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Violência doméstica: Poder Judiciário concede 5.360 pedidos de Botão do Pânico entre 2021 e 2022

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O Poder Judiciário de Mato Grosso concedeu 5.360 pedidos de Botão do Pânico Virtual a mulheres vítimas de violência doméstica entre 23 de junho de 2021, quando o aplicativo SOS Mulher – Botão do Pânico foi criado, até esta segunda-feira (7 de novembro).
 
Destas vítimas, 407 precisaram acionar o mecanismo de proteção do Estado e receberam atendimento imediato via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
 
No período também foram concedidas 105 medidas protetivas on-line pelos juízes e juízas das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
 
Os dados são da Polícia Judiciária Civil (PJC), parceira do Poder Judiciário no combate e enfrentamento à violência doméstica, por meio de várias frentes de trabalho realizadas entre magistrados, magistradas, delegados e delegadas, além de servidores de ambas as instituições.
 
O Estado de Mato Grosso é pioneiro na implantação de políticas consolidadas de enfrentamento à violência de gênero. Desde que assumiu a presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a desembargadora Maria Helena Póvoas desenvolve campanhas no intuito de levar informações à sociedade sobre a importância da denunciar casos de violência doméstica contra a mulher.
 
Saiba como baixar o aplicativo SOS Mulher e entenda como acionar o Botão do Pânico no site da Cemulher.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: gráfico colorido em tons de roxo e rosa com dados do Aplicativo SOS Mulher Desde o lançamento 23/06/2021 até 07/11/2022. Abaixo três linhas com os dados 105 Medidas Protetivas Online, 5.360 Pedidos de Botão do Pânico Deferidos e 407 Acionamento do Botão do Pânico. Fonte: Polícia Judiciária Civil. 
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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