TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Setembro Amarelo: servidoras e servidores do Judiciário assistem palestra de prevenção ao suicídio

Em comemoração ao Setembro Amarelo o Poder Judiciário de Mato Grosso está desenvolvendo uma vasta programação com ações de orientação e prevenção ao suicídio. Na tarde de quarta-feira (14 de setembro) o psicólogo e escritor Afro Stefanini II falou sobre “Transformação emocional – O poder de escolher a sua vida”, na sede do Tribunal de Justiça.
 
O evento, realizado pelo Programa Bem Viver, vinculado à Coordenadoria de Recursos Humanos do TJMT, faz parte da programação da Campanha Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio e foi realizado de forma híbrida, ou seja, presencial e on-line.
 
Após vivenciar um caso difícil em sua família, o servidor do Poder Judiciário de Mato Grosso, Jarbas Rodrigues do Nascimento, alerta que é preciso observar os sinais para prevenir o suicídio. “A gente sempre acha que acontece no vizinho, nunca na nossa família”, reflete. Ele é uma das quase 200 pessoas que assistiram à palestra presencialmente no auditório Gervásio Leite, na sede do Tribunal de Justiça.
 
“Posso dizer que é algo muito difícil de enfrentar, tive um caso na família e, por sorte, a pessoa foi impedida a tempo. Mas quero destacar a importância de buscar tratamento e acompanhamento profissional”, relata o analista judiciário.
 
O servidor conta que, à época, não tinha o conhecimento de que é possível observar alguns sinais e evitar ou ao menos buscar ajuda. “É muito importante saber mais sobre o assunto porque a pessoa pode estar ao nosso lado e dar sinais claros e a gente não compreender por falta de conhecimento. Por isso, palestras como essa que trazem informação, ajudam a identificar esses sinais”, concluiu.
 
Um dos primeiros a chegar para o evento foi desembargador Orlando de Almeida Perri, que fez questão de usar o laço amarelo, símbolo da campanha e, além de enfatizar a relevância do tema, aproveitou para lembrar que é possível prevenir e evitar que o adoecimento mental desencadeie no suicídio, definido pelo magistrado como “um dos grandes problemas que assolam o mundo”.
 
Algumas razões apontadas pelo desembargador para esse quadro difícil está no modo de vida “frenético e na rotina exaustiva que fazem com que as pessoas vivam cada vez mais estressadas e atribuladas e, junto a tudo isso, vem a depressão, o grande mal do século”.
 
Defende que é preciso que cada um esteja atento aos sinais que as pessoas apresentam. “Em muitas categorias, como aqueles envolvidos nas atividades policiais, verificamos que o número de suicídios é alto. É importante olhar ainda para aqueles propensos ao uso de drogas e álcool. Mas existe forma de buscar ajuda, como o apoio do Centro de Valorização da Vida, além do apoio psicológico e psiquiátrico. Depressão tem cura, mas precisamos reconhecer e tratar.”, contou.
 
Afro Stefanini II considerou um grande avanço do Judiciário, enquanto um Poder fundamental na democracia, trazer o tema à reflexão e acredita que o exemplo deve ser seguido por todos os outros órgãos públicos. Em sua apresentação falou sobre o impacto para a saúde integral o fato de pensar e saber mais sobre questões profundas da vida, entender, por exemplo, qual seu propósito e buscar desenvolver a alegria nas ações cotidianas.
 
A Campanha Setembro Amarelo: desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza, em território nacional, o Setembro Amarelo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa é realizada durante todo o ano. Atualmente, o Setembro Amarelo é a maior campanha anti estigma do mundo. Este ano o lema é “A vida é a melhor escolha!” .
 
Programação: tradicionalmente, em setembro a sede do Poder Judiciário de Mato Grosso permanece iluminada de amarelo, uma ação para destacar a importância da campanha de prevenção ao suicídio. Os servidores e demais colaboradores também estão mobilizados. No dia 12 de setembro muitos vieram com alguma item do vestuário na cor amarela.
 
#Para cego ver. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens. Imagem 1: fotografia panorâmica mostrando o palco do auditório com o palestrante. Em primeiro plano servidoras e servidores assistem à apresentação. Imagem 2: fotografia registrando em destaque o palestrante no palco.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Exposição permanente resgata a história dos Juizados Especiais em Mato Grosso

Documentos, fotografias, equipamentos, publicações institucionais, telefones antigos e até togas de magistrados passaram a integrar um espaço dedicado à preservação da memória dos Juizados Especiais de Mato Grosso. A exposição permanente foi inaugurada segunda-feira (15 de junho), durante a abertura da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

A iniciativa preserva parte da trajetória dos Juizados Especiais desde sua implantação no Estado, em 1994, reunindo registros que ajudam a contar a evolução de um sistema criado para ampliar o acesso da população à Justiça e que, ao longo de mais de três décadas, se consolidou como uma das principais portas de entrada do Poder Judiciário.

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, que atuou por cerca de 17 anos no Juizado Volante Ambiental (Juvam) em Cuiabá, relembrou os desafios enfrentados na implantação dos Juizados Especiais e a dedicação de magistrados e servidores que ajudaram a consolidar o sistema.

“Os Juizados Especiais nasceram de muitos desafios, mas cresceram pela dedicação e pela visão de pessoas que acreditaram nesse modelo de Justiça. Ver essa história preservada é uma forma de reconhecer todos que contribuíram para transformar os Juizados em uma realidade consolidada e acessível à população”, afirmou o presidente.

O corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, parabenizou o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, pela ideia de criar a exposição permanente e inaugurar o espaço durante a III Semana Nacional dos Juizados Especiais, com o intuito de preservar a trajetória institucional dos Juizados Especiais e aproximar essa história das novas gerações.

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O desembargador Sebastião de Arruda Almeida pontuou que a exposição preserva a memória institucional dos Juizados e permite que a sociedade conheça a evolução de um serviço voltado à solução rápida de conflitos e à ampliação do acesso à Justiça.

“Os Juizados Especiais transformaram a forma de prestar Justiça em Mato Grosso. Esta exposição resgata essa trajetória, valoriza as pessoas que ajudaram a construí-la e permite que a sociedade conheça a evolução de um serviço que, há mais de 30 anos, aproxima o Poder Judiciário do cidadão”, afirmou.

Acervo preservado ao longo de três décadas

Grande parte do material exposto foi preservada pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos pioneiros dos Juizados Especiais em Mato Grosso. Durante a solenidade, ele contou que a criação de um espaço dedicado à memória dos Juizados era um projeto antigo e que se tornou possível graças à conservação de documentos, fotografias e objetos reunidos ao longo de sua trajetória.

“Esse era um sonho que eu tinha há muitos anos. Guardei materiais desde o início dos Juizados Especiais, em 1994, e hoje eles ajudam a preservar essa história. Ver esse espaço pronto é motivo de alegria, porque mostra o quanto os Juizados cresceram e a importância que conquistaram ao longo do tempo”, declarou.

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Para a juíza Valdeci Moraes Siqueira, dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, a exposição também cumpre o papel de apresentar às novas gerações a realidade enfrentada pelos pioneiros na implantação do sistema.

“Temos aqui materiais como revistas, fotografias, equipamentos e documentos que mostram como os Juizados foram construídos. É uma forma de preservar essa memória e valorizar o trabalho de todos que se dedicaram à história”, afirmou.

Segundo a magistrada, a exposição reúne apenas parte do acervo disponível e deverá receber novos itens ao longo do tempo. Ela destacou a colaboração de diversas pessoas na construção do espaço, entre elas a servidora e integrante da Comissão de Gestão de Memória do TJMT, Rejane Pinheiro Andrade, que auxiliou na pesquisa, organização e preservação dos materiais históricos que compõem o acervo.

Aberta ao público, a exposição permanente pode ser visitada por qualquer pessoa que passe pelo Complexo dos Juizados Especiais. O espaço convida magistrados, servidores, advogados, estudantes e cidadãos a conhecer a história de um sistema que transformou o acesso à Justiça em Mato Grosso e continua presente na vida de milhares de pessoas.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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