TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Magistradas concedem entrevista sobre violência doméstica em ação do Ministério Público
As juízas da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa e Hanae Yamamura de Oliveira, participaram na sexta-feira (22 de março) de um programa de entrevista ao vivo na Rádio CBN em um estúdio bolha montado no Pantanal Shopping, em Cuiabá, para dar visibilidade à campanha #JuntosPorElas, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
“Abordamos os programas em que o Poder Judiciário participa, através da Cemulher [Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso], o projeto “Cemulher vai à escola”, as palestras feitas com os síndicos em razão da lei nova que fala que o síndico tem que denunciar, já que se trata de um ambiente doméstico e esse doméstico pode ser dentro de um condomínio, em um prédio de apartamentos, tratamos dos grupos reflexivos para homens, o trabalho realizado pelo Poder Judiciário em rede no tratamento do feminicídio, falamos de um estudo recente que levantou dados sobre feminicídios para criar políticas públicas, então repassamos várias informações importantes para a sociedade tomar conhecimento”, destacou a juíza Hanae.
“Esse programa é de suma importância, achei uma iniciativa excelente porque percebemos um grande fluxo de pessoas que ficam curiosas e se aproximam para saber, é uma divulgação bastante grande para as consumidoras que vem até um dos shoppings mais movimentados da capital, e pela rádio que difunde para todo o estado”, pontua a juíza Ana Graziela.
“As pessoas passam, olham, se atinam para a existência da temática e vão internalizando aos poucos. Esse é um efeito que é o desejo do Ministério Público, que a sociedade encare de frente esse problema, que ele está presente em todas as casas e deve ser debatido. Nossa intenção foi fazer esse espaço para chamarmos a atenção da sociedade neste mês e reservamos um dia para cada órgão, para cada poder e entidade que trabalha e milita na defesa da mulher em Mato Grosso para falar dos temas mais amplos possíveis”, esclarece o promotor de Justiça Tiago Afonso, que atua no Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá e coordena o Centro de Apoio Operacional Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAO-VD).
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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