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Programa Super Star_gio de capacitação dos estagiários de Direito encerra atividades de 2023

O programa Super Star_gio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), atuante no processo de ensino teórico e prático dos estagiários de Direito encerrou, nesta quinta-feira (14 dezembro), as atividades da temporada 2023, com uma programação especial para os 45 integrantes que participaram de gincana de conhecimento e receberam medalhas e troféu. 
 
No programa, desenvolvido pela Coordenadoria Judiciária, o estudante de Direito finaliza o estágio de dois anos conhecendo as atividades dos 19 departamentos da área jurídica e acompanham todas as fases dos processos que tramitam no Judiciário mato-grossense, a atuação dos desembargadores e advogados nas sessões de julgamento. Além disso, para os estagiários que obtiverem 80% de participação no programa, terão a oportunidade de aprender a minutar ementas, relatório e votos. Além disso, participam de reuniões semanais de capacitação, com duração de uma hora, e acompanham de forma presencial e/ou por videoconferência sessões de julgamento cíveis e criminais com foco nas sustentações orais, como observação das melhores técnicas em oralidade.
 
Na programação, a coordenadora judiciária, Rose Pincerato, junto com a assessora Luisa Maria, apresentaram aos estagiários os diversos perfis profissionais (pessoas que fazem coisas rápidas sem pensar muito, outros que executam suas atividades com calma e pensam bastante antes de qualquer decisão, os super criativos e outros tipos). Todos com base nos animais, como: tubarão, gato, águia e lobo, associados à performance humana durante sua atuação no cotidiano.
 
Para promover mais interação foi realizada uma dinâmica entre os estagiários para testar o conhecimento, o Super_Star Game. Os participantes foram divididos em duas equipes: Ursa Maior e Andrômeda. Um representante de cada equipe subiu ao palco para responder um total de 20 perguntas sobre variados assuntos do mundo jurídico relacionados ao TJMT e vivenciadas pelos acadêmicos durante a atuação diária. Nesta dinâmica, com (7) acertos, ganhou a equipe Andrômeda que levou medalha de ouro. A equipe Ursa Maior, com (2) acertos, ficou com a medalha de prata.  
 
A oferta dessas experiências de conhecimento aos futuros operadores do direito foi classificada como “muito positiva, superou as expectativas em termo de conhecimento, todos eles estão muito mais integrados ao trabalho de cada departamento, são diferentes áreas que oferece uma visão ampla do que é Poder Judiciário”, destacou a coordenadora do projeto Rose Pincerato. 
 
No encerramento, a estagiária Jennifer Estefany recebeu o certificado de reconhecimento por assiduidade, ela compareceu aos 21 encontros do Super Star_gio. Na categoria destaque do ano 2023, ganhou a estagiária Isadora Sampaio, que recebeu um troféu de premiação. Ela foi a “acumuladora de canecas mais assídua” do programa. 
 
“Agora a gente troca mais experiências com os estagiários de outros setores, conhecemos mais a estrutura do Poder Judiciário. Toda essa experiência que vivemos aqui não existe dentro da Universidade, lá outra realidade, temos mais matérias teóricas. Aqui estamos conhecendo mais sobre os principais setores do TJMT e conseguimos anexar, fazer uma ligação do conhecimento junto com essa prática do judiciário, tudo isso oportunizado pelo Super Star_gio”, declarou a estagiária Isadora. 
  
O encerramento do encontro foi marcado por um bate-papo sobre parte da história profissional dos quase 30 anos de carreira da diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula. Ela compartilhou e relembrou alguns importantes momentos da sua trajetória e a evolução do sistema de justiça. 
 
“Área judiciária foi onde eu comecei a minha vida aqui no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no dia 13 de março de 1995. Ano que vem, vou completar 29 anos de carreira, foi muito aprendizado… Olhando no rostinho de cada um de vocês passa um filme na minha cabeça, eu comecei assim, quando cheguei aqui no Tribunal eu estava no primeiro ano de faculdade, era tudo muito grandioso. Tenha certeza que vocês estão construindo uma bela trajetória. Este conhecimento nos leva a conquistar os nossos objetivos, eu sempre acreditei que o conhecimento é o maior patrimônio que podemos ter, pois ninguém pode tirar da gente. Desejo que cada um tenha uma jornada brilhante, uma caminhada de sucesso e que todo aprendizado obtido aqui sirva de base para o caminho que vocês vão trilhar. Parabéns aos envolvidos neste projeto”, finalizou a diretora-geral.  
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Mostra o grupo de 45 estagiários e gestores do Tribunal de Justiça. Eles estão no palco, em pé, posando para foto oficial. Segunda imagem: Mostra a coordenadora judiciária, Rose Pincerato, junto com a assessora Luisa Maria. Elas estão em pé no palco realizando uma apresentação. Rose é uma mulher alta, branca, cabelos loiros, usa camisa branca e calça vermelha. Maria Luiza é uma mulher branca, de altura baixa, cabelos pretos, pele branca, usa óculos e está vestida de calça jeans azul, camisa vermelha e blazer branco. Terceira imagem: Mostra a coordenadora judiciária, Rose Pincerato, a estagiária Isadora Sampaio e a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula. A Isadora é uma jovem de baixa, de cabelos longos pretos. Ela está usando calça e blusa preta, segurando um troféu nas mãos. A diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, é uma mulher branca, de cabelos loiros, que está usando um vestido azul, realizando a entrega do troféu.
 
Carlos Celestino / Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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