DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL

TRE endurece contra Natasha e suspende propaganda eleitoral no rádio e na TV até o fim do horário gratuito

Decisão atribuída ao desembargador Marcos Machado aponta repetição de conteúdo anteriormente proibido; segundo o documento apresentado, multa foi elevada para R$ 100 mil por novo descumprimento e eventual crime de desobediência será analisado pela Procuradoria Regional Eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinou, nesta terça-feira (29), a suspensão da propaganda eleitoral gratuita da candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) no rádio e na televisão até o encerramento do horário eleitoral, em 1º de outubro, conforme decisão reproduzida no material encaminhado à reportagem.

A medida representa um agravamento de determinação anterior e, segundo o teor apresentado, ocorreu depois de a Justiça Eleitoral considerar que a campanha voltou a veicular conteúdo relacionado a uma reportagem do programa Fantástico envolvendo o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos).

O calendário oficial do TRE-MT confirma que o horário eleitoral gratuito do primeiro turno segue até 1º de outubro de 2026. O tribunal também lista oficialmente Natasha e Pivetta entre os candidatos ao Governo do Estado.

Segundo a decisão reproduzida nas imagens, a coligação Mato Grosso Não Pode Parar, de Pivetta, levou à Justiça a alegação de descumprimento de uma ordem anterior que havia restringido a veiculação das peças.

O ponto central da nova decisão é a alegada reincidência. Conforme o documento, mesmo depois da proibição, duas novas peças, identificadas como versões “A” e “B”, teriam sido colocadas no ar. O material teria sido exibido 19 vezes em 13 emissoras de rádio e televisão.

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As propagandas também teriam utilizado QR Code e orientação para que os eleitores pesquisassem termos relacionados ao episódio. De acordo com o conteúdo da decisão apresentado, o entendimento judicial foi de que esses mecanismos possibilitavam chegar ao material objeto da determinação anterior.

A fundamentação reproduzida nas imagens ressalta ainda que a liberdade de expressão e a crítica política não autorizariam apresentar como fato consumado uma imputação criminal arquivada sem informar ao eleitor esse desfecho.

Antes da nova medida, a Justiça já havia determinado a suspensão da propaganda por um dia e fixado multa de R$ 50 mil. Diante do que o magistrado classificou como repetição da conduta, a sanção prevista para novos descumprimentos foi elevada.

A multa passou para R$ 100 mil por cada novo ato de descumprimento, segundo a decisão apresentada. A determinação alcança novas publicações nas redes sociais e veiculações em rádio e televisão, além de QR Codes, links, sugestões de busca ou outros mecanismos que direcionem ao conteúdo nas condições delimitadas pela ordem judicial.

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Ao justificar o endurecimento da medida, o desembargador Marcos Machado afirmou, conforme o documento apresentado, que a proximidade do primeiro turno e a repetição da conduta justificariam a suspensão pelo período restante do horário eleitoral.

As emissoras responsáveis pela geração da propaganda também foram determinadas a interromper as inserções da chapa de Natasha no rádio e na televisão até 1º de outubro e a apresentar, em até 72 horas, os respectivos mapas de veiculação.

A decisão ainda estabelece que a eventual ocorrência do crime de desobediência deverá ser analisada posteriormente pela Procuradoria Regional Eleitoral. Isso significa que o documento não declara, por si só, a prática desse crime, deixando a questão para análise posterior do órgão competente.

O episódio ocorre na reta final da campanha para o primeiro turno e retira a propaganda gratuita da candidata do rádio e da televisão durante o período remanescente do horário eleitoral, nos termos da decisão apresentada.

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POLÍTICA MT

Janaína Riva apresenta propostas para mulheres, segurança e famílias de Mato Grosso

Candidata ao Senado afirma que pretende levar ao Congresso pautas de combate à violência, enfrentamento ao crime organizado e desenvolvimento do Estado

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A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) afirmou que pretende levar a Brasília propostas voltadas ao combate à violência contra mulheres e crianças, ao enfrentamento do crime organizado e à proteção das famílias de Mato Grosso. Em entrevista à Rádio Cidade de Alto Araguaia, a candidata também respondeu às críticas feitas pelo deputado federal José Medeiros (PL) e defendeu que sua candidatura possui um projeto próprio para o Estado.

Janaína afirmou que não pretende mais ocupar apenas o papel de apoiadora política sem receber apoio em suas próprias disputas eleitorais. Segundo ela, nas eleições anteriores, chegou a aparecer em materiais do PL ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro para apoiar Medeiros.

“Eu apoiei esse candidato nas últimas eleições. Ele mandou fazer material do PL com a minha foto e com a foto do presidente Bolsonaro. Eu só servi para apoiar, eu não sirvo para ser apoiada”, declarou. A candidata disse ainda que não pretende repetir esse cenário.

Ao comentar a participação feminina na política, Janaína afirmou que a reação à sua candidatura demonstra, em sua avaliação, diferenças entre o discurso de incentivo à presença das mulheres e a disputa por espaços de poder. “Quando uma mulher coloca em risco o mandato de um homem, reagem desse jeito”, afirmou.

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Entre as propostas apresentadas pela candidata está o endurecimento das penas para crimes como estupro, pedofilia e feminicídio. Ela também defendeu o aumento de recursos e o uso de tecnologia para investigar a estrutura financeira de organizações criminosas. Segundo Janaína, a demanda surgiu após conversas que manteve com 24 delegados.

A candidata também citou infraestrutura e atração de novas indústrias como prioridades para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Na área social, defendeu a ampliação da oferta de moradias, creches com horário estendido e escolas em período integral.

Segundo Janaína, a oferta de alimentação, atividades educacionais e esportivas no contraturno escolar pode contribuir para afastar crianças e adolescentes da possibilidade de recrutamento pelo crime organizado.

“Eu quero ser senadora de Mato Grosso, porque eu entendo que o Senado é um espaço que vai muito além de colocar esparadrapo na cara, que vai muito além de ficar cortando melancia, é um lugar para tratar de pautas sérias. O Brasil tem problemas sérios que nós precisamos enfrentar”, afirmou.

Ao final da entrevista, Janaína declarou que pretende conquistar um dos dois votos que cada eleitor poderá dar para o Senado e afirmou que considera importante ampliar a presença feminina na disputa. Ela disse, porém, que o segundo voto deve ficar a critério de cada eleitor.

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“Eu defendo que ao menos um dos votos nessa eleição seja para uma mulher. Que não for para mim, para outra candidata mulher, mas eu defendo a participação feminina nessa eleição”, finalizou. 

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