TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Tribunal oferece treinamento sobre Gestão para servidores dos novos gabinetes de desembargadores

Gestores de secretarias e dos gabinetes dos novos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso passaram por três dias de treinamento sobre Gestão, oferecido pela Escola dos Servidores do Poder Judiciário, entre quarta e sexta-feira (3 a 5 de julho). O coordenador de Auditoria Interna do TJMT, Wellington Corrêa, foi o instrutor, que buscou promover um ambiente dinâmico, com atividades individuais e em grupo, apresentações, trocas de experiências para promover o maior aproveitamento possível. “É um curso imersivo. Tentamos trazer um ambiente diferente, para que cada um se sinta à vontade e, principalmente, com vontade de fazer e falar”, disse.
 
Segundo Wellington Corrêa, a intenção do curso foi trabalhar a rotina dos gabinetes e das secretarias judiciárias, mas de uma forma diferente. “Não trazer um modelo pronto, não fazer com que a gestão de um gabinete seja excelente para aplicar em outro gabinete. Cada gabinete tem uma forma de gerenciar, cada unidade tem pessoas diferentes, que serão gerenciadas de formas diferentes. É isso o que a gente traz de diferente aqui, mostrando as necessidades, as características que o gestor precisa ter, o que a liderança pode colher do seu liderado, falando de inovação, falando de linguagem simples e trazendo tudo isso de novidade para eles”.
 
No último dia de curso, o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro e sua equipe, foram convidados a fazer uma apresentação sobre o modelo inovador de gestão que é executado em seu gabinete, o Projeto Gride, que representa os conceitos de Gestão, Resposta, Inovação e Design, Dados e Tecnologia e Estrutura.  
 
“Preaparamos um material para tentar passar aquilo que a gente vem fazendo no gabinete, como estamos construindo uma experiência de tentar fazer com que os nossos servidores tenham uma sensação de pertencimento maior do que aquela que a gente normalmente verifica e como engajar a equipe. Engajar a equipe pra que tenhamos melhores resultados, mapeando os nossos processos, preparando toda uma experiência do usuário, seja esse usuário o cidadão que busca os nossos serviços ou os próprios servidores, que de alguma forma são usuários dos serviços que realizamos no nosso gabinete. Então a intenção hoje é passar um pouco daquilo que fazemos no gabinete, tentando contribuir com a gestão dos gabinetes e com o aprimoramento da gestão do Tribunal como um todo”, disse o magistrado.
 
Para o desembargador Saboia, é fundamental em uma boa gestão que as pessoas sejam priorizadas. “Mais do que nunca são as pessoas! A gente pensa em tecnologia, em dados, tudo isso é importante. Inovação não é só tecnologia. Também é tecnologia. Gestão passa por dados, que precisam ser fidedignos, mas acima de tudo é preciso pessoas que se sintam pertencentes à nossa instituição, pessoas que compreendem o porquê fazem aquilo que fazem, pessoas que tenham propósito. Então, a partir do momento em que a gente monta uma equipe com propósito, com pessoas engajadas, por mais que eu não tenha as técnicas, mas se eu tenho um propósito e esse propósito é prestar o melhor serviço possível e de uma forma inovadora, as pessoas fazem a diferença. O que faz a diferença são os nossos servidores, são os nossos magistrados, é o capital humano que temos. Mais do que prédio, equipamento, tecnologia, precisamos valorizar mais do que nunca as pessoas que compõem a nossa instituição”, analisa o magistrado.
 
Dentre as participantes do curso, a diretora da Secretaria da 3ª Câmara de Direito Público e Coletivo, avaliou positivamente a oportunidade de aprimoramento profissional. “Eu achei o curso muito interessante porque a finalidade dele foi trazer um apoio, a experiência de quem já viveu por muito tempo em gabinete, que é o instrutor Wellington. Receber essas novas equipes dos novos desembargadores e mostrar toda a estrutura, toda a forma de gestão, todas as áreas importantes em que um gabinete trabalha, que não é só processo, é gerenciar pessoas, gerenciar trabalhos, gerenciar estrutura também. Então quem trabalha no gabinete não trabalha só com processo, tem toda uma estrutura por trás para entrega da prestação jurisdicional”, afirma. 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto da sala de aula com os alunos sentados em grupos de mesas redondas. O desembargador Luiz Octávio Saboia está em pé, falando para os alunos. 
 
Celly Silva 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MT avança em eficiência e produtividade mesmo com um dos maiores volumes de processos do país

Apesar da alta demanda processual registrada em Mato Grosso, a Justiça Estadual de Mato Grosso (TJMT) tem se destacado nacionalmente em indicadores de produtividade, celeridade e gestão processual. Segundo dados do relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário mato-grossense registrou 165,7 casos novos por mil habitantes, índice superior à média nacional da Justiça Estadual, que é de 132,5 casos novos por mil habitantes.

Classificado pelo CNJ como um tribunal de médio porte, o indicador demonstra que Mato Grosso está entre os estados com maior judicialização do país. Contudo, mesmo com a alta demanda, o Poder Judiciário mato-grossense apresentou um avanço de 22 pontos percentuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%. O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros.

“Mato Grosso possui uma das maiores demandas processuais do país quando analisamos o número de casos por habitante. Por isso, alcançar indicadores de produtividade e eficiência acima da média nacional demonstra a capacidade do Poder Judiciário mato-grossense de se organizar, inovar e responder com qualidade às necessidades da sociedade”, afirma o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

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O bom desempenho também pode ser verificado na taxa de congestionamento dos processos na fase de conhecimento. Conforme o relatório, o TJMT registrou índice de 53%, um dos menores do país e entre os melhores desempenhos da Justiça Estadual. “O que demonstra a capacidade do Judiciário mato-grossense de dar vazão ao acervo processual e reduzir o volume de processos pendentes nessa etapa da tramitação”, detalha o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.

O relatório também mostrou queda no estoque de execuções fiscais. Mato Grosso registrou redução de 26,8% no quantitativo de casos pendentes de execução fiscal em comparação com o ano anterior. Um desempenho superior à média da Justiça Estadual, que é de 25,2%.

Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau passou de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.

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Mato Grosso ainda se destaca na arrecadação de custas judiciais. Conforme o relatório Justiça em Números 2026, o Estado ocupa a terceira posição entre os Tribunais de Justiça do país no indicador que relaciona os valores arrecadados ao número de processos sujeitos à cobrança de custas.

O TJMT registrou arrecadação média de R$ 3.548,12 por processo ingressado, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 4.386,38) e Rio de Janeiro (R$ 4.333,84). O resultado coloca o Estado acima da média da Justiça Estadual, que foi de R$ 2.861,96 por processo. “O que demonstra a efetividade na arrecadação dos valores legalmente devidos e contribuindo para a sustentabilidade das atividades do Poder Judiciário mato-grossense”, afirma o juiz auxiliar, Jorge Alexandre.

Autor: Larissa Klein

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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