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Projeto Nosso Judiciário: estudantes de Direito de faculdade de Cuiabá conhecem o TJMT

Aproximadamente 40 acadêmicos de Direito da Universidade Unic Beira Rio, foram recebidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) por meio do Projeto ‘Nosso Judiciário’. A visita pelo Poder Judiciário possibilitou aos alunos o acompanhamento de uma sessão da 2ª Câmara de Direito Público e Coletiva presidida pelo Desembargador Mário Kono, que conversou com os alunos, além da desembargadora Anglizey Solivan que também estava presente na sessão.
 
Após assistir à sessão, os acadêmicos fizeram uma visita ao Espaço Memória para conhecer um pouco da história do Tribunal de Justiça em Mato Grosso onde foram recepcionados pela analista judiciária e diretora do Dejaux que explicou como funciona o Poder Judiciário. Eles também tiveram um bate-papo com muitas experiências contadas pelo juiz auxiliar da vice-presidência e titular da 4ª Vara de Fazenda Pública de Cuiabá, Paulo Márcio de Carvalho.
 
“Mais uma vez, tenho essa satisfação de ser convidado pela presidente desembargadora Clarice Claudino para essa conversa franca e plena com esses acadêmicos de Direito. É uma oportunidade de passar para eles as vicissitudes, os perrengues e também a satisfação pessoal e a alegria que é ser magistrado do Estado de Mato Grosso. Não é simples, mas é muito prazerosa, é gratificante essa função jurisdicional de julgar de forma transparente, de forma pura e honesta“, destacou o magistrado.
 
Foi a primeira vez que o acadêmico de Direito do 10º semestre, José Marcos, participou do Programa Nosso Judiciário e teve a oportunidade de conhecer a sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e segundo ele, a visita foi uma grande oportunidade para agregar conhecimento.
 
“Foi um momento de grande conhecimento, de conhecer a história do Tribunal de Justiça, acompanhar julgamentos e ver na prática toda essa metodologia que a gente ouve muito na teoria. Eu só tenho a agradecer ao Tribunal de Justiça por abrir as portas para nós acadêmicos, também agradecer a Unic por nos dar essa oportunidade, de agregar conhecimento e assim nós vamos ser bons profissionais”, disse o acadêmico.
 
Ainda no Espaço Memória, os acadêmicos foram presenteados com um glossário jurídico produzido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, uma agenda e garrafinha personalizada do TJMT.
 
O professor do curso de Direito que acompanhou a turma, Bruno Camelo, destacou a relevância do projeto ‘Nosso Judiciário’ que muda o olhar dos alunos. “Na minha visão, o projeto é muito importante porque toda vez que eu trago os alunos, é uma experiência nova. É um processo novo, é uma sustentação oral diferente e o aluno sai daqui encantado. Porque no dia a dia, principalmente dentro da faculdade, ele está acostumado a vivenciar com advogados e professores de outros setores. Então, aqui ele tem essa experiência mais rica, mais vívida. E ver tudo isso traz para o aluno um sentimento bom, de que ele escolheu o curso certo, que está no caminho certo”, enfatizou.
 
Nosso Judiciário – Criado em agosto de 2015, essa iniciativa do TJMT visa aproximar o Poder Judiciário não só dos estudantes do curso de Direito, mas também dos estudantes do Ensino Médio e jovens advogados das subseções OAB seccional Mato Grosso. Os acadêmicos de Direito vêm até a sede do TJMT, enquanto os alunos de Ensino Médio recebem a visita do TJMT em suas escolas.
 
Em visitas guiadas eles têm a oportunidade de conhecer as instalações do TJMT, além de assistirem sessões de julgamentos e são recepcionados por magistrados no Espaço Memória, onde podem bater um papo sobre a profissão, sobre a magistratura e outras curiosidades do funcionamento da Justiça. O projeto é conduzido pelo técnico judiciário Neif Feguri.
 
Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou solicitar a visita da equipe do TJMT nas escolas, públicas ou privadas, é preciso entrar em contato pelos números (65) 3617-3032/3516.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Todas são fotos horizontais de registro dos alunos do curso de Direito da Unic Beira Rio, juntamente com o juiz auxiliar da vice-presidência e titular da 4ª Vara de Fazenda Pública de Cuiabá, Paulo Márcio de Carvalho. Eles estão no Espaço Memória da sede do TJMT e estão todos em pé posando para a foto.
 
Texto e fotos: Luana Daubian
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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