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Polícia Civil conversa com novos juízes e apresenta ações realizadas em parceria entre Instituições

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Membros da Polícia Judiciária Civil (PJC) visitaram os juízes substitutos que se preparam para assumir comarcas no interior do Estado neste mês de maio. O delegado metropolitano de Cuiabá, Wagner Bassi, juntamente com o coordenador de tecnologia da Polícia, Fábio Ferreira, falaram sobre a importância do relacionamento entre as instituições e também sobre as parcerias que já existem a fim de ofertar cada vez mais serviços eficientes à população do Estado.
 
Dentre os produtos apresentados está o Botão do Pânico e o aplicativo SOS Mulher. Essas ferramentas estão disponíveis em quatro cidades Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Cáceres, locais onde a Polícia Militar consegue dar atendimento 24 horas.
 
“No site, a mulher vítima de violência pode adicionar vídeo e áudio do ocorrido. Ali ela também pede medida protetiva, que cai direto para o magistrado, na tela do programa utilizado pelo Judiciário, o Processo Judicial Eletrônico (PJe). Com o aplicativo, a mulher que corre perigo consegue mostrar para o PM que ela está protegida do agressor”, explicou Fábio Ferreira. Segundo o técnico, desde o início da parceria, já foram deferidas 3.300 medidas protetivas com acesso ao botão do pânico e 178 acionamentos. “Somente em abril tivemos 30 acionamentos, ou seja, possíveis vítimas de feminicídio que foram salvas.”
 
Vagner Bassi complementou informando que “o botão do pânico foi integralmente desenvolvido pela Polícia Civil de Mato Grosso, é um dos melhores do país, extremamente eficiente e está concorrendo ao prêmio Innovare. Ele funciona com muita celeridade e, desde que é acionado, em 24h, o pedido já está com o juiz.”
 
Ele apontou ainda que o papel dos juízes no interior do Estado é extremamente importante para o desenvolvimento de bons trabalhos de ambas as instituições ainda que a Polícia Civil sempre busca ter essa proximidade com os magistrados. “O juiz, que está próximo da sociedade, é quem acompanha o crescimento ou diminuição da criminalidade local e quem saberá a importância das decisões a serem tomadas. É importante ressaltar que somos um braço parceiro.”
 
Os dois técnicos foram apresentados pelo juiz Moacir Tortato que, na ocasião, afirmou a necessidade de as instituições trabalhar em conjunto. “Temos que entender que cada um de nós desempenha um papel dentro do sistema de Justiça. Pela minha experiência, temos que presar sempre pelo relacionamento, cada um na sua função, mas sempre com atendimento igualitário às instituições.”
 
A PJC trouxe também informações de outros sistemas como o Geia e o Inquérito, que está 100% virtual e integrado ao PJe. Atualmente a PJC tem 13 ferramentas em pleno funcionamento, além de outras 60 em desenvolvimento. A visita foi realizada no dia 28 de abril, pela manhã, durante a aula do Curso Oficial de Formação Inicial.
 
 
 
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Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição das imagens: Foto1 – imagem retangular colorida. Professor vestido de terno preto e camisa branca fala com alunos, sentados em frente a ele. Ao fundo membros da PJC, servidores da Esmagis e da Coordenadoria de Tecnologia da Informação.
 
 
Keila Maressa/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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