VÁRZEA GRANDE MT
Prefeitura destaca importância da Ager no acompanhamento do contrato com Fipe
A responsável por acompanhar os estudos da Fipe, a secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, destacou que o encontro serviu para discutir a situação do saneamento básico do Município
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Assuntos Estratégicos, reuniu-se com a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager), na tarde de ontem (7), para discutir a situação do saneamento básico do Município e para dar transparência ao contrato com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Conforme a responsável pelo acompanhamento dos trabalhos da Fipe, a secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, o encontro reforçou o compromisso da gestão municipal com a transparência e a participação institucional da Ager no contrato com a Fipe. Ina lembrou que percorreu, recentemente, todo o sistema de abastecimento de água da cidade.
“Várzea Grande precisa mudar a realidade sobre o saneamento básico, pois a população clama por melhorias no abastecimento de água e no tratamento do esgoto. A participação e o acompanhamento da Ager sobre o nosso contrato com a Fipe são fundamentais para darmos mais transparência em todo processo. Todo procedimento será baseado por estudos técnicos, diálogo com a sociedade, com a Câmara Municipal e com a agência reguladora”, declara Ina.
“Várzea Grande tem um sistema ainda muito antigo e com uma estrutura precária. No dia em que fui acompanhar uma equipe da Fipe nas estações de tratamento, uma bomba parou de funcionar, pois pegou fogo, e uma adutora estourou. Isso não pode ser rotina”, completa a secretária.
O diretor Regulador de Saneamento da Ager, Jossy Soares, declara que a Agência quer que a cidade tenha um saneamento de qualidade. “Sempre nos preocupamos quando acompanhamos as notícias sobre a situação do Município. Várzea Grande é gigantesca e tem potencial, por isso, buscamos ações efetivas para implantação do saneamento básico”, destaca.
CONVÊNIO TÉCNICO AGER – Foi assinado, no dia 1° de julho, o convênio de cooperação técnica entre o Município de Várzea Grande e a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager/MT), que assume, a partir de agora, a regulação e fiscalização dos serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário no Município.
Além de fiscalizar os serviços atualmente prestados pelo DAE, a Ager também acompanhará todo o processo de modelagem da concessão dos serviços de água e esgoto de Várzea Grande, desde a estruturação da proposta até a seleção da empresa vencedora do processo licitatório. Após a assinatura do contrato de concessão, a Agência será responsável por fiscalizar e regular também a atuação da nova concessionária, assegurando o cumprimento das metas estabelecidas.
CONTRATO COM A FIPE – A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) foi contratada para realizar o diagnóstico financeiro, patrimonial e estrutural do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG). A elaboração deste estudo é fundamental para a valoração patrimonial, financeira e física do DAE.
VÁRZEA GRANDE MT
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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