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Moradores de Brasnorte podem participar do Mutirão Pai Presente 2026

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Grupo de pessoas sorri alinhado nas escadas da entrada de um prédio. Todas vestem camisetas brancas padronizadas com a estampa da campanha Moradores de Brasnorte (572km de Cuiabá) que desejam fazer o reconhecimento voluntário de paternidade ou realizar exame de DNA podem participar do Mutirão Pai Presente 2026. Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, a iniciativa é gratuita e segue até o próximo sábado (8), no Fórum da Comarca do município.

Iniciada na segunda-feira (3), a ação já contabiliza oito reconhecimentos voluntários de paternidade e quatro exames de DNA realizados. O Mutirão Pai Presente tem o objetivo de garantir o direito à filiação, fortalecer vínculos familiares e ampliar o acesso à cidadania.

“O Pai Presente é uma iniciativa que transforma vidas ao garantir um direito fundamental e fortalecer os vínculos familiares. O mutirão oferece um atendimento acessível, acolhedor e gratuito, permitindo que mais pessoas regularizem sua situação”, explica o juiz substituto e diretor do Foro, Israel Tibes Wense de Almeida Gomes.

Os interessados em participar da ação podem comparecer ao Fórum de Brasnorte ou entrar em contato pelo WhatsApp (65) 99343-1931. O Mutirão Pai Presente é desenvolvido por meio da Corregedoria-Geral da Justiça e do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec).

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A ação facilita a regularização do registro civil de crianças, adolescentes e adultos, assegurando que pessoas sem o nome do pai na certidão de nascimento possam exercer esse direito. Todas as etapas do atendimento são realizadas de forma humanizada, preservando o respeito às partes envolvidas.

O direito à paternidade é garantido pelo artigo 226 da Constituição Federal do Brasil. Nesse contexto, o Mutirão Pai Presente é desenvolvido como uma ferramenta de incentivo à paternidade responsável e consciente.

“Convidamos todas as pessoas que precisam desse serviço a procurarem o Fórum de Brasnorte. Nossa equipe está preparada para orientar e atuar em cada caso com respeito e atenção, para que ninguém deixe de exercer o direito ao reconhecimento da paternidade”, finaliza o juiz.

Bruno Vicente

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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