TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Ribeirinho Cidadão leva atividades educativas e promove cidadania em comunidades atendidas
Além de levar serviços essenciais, o Ribeirinho Cidadão 2026 tem investido em ações educativas que deixam marcas duradouras nas comunidades atendidas. Em meio aos atendimentos, crianças, jovens e adultos participam de atividades que estimulam a consciência no trânsito e o respeito ao meio ambiente, ampliando o alcance da cidadania para além da regularização de documentos.
A educação para o trânsito é uma das frentes que chamam a atenção durante a expedição. Analista de serviços de trânsito do Detran-MT, Zoraide Benevides explica que o trabalho é desenvolvido de forma acessível e interativa, especialmente com o público infantil. “Trabalhamos de forma lúdica, principalmente com as crianças, para que elas internalizem boas condutas de segurança”, destacou.
Durante as atividades, são abordados temas do cotidiano, como o comportamento seguro enquanto pedestre, ciclista e passageiro. Já com adolescentes e adultos, a abordagem inclui orientações sobre direção irregular e suas consequências, além de cuidados gerais no trânsito.
Acesse as fotos no Flickr do TJMT
Mesmo em locais sem estrutura adequada, como ausência de faixa de pedestre, a orientação é clara. “A gente ensina que a faixa pode estar na nossa cabeça. O importante é ter cuidado nos cruzamentos, mesmo quando não há sinalização”, explicou.
As ações incluem ainda simulações de travessia, uso de óculos que reproduzem os efeitos da embriaguez e distribuição de materiais educativos. Segundo Zoraide, o objetivo vai além do trânsito. “Não é formar futuros condutores, mas cidadãos conscientes. A gente prepara a criança para todos os espaços. O trânsito é só mais um deles”, afirmou.
Educação ambiental
A conscientização também se estende à preservação ambiental. O sargento R. Rodrigues, da Polícia Ambiental de Tangará da Serra, ressalta que a proposta é aproximar a população da natureza por meio da informação. “Estamos trazendo conscientização e educação ambiental, principalmente para as crianças, mas também para os adultos”, disse.
Para tornar o aprendizado mais concreto, a equipe utiliza recursos como animais taxidermizados (encontrados mortos e preservados para fins educativos), além da apresentação de serpentes vivas. “É uma forma de ensinar que todo animal merece respeito, inclusive as serpentes”, destacou o sargento.
A iniciativa também abre espaço para orientação direta à população. “É um momento importante para esclarecer dúvidas e orientar sobre como agir ao se deparar com animais, contribuindo tanto para a segurança das pessoas, quanto para a preservação ambiental”, completou.
Leia mais:
Juvam leva conscientização ecológica e cidadania às crianças na Expedição Ribeirinho Cidadão
Curatela assegurada durante ação do Ribeirinho Cidadão garante proteção e cidadania para família
União formalizada leva emoção e cidadania a casais atendidos pelo Ribeirinho Cidadão
Ribeirinho Cidadão garante acesso à Justiça e orientações gratuitas para regularização de imóvel
Crianças aprendem sobre bullying, cultura de paz e adoção no Ribeirinho Cidadão
Soluções rápidas do Ribeirinho Cidadão transformam vidas em Vale de São Domingos
Atendimento no Ribeirinho Cidadão devolve esperança a moradora sem aposentadoria há nove anos
Divórcio após quase 30 anos de separação é formalizado pelo Ribeirinho Cidadão em Cáceres
Justiça Restaurativa leva diálogo e cultura de paz a crianças durante o Ribeirinho Cidadão
Ribeirinho Cidadão chega a Vale de São Domingos neste domingo (15)
Comissão Judiciária de Adoção orienta profissionais da rede de proteção durante Ribeirinho Cidadão
Autoridades destacam Ribeirinho Cidadão como ação de inclusão e oportunidades
Acesso a documentos realiza sonhos e devolve cidadania a moradores atendidos pelo Ribeirinho Cidadão
Autor: Roberta Penha/Luiz Vieira
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.
Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.
Já estava escrito
“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.
Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.
“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.
A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.
Legado construído com exemplo
Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.
Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.
Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.
Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.
Apoio incondicional
Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.
Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.
Adoção
Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.
Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.
Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.
Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.
-
MATO GROSSO5 dias atrásWania Dantas, ex-presidente do CRO-MT, entra no radar para vice de Wellington Fagundes
-
POLÍTICA MT5 dias atrásALMT amplia mobilização para doação de sangue e chama servidores e comunidade para ajudar a reforçar estoques
-
POLÍTICA MT5 dias atrásVirginia Mendes reage a operação, defende Francisco Lopes e questiona exposição de familiares
-
POLÍTICA MT6 dias atrásO homem por trás da barba: agro, convicções e superação marcam trajetória de Nelson Barbudo
-
POLÍTICA MT3 dias atrásWellington não esconde mágoa de prefeito após deixar PL e apoiar Pivetta – veja o video
-
POLÍTICA MT6 dias atrásApós Operação, Pivetta mantém Fábio Garcia como vice e sai em defesa de Mauro Mendes
-
POLÍTICA MT3 dias atrásPivetta sobe o tom contra adversários e questiona trajetória de Natasha e Wellington – veja o video
-
POLÍTICA MT4 dias atrásVantagem de Wellington sobre Pivetta despenca de 26 para 8 pontos


