VÁRZEA GRANDE MT
Prefeitura de Várzea Grande realiza ação emergencial para acolher pessoas em situação de rua com distribuição de sopa e cobertores
O objetivo é amenizar os efeitos das baixas temperaturas para a população em maior situação de vulnerabilidade
Com a queda nas temperaturas a partir desta quarta-feira, 28 de junho, a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realiza uma ação emergencial de acolhimento e proteção às pessoas em situação de rua. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Serão distribuídos ao menos 70 cobertores e porções de sopa quente em pontos estratégicos da cidade. O objetivo é amenizar os efeitos das baixas temperaturas para a população em maior situação de vulnerabilidade.
A preparação da sopa será iniciada às 14h na sede do Projeto Caderno 2, localizada na Avenida Castelo Branco, próximo à Prefeitura de Várzea Grande. Equipes da Assistência Social e voluntários irão percorrer, a partir das 18h, os principais locais onde há concentração de pessoas em situação de rua, com saída do Centro POP (próximo à loja Todimo).
A ação reforça o compromisso da gestão municipal com as políticas públicas de assistência social e proteção à população em situação de vulnerabilidade, especialmente em momentos de emergência climática.
ROTEIRO DE ENTREGA:
Centro POP (saída)
Praça Prefeita Sarita Baracat (Aquidaban)
Igreja Nossa Senhora do Carmo
Terminal André Maggi
Ginásio Fiotão
Viaduto do Aeroporto
Zero Km
Fundo da Havan
Viaduto Ponte Nova
Praça do Cristo Rei
Bairro Manga
COBERTURA DA IMPRENSA – As equipes de TV e veículos de imprensa estão convidadas a acompanhar a produção da sopa a partir das 14h e/ou a saída da ação às 18h no Centro POP. Também serão disponibilizadas imagens da produção e da entrega para uso nas reportagens.
VÁRZEA GRANDE MT
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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