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Tribunal de Justiça de Mato Grosso conquista Selo Linguagem Simples pelo segundo ano consecutivo

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) recebeu na tarde desta terça-feira (16) o Selo Linguagem Simples, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em cerimônia realizada em Brasília. A juíza coordenadora do laboratório de inovação InovaJusMT, Joseane Quinto Antunes, representou o Tribunal e recebeu o certificado das mãos da conselheira Daiane Nogueira de Lira, responsável pela avaliação.

“Essa conquista é resultado de uma construção diária, coletiva e comprometida, que reflete o engajamento da Administração do Tribunal, bem como o compromisso de magistrados, servidores e das diversas áreas do TJMT, reafirmando a linguagem simples como um valor permanente da nossa instituição. Uma Justiça mais clara, acessível e empática aproxima o Judiciário das pessoas e concretiza o direito à informação compreensível”, declarou a magistrada.

O Selo Linguagem Simples valoriza os órgãos do Judiciário que investem em uma linguagem direta e compreensível a todos os cidadãos na produção das decisões judiciais e na comunicação geral com a sociedade. Este é o segundo ano consecutivo que o Judiciário mato-grossense obtém o Selo, lançado no ano passado pelo CNJ, como parte do Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, para estimular os tribunais a adotarem o uso da linguagem simples.

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O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, classifica a linguagem simples como um avanço para a democracia e a inclusão, e ressalta que o Judiciário estadual está empenhado em utilizá-la em todas as áreas. “Já adotamos essa prática com projetos como o Manual de Linguagem Simples e capacitações que formaram centenas de pessoas. Temos trabalhado para tornar as decisões judiciais e a comunicação do Tribunal com a sociedade mais compreensíveis a todos. A linguagem simples, além de aproximar o Estado do cidadão, garante a transparência de suas ações. Por isso, é tão importante”, afirma.

Nesta segunda edição da premiação, uma nova metodologia de avaliação foi adotada, com pontuação baseada em cinco eixos nos quais o TJMT apresentou projetos. No eixo Documentos, o projeto apresentado foi o Manual de Linguagem Simples e Direito Visual do TJMT. No eixo Brevidade nas Comunicações, o projeto inscrito foi o Protocolo de Cerimonial em Linguagem Simples. No eixo Capacitação e Cultura, o TJMT realizou a Oficina de Linguagem Simples. No eixo Tecnologia da Informação, a Linguagem Simples nos Sistemas de Consulta Processual (App TodoJud) foi reconhecida e, por fim, no Eixo Articulação Interinstitucional e Social, obteve destaque a reformulação da Carta de Serviços do Poder Judiciário de Mato Grosso, disponível nos canais digitais do Governo de Mato Grosso.

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Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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