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Projetos do TJMT são finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026

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Duas produções do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) são finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ): o projeto Entenda a Sua Audiência, que concorre na categoria “Iniciativa de IA”, e uma produção jornalística da Rádio do TJMT, o podcast Órfãos do Feminicídio, na categoria “Podcast e Rádio”. A premiação reconhece iniciativas que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.

Os dois projetos foram escolhidos entre 421 trabalhos inscritos, de 75 instituições de 24 estados. Os vencedores serão conhecidos durante o XX Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação do Sistema de Justiça (Conbrascom). O evento será realizado entre os dias 29 e 31 de julho em João Pessoa (PB) e reunirá profissionais de comunicação de instituições do sistema de justiça de todo o país.

Com o tema “O poder da comunicação na reputação da Justiça”, o Conbrascom 2026 propõe refletir sobre como a comunicação institucional contribui para fortalecer a relação entre as instituições e a sociedade.

Inovação e Inteligência Artificial no atendimento ao cidadão

O projeto “Entenda a Sua Audiência” nasceu com o propósito de aproximar a Justiça do cidadão comum. Produzido em conjunto pelo Laboratório de Inovação (InovaJusMT) e pela Coordenadoria de Comunicação, a iniciativa utiliza recursos tecnológicos e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão.

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O foco é orientar a população sobre o funcionamento das sessões jurídicas e os comportamentos esperados em três frentes essenciais: as Audiências Cíveis e Criminais, com explicação didática sobre depoimentos e trâmites de instrução; as Sessões de Conciliação, como incentivo ao diálogo e resolução pacífica de conflitos de forma autônoma; e as Audiências Virtuais, com instruções práticas por meio do Guia sobre Audiência Online, permitindo que o cidadão participe de atos jurídicos sem barreiras geográficas.

A aplicação de IA e o foco em linguagem simples e acessibilidade alinham-se perfeitamente aos novos critérios rigorosos de avaliação dos jurados estabelecidos para a edição de 2026. O material audiovisual completo pode ser consultado diretamente na playlist “Entenda a Sua Audiência” no Canal Oficial do TJMT no YouTube

Rádio do TJMT dá voz a órfãos do feminicídio

Outro projeto de impacto social que garantiu vaga na final do prêmio é o podcast “Órfãos do Feminicídio”, idealizado e produzido pela equipe da Rádio do TJMT. Trata-se de uma série especial de três entrevistas com Lili de Grammont para a Rádio TJMT. Filha da atriz Eliane de Grammont e do cantor Lindomar Castilho, e órfã de mãe desde os dois anos de idade, Lili compartilhou sua trajetória de superação, memória e ativismo em defesa das vítimas de violência contra a mulher e de seus filhos.

A pauta surgiu durante o II Encontro das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, promovido pelo TJMT, e foi dividida em três episódios para abordar, de forma aprofundada, sua história pessoal, o processo de reconstrução da vida e a mobilização social em apoio aos órfãos do feminicídio.

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O conteúdo foi distribuído para 72 emissoras parceiras da Rádio TJMT em Mato Grosso e disponibilizado em plataformas de streaming, ampliando o alcance da mensagem de conscientização e prevenção da violência contra a mulher.

Os episódios podem ser acessados pelo canal oficial do TJMT no aplicativo de áudio Spotify.

Prosa Legal Ep01: Quando a Dor Vira Arte: A História de Lili de Grammont

Prosa Legal Ep02: Quando há Esperança

Prosa Legal Ep03: Lili de Grammont

Sobre o Conbrascom 2026

O Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação do Sistema de Justiça (Conbrascom) debate este ano o tema “O poder da comunicação na reputação da justiça”. Promovido pelo FNCJ, o evento reúne profissionais de Tribunais, Ministérios Públicos e Defensoria Pública para compartilhar boas práticas de transparência institucional. Ter dois projetos finalistas chancela o compromisso do TJMT em unir a inovação tecnológica da inteligência artificial ao jornalismo humanizado e de utilidade pública.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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