TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Magistrados são homenageados por trajetória na Escola Judiciária Eleitoral

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, os desembargadores aposentados Shelma Lombardi de Kato e Antônio Bittar Filho e o juiz Antônio Veloso Peleja Júnior foram homenageados com a “Medalha do Mérito Acadêmico Eleitoral Desembargadora e Professora Shelma Lombardi de Kato”, concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT) na manhã desta quinta-feira (18), durante sessão solene do Pleno daquela Corte de justiça, em celebração aos 20 anos da “Escola Judiciária Eleitoral (EJE/MT) Desembargador Palmyro Pimenta”. A sessão foi transmitida e pode ser conferida no canal do TRE/MT no YouTube.

As honrarias foram entregues pela presidente do TRE/MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, e pelo diretor da EJE/MT, juiz membro Welder Queiroz dos Santos. “É uma satisfação ser presidente do Tribunal Regional Eleitoral para comemorar 20 anos da EJE, que é uma escola que prepara o público interno e também o público externo com educação, com conhecimento, com tecnologia, porque o Tribunal Regional Eleitoral, nas suas funções sociais, precisa treinar mesários, pessoas que trabalham no dia da eleição. Então, estar neste lugar, comemorando 20 anos da EJE de forma institucional é maravilhoso”, disse a presidente.

Serly Marcondes destacou ainda que as pessoas homenageadas foram “escolhidas a dedo” por conta de sua trajetória no TRE e na Escola Judiciária Eleitoral e na construção de uma cultura em que a Justiça Eleitoral seja entendida como necessária. “Sem Justiça Eleitoral, não há democracia. Portanto, nós somos necessários”, asseverou.

Declarando-se profundamente emocionada e reconhecida, a desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato, que dá nome à honraria e também a recebeu na manhã desta quinta-feira (18), afirmou que “a homenagem não reflete nada pessoal, que se refira a mim, mas sim a um trabalho da Justiça Eleitoral, da qual eu era mera representante, com a preocupação de cumprir honradamente o meu dever. Assim eu me sinto. É como um presente para todos que colaboraram pelo êxito do trabalho”, disse.

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Desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato posa sorrindo para a foto, segurando a medalha do mérito acadêmico da Escola Judiciária Eleitoral, que leva seu nome. Ela é uma idosa, com traços orientais, cabelos lisos e brancos, usando blusa verde e uma faixa azul com a medalha.Primeira juíza eleitoral de Mato Grosso, Shelma Lombardi de Kato foi a primeira mulher a exercer a Presidência, a Vice-Presidência e a Corregedoria do TRE/MT, conduzindo com êxito o processo de recadastramento eleitoral no estado, em 1986. Atuou como professora na Universidade Federal de Mato Grosso e fundou a Associação Brasileira de Mulheres Juízas.

O desembargador aposentado do TJMT e ex-presidente do TRE/MT, Antônio Bittar Filho, afirmou ter ficado sem palavras para expressar seu sentimento em relação ao reconhecimento.

“Eu percebo que essa homenagem que me foi outorgada foi fruto de um coração benigno desta Corte porque, afinal, na época que eu estive aqui, que eu trabalhei com muito afinco, penso que realmente não fiz algo extraordinário para receber tamanha honraria. Mas é que os olhos de quem está em volta enxergam aqueles que trabalham no silêncio, que desenvolvem o seu ofício com amor”.

Quando presidente do TRE/MT, o desembargador aposentado Antônio Bittar Filho foi o responsável por implantar a Escola Judiciária Eleitoral. Também foi na gestão dele que a “Casa da Democracia” foi construída. “E democracia é o que nós sempre queremos e nunca vamos abrir mão dela. E estamos necessitando de uma democracia forte para que este país vá cada vez mais impulsionado para frente”, defendeu.

Ex-diretor da Escola Judiciária Eleitoral, o desembargador Lídio Modesto da Silva Filho ressaltou sua satisfação por ter participado da escola que, segundo ele, chegou a um estágio de excelência, “trazendo conhecimento, enriquecendo a capacidade técnica de servidores e de muitas outras pessoas, temos inúmeras obras publicadas, o que demonstra que o trabalho foi desenvolvido e vem sendo conduzido de forma correta por todos aqueles que estiveram à frente da Escola”, disse.

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20 anos de conhecimento no ramo do Direito Eleitoral

A Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE/MT) foi criada pela Resolução TRE/MT nº 500/2003 e instalada em 5 de abril de 2005, tendo iniciado suas atividades em 30 de novembro daquele ano. Ao longo do tempo, a EJE se consolidou ao cumprir sua missão de levar capacitação ao público interno da Justiça Eleitoral, mas atuando também na formação e no desenvolvimento do público externo, por meio de projetos em prol do exercício consciente da cidadania, como o programa Voto Consciente.

Foto que mostra o diretor da Escola Judiciária Eleitoral, Welder Queiroz; a desembargadora aposentada Shelma Lombardi de Kato e a presidente do TRE/MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, posando juntos para a foto e sorrindo, no Plenário do TRE. Os 20 anos de Escola Judiciária Eleitoral levaram o TRE/MT a instituir a medalha do mérito acadêmico eleitoral ‘Desembargadora e Professora Shelma Lombardi de Kato’, com o intuito de reconhecer personalidades que contribuíram de maneira relevante para os objetivos da escola.

Além da presidente Serly Marcondes e do juiz Welder Queiroz, participaram da solenidade os demais membros da Corte Eleitoral: o vice-presidente e corregedor regional eleitoral substituto, desembargador Lídio Modesto da Silva Filho; os juízes membros Luis Otávio Pereira Marques, Jean Garcia de Freitas Bezerra, Juliana Paixão, Pérsio Landim e Raphael Arantes, o procurador regional eleitoral Fabrízio Predebon, além de outras autoridades, servidores e familiares dos homenageados.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Justiça e Corpo de Bombeiros se unem pela pacificação social em Rondonópolis

Bombeiros de uniforme laranja perfilados em frente ao quartel

O Corpo de Bombeiros é reconhecido por salvar vidas e apagar incêndios que destroem o patrimônio físico, mas, nesta terça-feira (16), transformou-se em um espaço de diálogo voltado à cultura da paz social, direitos fundamentais e cooperação institucional.
Numa parceria inédita, o Poder Judiciário de Mato Grosso e o comando da unidade de bombeiros militares de Rondonópolis realizou um ciclo de palestras direcionado a todo o efetivo militar local e da região, com foco em duas ferramentas essenciais para a harmonia comunitária: a Autocomposição e a Justiça Restaurativa.
O encontro foi conduzido pelo juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, que expôs sobre duas políticas públicas judiciárias.
O objetivo central da iniciativa foi estreitar os laços entre as instituições e a sociedade civil, demonstrando como os métodos consensuais podem transformar a realidade local, mitigar a judicialização e promover a verdadeira reparação de danos.
Homem de terno preto dá entrevista a repórter de camisa verde, que segura um celular. Ao fundo, um bombeiro de uniforme laranja observa a cena em frente ao batalhão, sob céu nublado.Logo na abertura dos trabalhos, às 8h da manhã, o juiz Wanderlei Reis traçou um paralelo entre a nobre missão dos bombeiros e a atuação do Judiciário moderno. Para o magistrado, as duas instituições atuam, cada uma à sua maneira, na preservação da integridade e no restabelecimento da ordem.
“O que trazemos hoje, em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso, aos bombeiros militares é a proposta de agirmos juntos também como pacificadores, utilizando o diálogo e as práticas restaurativas para ‘apagar os incêndios’ sociais e relacionais antes que eles se transformem em tragédias ou em processos judiciais. A farda militar carrega disciplina e proatividade, valores fundamentais para propagar essa cultura de pacificação social”, destacou o juiz coordenador.
O comando do 3º Batalhão ressaltou que receber o Judiciário no quartel amplia os horizontes da corporação e contribui diretamente para a formação humana do efetivo. “A aproximação das instituições é muito saudável e importante para conhecimento dos instrumentos que a Justiça dispõe e que ainda não conhecíamos, como a justiça restaurativa. Ficamos muito felizes pela parceria com o Poder Judiciário e pelo conhecimento adquirido por toda tropa aqui hoje. Nosso desejo é participar e divulgar esse trabalho de maneira cidadã à toda a sociedade”, pontuou o comandante Tenente-coronel BM Ednaldo Fernando Rodrigues.
O ciclo foi dividido em dois eixos temáticos que prenderam a atenção dos militares durante toda a manhã. Na primeira conferência, intitulada “A Autocomposição e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e seus papéis na pacificação social”, o palestrante esmiuçou como a estrutura do Cejusc atua como porta de entrada para uma justiça mais ágil e humana, baseada na cooperação mútua.
Na sequência, o magistrado aprofundou o debate com o tema “O papel da Justiça Restaurativa em promover a reparação de danos e a pacificação social”. O foco foi demonstrar que o modelo restaurativo, que recentemente teve sua apresentação em parceria com o Exército Brasileiro e em escolas cívico-militares, busca reparar as relações rompidas pelo conflito, gerando autorresponsabilidade.
“O conhecimento e a empatia são instrumentos definitivos de transformação. Quando o militar compreende a profundidade da Justiça Restaurativa, ele se torna um agente multiplicador da paz social nas ruas, nas ocorrências e nos projetos sociais que a própria corporação desenvolve em nossa terra. Ou seja, todos saem ganhando com o conhecimento e prática dessas ferramentas que são políticas públicas judiciárias”, concluiu o juiz Wanderlei José dos Reis.
O capitão BM Roberto Coelho de Lima, que também atua diretamente na gestão da tropa, enalteceu a aplicabilidade prática das metodologias restaurativas na rotina militar. “Contamos com um contingente expressivo e a Justiça Restaurativa surge como uma ferramenta viável para solucionar eventuais conflitos internos no cotidiano do batalhão. Nossa expectativa é a formação de facilitadores para que possamos aplicar essas técnicas de forma contínua no nosso dia a dia”, pontuou o oficial.
Ainda novo na instituição militar, mas já imbuído de um espírito pacificador, o Tenente BM Felipe Cruz Vieira confidenciou que busca aplicar princípios da cultura de paz dentro do batalhão. “Buscamos sempre adotar princípios semelhantes aos da justiça restaurativa e seguindo essa linha de cultura de paz aqui dentro do batalhão, procurando resolver os problemas através do diálogo e da paz, assim como o Cejusc tem buscado fazer para toda a sociedade”, completou.

Autor: Assessoria

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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