-vai-a-3a-final-seguida-do-paulista-pela-1a-vez/
ESPORTES
Brasil coleciona gols perdidos e dá adeus à Copa do Mundo
O sonho do hexacampeonato terminou de forma melancólica e, sobretudo, patética. Neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), a Seleção Brasileira protagonizou um espetáculo de ineficiência ofensiva, foi castigada pelo faro artilheiro de Erling Haaland e perdeu para a Noruega por 2 a 1. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo consolida um vexame histórico: o país atinge agora o seu maior jejum de títulos mundiais desde a primeira conquista.
O roteiro da queda brasileira foi desenhado com requintes de incompetência. A equipe comandada por Carlo Ancelotti flertou com o desastre desde o apito inicial, levando um susto logo aos dois minutos, quando Berg marcou para os europeus — o lance, no entanto, foi anulado por impedimento.
A chance de ouro para assumir o controle e mudar a história do jogo veio aos nove minutos. Após passe de Martinelli, Matheus Cunha foi derrubado na área. O árbitro precisou do VAR para assinalar o pênalti. Na cobrança, o retrato do nervosismo brasileiro: Bruno Guimarães bateu mal e parou nas mãos do goleiro Nyland, dando o tom do que seria a tarde da Seleção.
Mesmo criando boas oportunidades, como uma bomba de Vinicius Júnior aos 40 minutos espalmada por Nyland, o Brasil era vulnerável. Aos 47, Alisson precisou trabalhar em um chute perigoso de Odegaard, que apareceu livre após Haaland ganhar uma disputa com Gabriel Magalhães.
O castigo no segundo tempo
Na volta do intervalo, Ancelotti tentou dar fôlego ao ataque sacando Matheus Cunha para a entrada de Endrick. Aos 13 minutos, o jovem teve a bola da classificação após um passe genial de trivela de Vini Jr., mas, cara a cara com o goleiro, finalizou para fora. Um gol perdido que custaria muito caro. O Brasil ainda tentou com Rayan, aos 16, esbarrando novamente em Nyland.
A velha máxima do futebol não perdoa: quem não faz, leva. E do outro lado estava um dos atacantes mais letais do planeta. Aos 34 minutos, a defesa brasileira vacilou, Schjelderup cruzou da esquerda e Haaland subiu mais que Gabriel Magalhães para testar para o fundo da rede.
O desespero tomou conta da Seleção. Aos 39, o Brasil quase empatou em um lance bizarro onde Ajer quase marcou contra, mas Nyland salvou em cima da linha. A pá de cal veio aos 44 minutos: Haaland recebeu com liberdade na entrada da área e bateu rasteiro, no canto, sem chances para Alisson, decretando o nocaute.
Já nos acréscimos, Neymar converteu uma penalidade máxima, mas o relógio não permitia mais nada. O gol serviu apenas para maquiar o placar de um fim patético para uma equipe que pecou na pontaria e ruiu diante da frieza norueguesa.
O caminho da Noruega
Com a vaga assegurada, a Noruega agora aguarda o vencedor do confronto entre México e Inglaterra, que se enfrentam ainda neste domingo, às 21h (de Brasília), no Estádio Azteca. O duelo das quartas de final está agendado para o próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Ao Brasil, resta o aeroporto e a amarga reflexão sobre mais uma queda precoce.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Placar |
Brasil 1 x 2 Noruega |
| Competição | Copa do Mundo (oitavas de final) |
| Local | MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA) |
| Data | 5 de julho de 2026 (domingo) |
| Horário | 17h (de Brasília) |
| Cartões amarelos | Neymar (Brasil) |
| Cartões vermelhos | Nenhum |
| Árbitro | Ismail Elfath (EUA) |
| Assistentes | Corey Parker e Kyle Atkins (EUA) |
| VAR | Tatiana Guzman (NCA) |
| Gols | Haaland, aos 34′ do 2ºT (Noruega); Haaland, aos 44′ do 2ºT (Noruega); Neymar, aos 54′ do 2ºT (Brasil) |
| Brasil | Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Éderson); Gabriel Martinelli (Danilo Santos), Rayan (Neymar), Matheus Cunha (Endrick) e Vinicius Júnior. |
| Técnico do Brasil | Carlo Ancelotti |
| Noruega | Nyland; Ryerson (Aursnes), Ajer, Heggem e David Wolfe (Ostigaard); Berge, Patrick Berg e Odegaard; Nusa (Schjelderup), Sorloth (Bobb) e Haaland. |
| Técnico da Noruega | Stale Solbakken |
Fonte: Esportes
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