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Visita do CNJ ao InovaJusMT destaca projetos de inovação e foco no cidadão

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Um espaço para dar vida a soluções tecnológicas que aprimoram a prestação de serviço do Poder Judiciário de Mato Grosso. Esse lugar é o Laboratório de Inovação do Poder Judiciário de Mato Grosso (InovaJusMT), que recebeu a visita da equipe do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na última sexta-feira (30). A visita afirmou a relevância das iniciativas tecnológicas desenvolvidas pelo Judiciário mato-grossense.
A agenda integrou o Projeto Conecta, do CNJ, e teve como foco o compartilhamento de experiências, avaliação das soluções em funcionamento e o diálogo sobre possibilidades de expansão para outros tribunais.
Coordenadora do InovaJusMT, a juíza Joseane Quinto Antunes destacou que a visita institucional representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido de forma transversal no Tribunal, envolvendo diferentes áreas e projetos com impacto direto na prestação jurisdicional.
“A visita do CNJ, especialmente no âmbito do Projeto Conecta, é muito importante porque dá visibilidade aos inúmeros projetos existentes no Poder Judiciário, em diferentes setores. O principal deles foi a LexIA, que tem grande capilaridade e relevância para a jurisdição. Ouvir os membros do CNJ, compreender as perspectivas deles sobre essas ferramentas e receber esse retorno é fundamental e muito gratificante, porque são projetos de grande impacto”, afirmou.
Segundo a magistrada, o laboratório tem atuado como espaço de apoio e articulação para o desenvolvimento de soluções que dialogam com as necessidades reais do Judiciário.
“Essa visita foi importante não só para dar visibilidade às ações do tribunal e do laboratório, mas também para permitir a troca de experiências. Temos buscado contribuir com as áreas, apoiar o desenvolvimento de projetos com impacto institucional e, ao mesmo tempo, aprender com iniciativas de outros tribunais”, completou.
Maturidade organizacional

A estrutura de inovação e governança observada durante a visita foi elogiada pelo desembargador federal Pedro Felipe de Oliveira Santos, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) e coordenador do Projeto Conecta. Para ele, o TJMT se destaca no cenário nacional pela maturidade organizacional e pelo alinhamento institucional em torno da inovação.
“A equipe do Conecta está muito satisfeita com o nível de governança, organização, mapeamento de riscos e controle de custos das soluções desenvolvidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O que vimos aqui coloca o tribunal em posição de destaque nacional. Há um alinhamento muito claro entre presidência, vice-presidência, corregedoria, comitês, núcleos e laboratório de inovação, e isso é o que permite resultados tão expressivos”, ressaltou.
O magistrado destacou ainda que os projetos apresentados chamam atenção não apenas pela robustez técnica, mas pelo propósito que orienta as soluções.
“Os produtos desenvolvidos são consistentes, têm escopo bem definido, oferecem uma boa experiência ao usuário e, principalmente, mantêm o foco no cidadão. A inovação aqui não é tecnologia pela tecnologia, mas um instrumento para aproximar a Justiça das pessoas e tornar a prestação jurisdicional mais justa e acessível”, afirmou.
Estratégia e inovação
Durante a visita, também foram apresentados projetos estratégicos do tribunal, como o RecuperaJud, banco de dados que automatiza e agiliza a comunicação entre juízos sobre processos de Recuperação Judicial de empresas; o Cidadania Digital Integrada, vinculado ao aplicativo MT Cidadão que reúne cerca de 1,3 milhão de usuários e concentra informações processuais e institucionais; e a modernização do portal de serviços do Judiciário, que inclui consultas processuais em linguagem simples e atendimento via WhatsApp com apoio de inteligência artificial.
Também participaram da agenda técnica o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, presidente do Comitê de Governança Estratégica de Inteligência Artificial (CGEIA); o juiz Gerardo Humberto Alves da Silva, auxiliar da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso; o juiz Vinícius Paiva Galhardo, membro do InovaJusMT; e os servidores Janaina Taques, Thomas Augusto e Pablo Marquesi, que atuam no Laboratório de Inovação.
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Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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