TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Presidente recebe acadêmicos de Sorriso na abertura das visitas do projeto Nosso Judiciário

A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, recebeu nessa segunda-feira (03 de abril), uma turma de 40 alunos do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Sorriso (420km ao norte de Cuiabá). A agenda marca a abertura do calendário 2023 de visitas à sede do Poder Judiciário.
 
A iniciativa faz parte das atividades desenvolvidas pelo projeto Nosso Judiciário, que há 10 anos busca, na recepção de acadêmicos, a oportunidade de ampliar o convívio e a aproximação entre a sociedade e o Judiciário estadual. O projeto é conduzido pelo técnico judiciário Neif Feguri e já recebeu mais de 9 mil acadêmicos de Direito de 17 municípios.
 
Durante a visita, alunos do 2º ao 10º semestre tiveram a chance de percorrer as dependências do Tribunal de Justiça e conhecer os espaços onde são deliberadas as decisões que impactam a vida do cidadão.
 
No Espaço Memória, a desembargadora Clarice Claudino recepcionou os estudantes e destacou o gesto dos alunos em conhecer e reconhecer a trajetória valorosa dos magistrados que antecederam a atualidade.
 
“Parabenizo a disposição do grupo, que se deslocou de Sorriso, para conhecer as origens do Poder Judiciário. Reconhecer o valor daqueles que vieram primeiro é sinal de humildade e respeito. Quando nós reconhecemos e nos conectamos com os nossos antepassados, nossa força aumenta. Tenho certeza de que aqueles que se lançam no ramo do direito, nutrem em seu intimo propósitos valorosos, e ao acessar os nossos antepassados, talvez possam sair daqui ainda mais inspirados. Os desafios são grandes, mas não me esmorecem, exatamente porque amo o que faço. Desejo sucesso aos nossos futuros profissionais”.
 
A presidente também realizou a entrega de exemplares do Glossário Jurídico – TJ Responde aos alunos. A edição reúne definições simplificadas de conceitos jurídicos, tornando a linguagem mais simples e acessível à população.
 
“Estou impactada com as informações que recebi aqui. Não tinha conhecimento da história da desembargadora Shelma Lombardi, a primeira mulher a acessar o Judiciário de Mato Grosso. Também não sabia da possibilidade de um advogado ascender ao desembargo por meio do Quinto Constitucional”, contou a aluna Daiane Tiburski, do 10º semestre.
 
A visita ao Tribunal de Justiça também foi uma experiência inédita para a professora de Direito do Trabalho da Faculdade Anhanguera, Juliane Julião. “A oportunidade de aproximar os alunos do ambiente que passará a fazer parte do seu convívio pode definir aqui o futuro de muitos deles. O projeto Nosso Judiciário, para nós que estamos na ponta, vai muito além daquilo que foi pensado. Muitas vezes achamos que o acadêmico está inserido no ambiente jurídico, mas não está. A gente só sabe daquilo que experimenta, e hoje aqui, eles experimentaram a possibilidade daquilo que eles poderão ser no futuro”, comemorou.
 
Já Yvens de Sousa Gonçalves, aluno do 2º semestre, afirmou que a visita deu a oportunidade de conhecer a composição do Judiciário, seu funcionamento e as atribuições de cada desembargador. “O conhecimento que obtivemos vai ser fundamental para definir o caminho que vamos percorrer no futuro”.
 
Os estudantes também acompanharam parte da sessão da 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo, presidida pelo desembargador Marcio Vidal. Na oportunidade, a desembargadora Maria Erotides Kneip fez questão de saudar os alunos e reforçar a importância da prática no aprendizado do direito. “O direito a gente aprende fazendo, lendo e escrevendo. Nada substitui o exercício constante”, frisou. Na mesma linha, o desembargador Marcio Vidal acrescentou, “o exercício é a melhor maneira de aprendizado. Temos na teoria o arcabouço necessário, mas o aluno ao se dedicar, precisa ter a minúcia de verificar na realidade o aprendizado trazido pela teoria”, defendeu.
 
A composição das Câmaras e Turmas do Tribunal de Justiça foi apresentada pela diretora da 1ª Câmara de Direito Privado, Michele Campos Assaoka Lustosa.
 
As inovações implementadas pelo Poder Judiciário para o atendimento eficiente da população também foram destacadas pela diretora, que apontou os desafios enfrentados, por exemplo, para a digitalização de 100% dos processos judiciais até a implantação do Processo Judiciário Eletrônico (PJE) em 100% das unidades judiciárias do Estado, entre outros mecanismos adotados para o atendimento da população.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto em plano aberto da recepção do TJ. Os alunos estão reunidos, em pé, em frente a galeria de presidentes do Judiciário e ouvem Neif Feguri. Segunda imagem: Desembargadora Clarice no Espaço Memória, de frente para os alunos conversando sobre o Judiciário. Terceira Imagem. Aluno Yvens de Sousa concede entrevista para TV.Jus. Ele usa óculos de grau e camisa em toma rosa. Quarta imagem: Plenário onde ocorre a sessão de uma das Câmaras.
 
Naiara Martins / Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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