TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Novos juízes conhecem projetos de atendimento comunitário do Poder Judiciário


O Poder Judiciário de Mato Grosso vem desenvolvendo diversas ações visando promover a aproximação da Instituição com a população. Essa foi uma das explicações dadas pelo juiz Alexandre Pampado aos 25 juízes substitutos que participam do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi). Dentre os projetos podem ser citados a Justiça Comunitária, em que são incluídos o Programa Ribeirinho Cidadão, a Expedição Araguaia, o Juizado Especial Itinerante e ainda o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Itinerante (Cejuscs).
 
“Nosso Judiciário é de excelência e está cada vez mais se especializando. Não ficamos sentados parados esperando que tudo se resolva. Há muito o Judiciário vai até a população para dar esclarecimento e levar serviços à população. Tenham certeza que quando você se propõe a fazer um trabalho dessa envergadura, as pessoas respondem. E isso é muito gratificante”.
 
Conheça os serviços apresentados:
 
Justiça Comunitária: programa que criado para informar o cidadão sobre os seus direitos e aproximá-lo da solução dos seus problemas. Em Mato Grosso, a Justiça Comunitária foi criada por meio da Lei Estadual nº 8.161/04 e, atualmente, é coordenada pelo juiz José Antônio Bezerra Filho. Feita para a comunidade, é um serviço totalmente gratuito e sem burocracia realizado pelo agente de Justiça e Cidadania. O atendimento é realizado por meio de uma conversa informal, sem palavras técnicas complicadas e, depois de ouvir o relato do cidadão, orienta-o acerca da existência de um possível direito, encaminhando-o para a instituição que efetivamente lhe auxilie a resolver o problema. A Justiça Comunitária também é responsável pela expedição Araguaia Xingu e parceira da Ribeirinho Cidadão, realizada em parceria com a Defensoria Pública.
 
Juizado Especial Itinerante – Com competência estadual, atualmente, o JEI é jurisdicionado pelo juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira. Ele foi regulamentado em 2013 em Mato Grosso e tem como objetivo trazer praticidade e informação aos moradores de comunidades, já que muitos deles não têm condições de ir até o fórum local e nem acesso ao advogado. O ônibus reproduz o interior de um juizado, contendo sala de audiência e conciliação e os interessados em receber o atendimento devem se dirigir ao ônibus do projeto, que fica estacionado em local estratégico.
 
Cejuscs – Os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejucs) são unidades do Poder Judiciário às quais compete, preferencialmente, a realização das sessões e audiências de conciliação e de mediação a cargo de conciliadores e mediadores, bem como o atendimento e a orientação aos cidadãos. Os Centros Judiciários devem, necessariamente, abranger três setores: setor pré-processual, setor processual e setor de cidadania. Qualquer pessoa pode procurar o Cejusc e solicitar o agendamento de uma sessão de conciliação ou mediação.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. 
Descrição da imagem: foto horizontal da turma do Curso de Formação de Magistrados com o juiz Alexandre Pampado à frente, palestrando. Ele usa blusa terno azul e segura um microfone. A turma com cerca de 20 pessoas está distribuída em cadeiras pretas. Ao fundo vemos cortinas verde-claro, paredes de madeira e o teto branco de gesso com luminárias.
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

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Juízes do TJMT representam Mato Grosso em congresso nacional promovido pelo STJ

Sete pessoas compõem a mesa de um auditório no 2º Congresso STJ. Acima delas, um telão projeta o slide oficial do evento com imagem do tribunal.O Superior Tribunal de Justiça (STJ) realizou, entre os dias 15 e 17 de junho, o 2º Congresso STJ da Primeira Instância Federal e Estadual, reunindo ministros, magistrados e especialistas de todo o país para debater propostas de enunciados em diferentes áreas do direito, com foco no fortalecimento do diálogo institucional e na cooperação entre os tribunais. Representando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), participaram do encontro a juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima e o juiz Ramon Fagundes Botelho, ambos integrantes do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam-MT).

Os dois magistrados foram indicados pela Presidência do TJMT para compor a banca científica responsável pela análise das proposições apresentadas ao congresso, evidenciando o reconhecimento institucional de suas atuações e expertise.

O congresso reuniu representantes dos seis Tribunais Regionais Federais e dos 27 Tribunais de Justiça brasileiros, consolidando-se como espaço qualificado de intercâmbio de experiências e harmonização de entendimentos. Ao todo, foram apresentadas 1.353 proposições, das quais 202 foram selecionadas para deliberação ao longo do evento. Deste montante, foram aprovados 149 enunciados: 31 no primeiro dia, 111 no segundo e sete no terceiro. Saiba mais aqui.

https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/2026/17062026-2o-Congresso-STJ-da-Primeira-Instancia-Federal-e-Estadual-conclui-trabalhos-com-a-aprovacao-de-149-enunciados.aspx

Mulher sorridente de vestido e casaco cinza posa ao lado de um banner do Para a juíza Henriqueta Lima, o congresso representa um importante espaço de construção coletiva no sistema de Justiça. “É um congresso que reúne não só a magistratura estadual e federal, mas também professores, membros do Ministério Público, Defensoria e advocacia privada, permitindo uma interlocução ampla entre os diversos atores”, destacou. A magistrada explicou ainda o papel da comissão avaliadora na análise das propostas. “As proposições passam por vários filtros, desde a compatibilidade com a legislação e entendimentos já pacificados até a análise da fundamentação e da relevância jurídica. Após essa etapa, são submetidas à votação dos magistrados durante o evento”.

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Segundo ela, que integra a banca científica pela segunda vez, os enunciados aprovados cumprem função orientativa. “Não há caráter vinculante, mas são importantes nortes interpretativos, construídos a partir de debates e da experiência prática, especialmente em situações em que há dificuldade de uniformização de entendimentos”, afirmou. Por fim, a juíza ressaltou o impacto da experiência. “É um evento muito enriquecedor, que contribui para a melhoria da prestação jurisdicional, não apenas em termos de celeridade, mas também de qualidade. Para mim, é sempre uma honra representar o Tribunal em um espaço com esse nível de discussão e relevância”.

Imagem de quatro pessoas vestindo trajes formais estão sentadas em uma longa mesa de madeira em um painel. À esquerda há uma bandeira do Brasil.O juiz Ramon Botelho também enfatizou a relevância do evento para a magistratura mato-grossense. “Para mim, foi uma grande honra ter sido indicado pela Presidência como um dos magistrados a representar Mato Grosso neste congresso, que se consolida como um importante espaço científico voltado à primeira instância. O evento tem como finalidade a construção de enunciados orientativos para todo o país, tanto no âmbito da Justiça Estadual quanto da Federal, com participação de diversos atores do sistema de Justiça na fase de proposição, sendo a votação restrita à magistratura”, afirmou.

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O magistrado ressaltou ainda sua atuação na banca científica, ao lado do ministro do STJ Marco Aurélio Bellizze e de uma juíza federal, no eixo de direito público. “Tive a oportunidade de contribuir na análise e aprovação de enunciados nas áreas de fazenda pública e saúde, alinhadas à minha atuação jurisdicional. Foram aprovados enunciados de grande relevância nacional, que servirão como orientação para magistrados em todo o Brasil”, pontuou.

Ramon Botelho, que participou da comissão avaliadora pela primeira vez, destacou o papel institucional da participação mato-grossense. “Além de representar uma honra pessoal, a participação foi importante para reafirmar a presença de Mato Grosso nos debates nacionais, contribuindo diretamente na construção de entendimentos que impactarão a atuação do Judiciário em todo o país”, concluiu.

Confira neste link fotos do evento.

https://share.google/msTFKIdH9jtZwh1KF

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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