VÁRZEA GRANDE MT
ETA Júlio Campos volta a operar com 100% da capacidade após manutenção
DAE recupera toda capacidade da estação de tratamento, depois de danos à captação e furto de cabos
A Estação de Tratamento de Água (ETA) II, localizada na Júlio Campos, voltou a operar com 100% da sua capacidade após um intenso trabalho de manutenção realizado nos últimos dias. A unidade, que enfrentava problemas em sua captação, agora está tratando 370 litros de água por segundo e garantindo o abastecimento regular para diversas regiões de Várzea Grande.
A equipe do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG) esteve dedicada à recuperação das bombas de captação que sofreram desgastes e também foram alvo de furtos de cabos, dificultando a operação plena da estação. Com o reforço nas manutenções, agora duas bombas estão em funcionamento na captação, garantindo que a água seja levada para o tratamento e distribuída de forma eficiente.
Com a normalização da ETA II, os bairros Mapim, Glória II, Jardim dos Estados, Marajoara, Itororó, Eldorado, São Matheus, Novo Mundo, Cidade de Deus, Paiaguás, São Simão, Colinas Verdejantes e Ouro Verde retomam o fornecimento regular de água, beneficiando também outros bairros nas regiões próximas. A partir de agora, a intermitência volta ao padrão anterior, com o abastecimento sendo realizado a cada três dias.
Além da retomada da produção total, a equipe técnica já encaminhou para manutenção três bombas reservas que estavam paradas. Esse trabalho preventivo é fundamental para garantir que, em caso de necessidade, as bombas possam ser acionadas sem comprometer o abastecimento.
A recuperação da ETA II é mais um passo importante na força-tarefa do DAE para garantir água de qualidade à população de Várzea Grande. O compromisso da gestão é seguir trabalhando com transparência e eficiência para solucionar os problemas estruturais e modernizar o sistema de abastecimento do município.
VÁRZEA GRANDE MT
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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