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Várzea Grande inaugura nova UBS do Capão Grande e moradores se emocionam com transformação histórica

Depois de anos convivendo com uma estrutura precária, marcada por problemas estruturais, falta de serviços e desconforto, os moradores do bairro Capão Grande, em Várzea Grande, agora vivem uma nova realidade com a entrega da Unidade Básica de Saúde (UBS) “Maria José Pedrosa”.

A emoção tomou conta da moradora Joilma Silva, de 49 anos, terceira geração no bairro, que acompanhou de perto a decadência do antigo prédio e, agora, celebra a transformação. Segundo ela, a entrega representa mais do que uma obra concluída, é a devolução da dignidade à comunidade.

“Com o passar dos anos foi piorando. O prédio já não atendia mais, o banheiro não funcionava, a gente não tinha dentista, tudo estava péssimo mesmo. Chegou um ponto que nem dava gosto de vir aqui, a gente procurava atendimento em outros bairros, mas hoje está lindo demais, maravilhoso. Era isso que a comunidade precisava”, relatou, emocionada.

Ela destaca ainda que a nova estrutura trouxe melhorias que impactam diretamente no dia a dia das famílias. “Agora a farmácia está abastecida, a recepção está organizada e até um espaço para as crianças, porque antes elas ficavam chorando aqui, sem ter onde se distrair. Hoje tá 100%, do jeito que a gente sempre quis”, completa Joilma.

A nova unidade foi completamente reconstruída, com ambientes amplos, climatizados e adaptados, garantindo mais conforto tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. A estrutura moderna permite um atendimento mais humanizado e eficiente. A obra foi executada em tempo recorde, com cerca de 150 dias de duração.

A prefeita Flávia Moretti ressaltou que a unidade não passou por uma simples reforma, mas por uma reconstrução completa. “Aqui não tem maquiagem. Isso aqui é uma unidade nova, refeita de verdade. É um presente pra comunidade do Capão Grande, que agora vai poder contar com um espaço de acolhimento, com qualidade e dignidade”, disse.

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Moretti ainda destacou que a unidade agora está regularizada junto aos órgãos competentes, o que possibilita ao município receber recursos federais. “Antes não havia essa regularização. Hoje, com tudo aprovado, a unidade passa a ser referência e pode receber investimentos conforme as equipes que atuam aqui. Isso faz toda a diferença”, declara a prefeita.

O investimento total soma R$ 1,35 milhão, sendo R$ 500 mil provenientes de emenda parlamentar do deputado estadual Wilson Santos, R$ 500 mil destinados por articulação do vereador Charles da Educação e R$ 350 mil de aporte do município.

MODERNIZAÇÃO – Mais do que uma reforma, a unidade passou por uma reestruturação completa, corrigindo falhas históricas e ampliando a capacidade de atendimento. Entre os avanços, está a implantação do consultório odontológico, serviço que antes não existia, além de salas adequadas para atendimento às mulheres, incluindo consultas ginecológicas com banheiros anexos, garantindo mais privacidade e dignidade.

Também foram criadas a sala da gerência e um espaço apropriado para os agentes comunitários de saúde, que antes atuavam em condições precárias. A unidade passou a contar ainda com sala de nebulização e sala de medicação, estruturas essenciais que não existiam no prédio antigo.

A estrutura atual inclui farmácia, sala de vacinação, sala de pré-triagem, duas salas de enfermagem, dois consultórios médicos, consultório odontológico, sala de procedimentos, além de áreas técnicas como expurgo e sala de esterilização. Também foram implantados banheiros exclusivos para funcionários, banheiros adaptados para pessoas com deficiência, depósito de material de limpeza (DML), espaços para descarte correto de resíduos comuns e infectantes e uma recepção ampla e organizada.

Outro ponto importante foi a preservação da sala dos Correios. No bairro, a unidade de saúde funciona como referência para o recebimento de correspondências, e a manutenção desse espaço garante a continuidade de um serviço essencial para a comunidade.

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A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, que está há poucos dias à frente da pasta, destacou a importância do momento. “É uma alegria muito grande já iniciar esse trabalho podendo acompanhar a entrega de uma unidade com esse padrão. É uma estrutura moderna, digna, que permite acolher melhor a população. Nosso compromisso é seguir com essa qualidade, com esse mesmo empenho, junto com uma equipe técnica dedicada que trabalha para transformar a realidade da saúde no município”, afirmou.

Durante a cerimônia, a ex-secretária de Saúde, Deisi Bocalon, que acompanhou o início do projeto ainda na fase de articulação, também se emocionou ao relembrar as condições antigas do espaço. Para ela, ver a unidade totalmente transformada simboliza o avanço da gestão e o compromisso com a população.

O deputado estadual Wilson Santos reforçou que a obra representa uma mudança de conceito na gestão pública. “O que está sendo entregue aqui mostra um compromisso com qualidade. Poderia ter sido feita uma obra simples, mas não. Foi feito com excelência. Isso quebra um padrão antigo e estabelece um novo modelo de gestão”.

Já o vereador Charles da Educação, lembrou da situação crítica em que a unidade se encontrava. “Isso aqui estava totalmente deteriorado. Em pouco mais de quatro meses, conseguimos entregar uma unidade reformada, ampliada e com novos serviços, como o atendimento odontológico, que antes não existia. É um ganho enorme para toda a região”, destaca o vereador.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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