AGRONEGÓCIO

Sistema FAEMG se prepara para a FEMEC 2022


O Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos está preparando uma programação especial para a Feira do Agronegócio Mineiro (FEMEC), promovida pelo Sindicato Rural de Uberlândia. O evento é referência em Minas Gerais para a comercialização de máquinas, equipamentos, implementos e insumos agrícolas e conta com exposições de animais, leilões, painéis temáticos, entre outras atrações. Com o tema “Agronegócio Sustentável Alimentando o Mundo”, a edição deste ano será de 22 a 25 de março, no Parque de Exposições Camaru, em Uberlândia.

O presidente do Sistema FAEMG, Antônio Pitangui de Salvo, destacou que a FEMEC se consagrou no cenário mineiro como a feira mais importante no quesito máquinas. “Então, a participação do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/Sindicatos, inclusive com estande, é fundamental para mostrar o nosso trabalho e ter uma atuação mais próxima aos produtores rurais, principalmente agricultores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, que visitam o evento para adquirir as novidades com preços diferenciados”, completou.

O presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Silveira, ressaltou que o Sistema FAEMG sempre foi um dos principais apoiadores da FEMEC, desde a sua primeira edição. “Neste ano, sua participação, de forma ainda mais ampla, demonstra a disposição da diretoria para descentralizar as ações da entidade, visando ao fortalecimento cada vez maior de todas as regiões de Minas Gerais. Agradecemos ao presidente Antônio de Salvo e toda a equipe da federação pelo empenho para consolidar de vez a FEMEC como a feira do agronegócio mineiro”.

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Programação do Sistema FAEMG

Durante a feira, o Sistema FAEMG vai promover cinco oficinas de Pecuária de Precisão, com duas horas de duração cada, ministradas pela instrutora Flaviane Afonso Ferreira. Nos dias 23 e 24 de março, serão duas turmas, às 14h e às 16h30. Em 25 de março, a turma será no período matutino, às 10h. As vagas são limitadas a 15 participantes por oficina. Os interessados devem se inscrever com o mobilizador Osmar Peixoto, do Sindicato Rural de Uberlândia, pelo telefone (34) 99976-9570.

No dia 23 de março, o presidente do Sistema FAEMG será um dos participantes da Mesa Redonda sobre Biocombustíveis e Commodities Agrícolas, que será realizada às 15h30, logo após a palestra com o especialista Marcos Fava Neves, conhecido como Doutor Agro. 

A programação ainda conta com a palestra “FAEMG Sustentável – Manejo do Solo e da Água”, com o analista de Meio Ambiente da FAEMG, Guilherme Oliveira, que vai abordar as ações do Sistema neste setor para o produtor rural. A palestra será no dia 23 de março, às 17h30.

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FEMEC

A FEMEC 2022 funcionará das 9h às 20h, com entrada e estacionamento gratuitos. O estande do Sistema FAEMG ficará no Pavilhão do Agronegócio, juntamente com as demais instituições parceiras da feira, como Sebrae, Prefeitura de Uberlândia e Emater Minas Gerais. 

Outras atrações da 9ª edição do evento são o 2º Encontro de Mulheres Mineiras do Agronegócio, com a presença da influencer Camila Telles, os Campos Demonstrativos de Sementes e Insumos, exposições e leilões de equinos e bovinos no Espaço da Pecuária, feiras de bovinos do Programa Pró-Genética e Pró-Fêmeas e a Arena Automotiva, com lançamentos das principais montadoras do país.

Na última edição do evento, em 2019, a FEMEC atraiu mais de 63 mil visitantes e movimentou R$ 450 milhões em negócios prospectados. “Depois de dois anos sem feira, em virtude da pandemia, a expectativa é grande por parte dos produtores rurais, que buscam no evento uma oportunidade para se atualizar e realizar bons negócios”, disse o gerente regional do Sistema FAEMG em Uberaba, Caio Oliveira. 

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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