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Presidente Clarice Claudino apresenta Projeto ‘Servidores da Paz’ no Fórum de Cuiabá

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O processo de expansão das práticas da Justiça Restaurativa conduzido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso é um processo vivencial e começa dentro de casa. É pensando assim, que a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, abriu nesta quinta-feira (4 de abril), na sede do Fórum da Comarca de Cuiabá, o evento de sensibilização sobre “A Justiça Restaurativa na Ambiência Laboral” e a apresentação dos Círculos de Construção de Paz para magistrados e servidores.
 
A ação faz parte do rol de atividades desenvolvidas pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), com o objetivo não só de ampliar o conhecimento sobre a prática que se tornou mundialmente conhecida pela capacidade de curar relações e prevenir conflitos, como também de dar seguimento ao Projeto ‘Servidores da Paz’, lançado em junho do ano passado, com a meta de fortalecer as relações de trabalho.
 
Para a presidente Clarice Claudino, somente quando nos aproximamos de nós mesmos e reconhecemos nossas dores e fragilidades, é que nos tornamos capazes de nos aproximar do outro, e é nesse momento que o processo de cura acontece.
 
“Nossa proposta aqui é trazer esse momento de reflexão e aprendizado, que nos é oportunizado pela experiência da Justiça Restaurativa. E quando nós falamos em relacionamentos, também é preciso pensar sobre como estou me relacionando comigo mesmo, eu me conheço o suficiente? Consigo identificar porque têm dias que amanheço tão acelerada, ou angustiada ou nem paro para pensar sobre o que está acontecendo, sobre o que está motivando aquele comportamento? Nós seres humanos, somos relacionais e não há como negar a influência que as relações exercem nas nossas vidas, e que, na maioria das vezes, não temos a oportunidade de refletir e principalmente, avaliar de maneira qualificada, os ambientes que nos cercam. E o servidor da paz vem exatamente para abrir esses espaços de reflexão e propósito dentro dos nossos ambientes de convivência, não apenas no trabalho”, refletiu a desembargadora Clarice Claudino.
 
Estudiosa das relações humanas e dedicada à pacificação social, a desembargadora Clarice Claudino carrega o mérito de ter sido a primeira mediadora oficial registrada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso em 8 de março de 2015, sendo também facilitadora de Círculos de Construção de Paz.
 
Para a assessora especial da presidência do Tribunal de Justiça para Assuntos da Justiça Restaurativa, Katiane Boschetti da Silveira, que realizou a palestra “Servidores da Paz no Poder Judiciário de Mato Grosso: Princípios e Valores Restaurativos no Cotidiano Profissional”, a Justiça Restaurativa é uma forma de reencontro do ser humano com a sua humanidade.
 
“Nós somos seres relacionais, e na maioria das vezes, nossas atitudes são reflexo daquilo que vivemos. As nossas lembranças estão diretamente ligadas às nossas emoções, são reflexos dos contextos e das experiências que atravessamos ao longo da vida, e que nos marcaram positiva ou negativamente. E dentro do ambiente de trabalho, a proposta dos servidores da paz é exatamente a de cuidar dos nossos servidores, é fazer com que eles se conheçam, se sintam valorizados e pertencentes à uma comunidade, que é o nosso espaço de trabalho. Nós passamos a maior parte da nossa vida com pessoas do trabalho do que de fato com as nossas famílias, e fazer desse espaço laboral o mais saudável possível, certamente é um grande investimento dessa gestão. E que o fórum de Cuiabá possa inspirar os demais fóruns, o estado de Mato Grosso, e até mesmo outros estados do país, a utilizar de fato os valores e os princípios da Justiça Restaurativa na ambiência laboral”, definiu Katiane.
 
 
“O evento é um convite aos magistrados, servidores e colaboradores do fórum da comarca de Cuiabá, para que eles participem da vivência dos círculos de construção de paz. A ideia é que eles conheçam e colaborem na expansão da ferramenta, onde a nossa meta é que todos os nossos servidores sejam alcançados por essa ferramenta de transformação social, emocional e profissional”, explicou Ana Maria Rosa Locatelli, gestora administrativa e uma das líderes do Projeto ‘Servidores da Paz’ no Fórum de Cuiabá,
 
Nesta sexta-feira (5 de abril), a partir das 8h30, na sede do fórum, serão realizados círculos de construção de paz, com a participação de magistrados e servidores, como parte da agenda de sensibilização para a prática. O fórum de Cuiabá possui 95 magistrados, 67 gestores judiciais e quase 2 mil servidores.
 
O objetivo da prática é auxiliar na promoção do bem-estar e da saúde emocional, proporcionando um espaço seguro e acolhedor para os participantes compartilharem suas experiências, desafios e emoções. A prática auxilia na redução do estresse, na melhoria do clima organizacional e na promoção da saúde emocional.
 
Também participaram da agenda, o juiz-auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça e coordenador do NugJur, Túlio Dualibi, a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, a juíza-diretora do Fórum de Cuiabá, Edleuza Zorgetti, as juízas Ana Cristina Silva Mendes, Olinda de Quadros Altomare, Adair Julieta da Silva, Adriana Sant Anna Coningham e o juiz Sérgio Valério, entre gestores, servidores, colaboradores, estagiários e convidados.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto colorida na horizontal mostra o palco. A presidente Clarice Claudino da Silva ocupa a poltrona na cor preta à direita do palco e fala ao microfone. À sua esquerda, a assessora especial Katiane Boschetti. preta. Segunda imagem:  assessora Katiane Boschetti faz uso da fala no alto do palco, senta à poltrona. Terceira imagem: fotografia colorida mostrando o público.
 
Naiara Martins/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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