TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Justiça visita bares para prevenir crimes de violência contra mulheres durante jogos da Copa
Bares movimentados de Cuiabá foram visitados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá e forças de segurança, na noite dessa quinta-feira (17 de novembro), com o objetivo de prevenir crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher durante os jogos da Copa do Mundo da FIFA Catar 2022 – que começa no próximo domingo (20 de novembro).
“Queremos prevenir porque é um momento de festa e não de violência. A campanha vem para esclarecer e divulgar os canais de denúncia. Muitas vezes vemos uma mulher sofrendo violência e não sabemos quem chamar. Essa ação é para isso, para que as pessoas saibam onde denunciar”, explica a juíza coordenadora da Rede de Enfrentamento, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
“As forças de segurança e o sistema de justiça estão unidos nesse contexto de combate, especialmente nesse período festivo, em que se consome muita bebida alcoólica, se reúnem muitas pessoas, familiares, consumo de drogas, o que eleva os índices de violência doméstica. É salutar as instituições estarem reunidas para combater e conscientizar, especialmente nesses ambientes”, constata a delegada Jannira Laranjeira, coordenadora do Plantão 24 horas de Atendimento à Vitima de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá.
“Temos essa preocupação já no dia a dia. Agora, com relação à Copa, compreendemos a necessidade de fazer essa campanha diante desses dados estatísticos. Achamos importante fazer a campanha para tentar diminuir os índices de violência. Todos os órgãos de enfrentamento à violência estão conosco nessa campanha”, afirma a secretária adjunta da Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá, Elis Prates.Fonte: Tribunal de Justiça de MT
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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